sábado, 11 de julho de 2009

SÍNDROME DA PORCA LAVADA (II Pd. 2,22).


Todo cristão está sujeito a quedas e deslizes durante a sua caminhada. Isto é bastante comum, até mesmo os santos passaram por isto. Temos por exemplo S. Pedro que negou o Senhor, e tantos outros... Pois o pecado é algo que nos atrai a todo instante, e a Escritura nos exorta a resistirmos firmes na fé.
Contudo, o que se observa em nossa geração atual, que é resultado de tantas revoluções (Revoluções: Francesa, Industrial, e até mesmo Sexual) ao longo da história parecem perder o senso do que é pecado e o que não é e, consequentemente, perderam o medo do inferno. A casa década, estamos perdendo um pouco daquilo que podemos chamar de desejo de transcendência, o qual perpassa toda a Religião Cristã e toda a sagrada Escritura. Desejo este que podemos também traduzi-lo como desejo de santidade, sendo a nossa santidade pessoal a nossa própria felicidade.
Estamos nos tornando, a cada geração, mis imanentes em nosso agir e em nossa maneira de pensar.
O grande apelo do mundo que chama “Carpe dien” se tornou tão forte aos nossos ouvidos que fazemos uma força tremenda para ejetá-lo. Pois hoje em dia, nossa vida está repleta de comodidades e facilidades o que nos faz pensar que podemos ser plenamente felizes aqui neste mundo. O que faz com que muitos tentem equilibrar coisas antagônicas, como a nossa fé católica e o homossexualismo (não critico a pessoa homossexual, mas a prática), divórcios, etc...
Estamos imersos nesta mentalidade hedonista e utilitarista da nossa sociedade contemporânea. Entretanto, o homem de hoje sofre de uma “esquizofrenia da alma”, cujo efeito é a inconstância nas suas decisões: hora diz sim a Deus e não ao mundo e, hora se contradiz, mudando de opinião. Esquecendo o grande chamado de Deus à santidade, a uma vida íntima com Deus (I Ts. 4,7).
Algo que sempre considerei como belo, era quando em minha paróquia de origem se fazia aqueles grandes encontros de conversão para jovens, ligados à RCC paroquial. Tantos jovens que vi voltar desses encontros com um ar de transformação em suas faces...! Encontramos a FELICIDADE, encontramos JESUS – diziam eles. Mas, com o passar do tempo, voltavam sempre às antigas práticas e, muitos deles se tornaram pior do que eram antes de “conhecerem” Jesus. Tudo de acordo como diz S. Pedro em sua segunda Epístola, como a porca lavada que volta ao lamaçal. (“ o último estado torna-se pior do que o primeiro” II Pd. 2,20) Isto, talvez seja devido a falta de consolidação destas vivências, transformando-as em experiências concretas do AMOR DE DEUS. O que ocorre possa ser uma suspensão da vida velha, devido a uma novidade. Quando cessam as novidades, volta-se às antigas práticas. Fica a questão: o que fazer para que as experiências de conversão dos jovens possam ser autênticas? Não só deles, mas de todo aquele que busque o Senhor com sinceridade?

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