sábado, 30 de maio de 2009

Domingo de Pentecostes: Os Dons do Espírito Santo




Dom da Fortaleza

Por essa virtude,
Deus nos propicia a coragem necessária
para enfrentarmos as tentações,
vulnerabilidade diante das circunstâncias da vida
e também firmeza de caráter nas perseguições
e tribulações causadas
por nosso testemunho cristão diante do mundo.

Roguemos a Deus
para que essa virtude seja nossa companheira inseparável;
testemunhemos nosso amor a Deus por palavras e obras.
Assim, viveremos na fé e pela fé,
certos de que seremos felizes aqui e na eternidade.

Dom da Sabedoria

O sentido da sabedoria humana reside no reconhecimento
da sabedoria eterna de Deus, Criador de todas as coisas
que distribui seus dons conforme seus desígnios.

É um dom que vem do alto e flui através do Espírito Santo
que rege a Igreja de Deus sobre a terra.

Dom da Ciência

Todo o saber vem de Deus.
Se temos talentos, deles não nos devemos orgulhar,
porque de Deus é que os recebemos.

Se o mundo nos admira, bate aplausos aos nossos trabalhos,
a Deus é que pertence esta glória, a Deus
que é o doador de todos os bens.

Dom do Conselho

Hoje, mais do que nunca está em foco a educação da mocidade
e todos reconhecem também a importância do ensino!
As dificuldades internas e externas, materiais e morais,
muitas vezes passam pelo dom do Conselho,
sem disto nos apercebermos.
É uma responsabilidade, portanto, cumprir a vontade de Deus
que destinou o homem para fins superiores, para a santidade.

Para que possamos auxiliar o próximo com pureza e sinceridade de coração, devemos pedir a Deus este precioso dom,
com o qual O glorificaremos aos mostrarmos ao irmão
as lições temporais que levam ao caminho da salvação.
É sob a influência deste dom que se ensina a praticar os atos
da caridade, da obediência, da penitência, do amor ao próximo.

Dom do Entendimento

Há pessoas que, mesmo sem entender os preceitos da Igreja,
permanecem fiéis aos seus ensinamentos;
possuem o sabor pelas coisas de Deus e mesmo ignorando
o vasto significado da liturgia, dos dogmas, das orações,
dão testemunho de intensa devoção e piedade.

Estão repletos de sabedoria, mas falta-lhes o entendimento,
que resume-se na busca pela compreensão
das coisas de Deus no seu sentido mais profundo.

Dom da Piedade

Nos dias de hoje, considerando a população mundial,
poucas pessoas encontram prazer em serem devotas e piedosas;
as poucas que o são, tornam-se geralmente alvo de desprezo
ou escárnio de pessoas que tem outra compreensão da vida.
Realmente, é grande a diferença que há entre um e outro modo de viver.

Resta saber qual dos dois satisfaz mais à alma,
qual dos dois mais agrada a Deus.
Não é difícil acertar a solução do problema.
Num mundo materialista e distante de Deus, peçamos a graça da piedade,
para que sejamos fervorosos no cumprimento das Escrituras.

Dom do Temor de Deus

Teme a Deus quem procura praticar os seus mandamentos
com sinceridade de coração.
Devemos buscar em primeiro lugar o reino de Deus,
e o resto nos será dado por acréscimo.
O mundo muitas vezes sufoca e obscurece o coração.
Todas as vezes que transigências fizemos às tentações,
com certeza desprezamos a Deus Nosso Senhor.

Quantas vezes preferimos a causa dos bens miseráveis deste mundo
e esquecemo-nos de Deus!
Quantas vezes tememos mais a justiça dos homens
do que a justiça de Deus!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bento XVI mostra como música se converte em oração.


Discurso após um concerto por ocasião de seu 4º aniversário de pontificadoCIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 30 de abril de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI mostrou na tarde desta quinta-feira como «a música se converte verdadeiramente em oração, abandono do coração em Deus», no discurso de agradecimento que pronunciou ao concluir um concerto realizado no Vaticano por ocasião do 4º aniversário de seu pontificado.
As composições musicais, oferecidas ao Papa pelo presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, na Sala Paulo VI, foram interpretadas pela Orquestra Sinfônica e o Coro Sinfônico de Milão «Giuseppe Verdi», dirigidos respectivamente pelas maestras Xian Zhang e Erina Gambarini.
Sentado no centro da Sala, junto ao presidente italiano e sua esposa, o Papa escutou a «Sinfonia número 95» de Franz Joseph Haydn – de quem se celebram os 200 anos de falecimento; a «Haffner», de Wolfgang Amadeus Mozart; o «Magnificat em sol menor» de Antonio Vivaldi; o famoso «Ave Verum Corpus», também de Mozart, que suscitou o comentário conclusivo do Santo Padre.
Nesta composição musical, disse no discurso de agradecimento o Papa Joseph Ratzinger, grande admirador de Mozart, «a meditação dá lugar à contemplação: o olhar da alma se detém sobre o Santíssimo Sacramento para reconhecer o Corpo do Senhor, o Corpo que foi verdadeiramente imolado na cruz e do qual surgiu o manancial da salvação universal».
«Mozart compôs este motete pouco antes de morrer, e nele se pode dizer que a música se converte verdadeiramente em oração, abandono do coração a Deus, com um sentido profundo de paz», assegurou o bispo de Roma.
O Papa agradeceu ao presidente napolitano por esta homenagem, que «conseguiu amplamente não só gratificar o sentido estético, mas ao mesmo tempo alimentar nosso espírito e, portanto, estou duplamente agradecido».
Ao iniciar o 5º ano de pontificado, o Papa pediu aos presentes: «Lembrai-vos de mim em vossas orações, para que eu possa cumprir sempre com meu ministério como quer o Senhor».

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