sexta-feira, 6 de março de 2009

Bento XVI: liturgia não é «algo acrescentado» à vida cristã, mas seu «coração».


ROMA, quinta-feira, 5 de março de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI considera que a liturgia «não é algo estranho» no afazer da paróquia, mas o «ponto de unificação» e inclusive o «coração» do qual vem a força para agir.
Esta foi a resposta que o Papa ofereceu ao Pe. Marco Valentini, vigário na paróquia de Santo Ambrósio, durante o encontro que teve com os párocos da diocese de Roma, em 26 de fevereiro passado.
O Papa respondeu que «todos nós devemos aprender melhor a liturgia, não como algo exótico, mas como o coração de nosso ser cristão».
A celebração litúrgica dos sacramentos, explicou, não deve ser «algo estranho junto a trabalhos mais contemporâneos como a educação moral, econômica etc. Pode acontecer facilmente que o sacramento fique um pouco isolado em um contexto mais pragmático e se converta em uma realidade não totalmente integrada na totalidade de nosso ser humano», admitiu.
O pontífice destacou a necessidade de que os fiéis «redescubram» a Eucaristia em toda a sua plenitude.
«Devemos aprender a celebrar a Eucaristia, aprender a conhecer Jesus Cristo, o Deus com rosto humano, de perto, entrar realmente em contato com Ele, aprender a escutá-lo e aprender a deixá-lo entrar em nós», explicou.
A comunhão sacramental «é precisamente esta interação entre duas pessoas. Não pego um pedaço de pão ou de carne, mas pego ou abro meu coração para que o Ressuscitado entre no contexto do meu ser, para que esteja dentro de mim e não só fora de mim, e assim fale comigo e transforme meu ser, me dê o sentido da justiça, o dinamismo da justiça, em zelo pelo Evangelho».
Diante disso, acrescentou, «devemos colaborar todos em celebrar cada vez mais profundamente a Eucaristia: não só como rito, mas como processo existencial que me toca em minha intimidade, mais que qualquer outra coisa, e me muda, me transforma. E transformando-me, dá início à transformação do mundo que o Senhor deseja e da qual quer fazer-me instrumento».

segunda-feira, 2 de março de 2009

Nostalgia a Mãe...

Muitas vezes encontramos certas "rixas" dentro a nossa Igreja, isso entre alguns movimentos. Isso como se, para alguns ouvesse uma "subdivisão" entro de nossa religião. Das correntes teológicas o séc.XX, a Teologia a Libertação é uma das que começou com uma reta intenção, mas logo pereu seu sentido. Contudo, de algum modo, temos pessoas que lutaram para um sociedade mais justa e igualitária. O que é o caso e Dom Oscar Homero entre outros, e em particular um padre Jesuíta espanhol chamado Luís Espinhal (1932-1980). Este último fez um grande trabalho missionário na Bolívia (e 1962-1980). E, para o espanto de muitos, existem muitos pardes da TL. que são homens de oração! Padre Luís foi um destes. Seu trabalho apostólico foi interronpido quando foi seqüestrado e covardemente assassinado por um comando paramilitar. Padre Luís deixou muitos escritos, palestras filosófico-teológocas, pregações, programas de rádio e muitos outros materiais. Dentre seus escritos, foram encontrados depois da sua morte várias orações que mais tarde compuseram um opúsculo: "Preces de fé e esperança" editado pelas Paulinas.Eis a prece à "Mãe de Cristo" do mesmo livro:
"Estamos sozinhos diante da vida,diante desse amor pelo qual cada um anseia. Sozinhos, na escolha, na responsabilidade indivisível.CADA UM DEVE VIVER SUA VIDA INÉDITA, E SUA MORTE ABSOLUTAMENTE PESSOAL. O mundo se tornou cada vez maior sem que tivéssemos crescido na mesma proporção.Temo-nos gabado de sermos adultos COMO SE JÁ NÃO PRECEIÁSSEMOS DA MÃE DE CRISTO, como se a poder da idade e maturidade pudessemos deixar de ser seus filhos...Senhora: queremos falar-te com sinceridade total. Fizemos mal ao querer emanciparnos. Agora nos sentimos sozinhos, açoitados por rejadas de limitações e rotina.Estamos em descampado, buscano um horizonte feliz, com olhos inesperientes.Gritamos e nos reafirmamos entre os amigos; porém, no fundo, permanecemos sozinhos.A liberdade pesa mais do que nós, e nos angustia o futuro, além de sermos ultrapassados pela responsabilidade.Agora,no desamparo encontramos um lugar para ti.Fomos longe o bastante para ter NOSTALGIA DA MÃE.Mãe, deixamos a anestesia da superficialidade para nos sentirmos despedaçãdos e em carne viva.Que aflore à pele toda a angústia reprimida, para lançar-nos avidamente a ti. Que, além de todo ruído,ouçamos o grito do espírito; que por cima da bateria e da buzina, que cheguem até nós os alaridos do muno que sofre.Queremos nos sentir desamparados, irmãos os prisioneiros, suicidas e mendigos, para sermos salvos por teu Filho que veio salvar os oprimidos".


Padre Luís Espinhal.
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