domingo, 15 de novembro de 2009

“É preferível mandar ou obedecer?!” (1ª parte).

A resposta que escutamos a esse questionamento quase sempre é obedecer. Mas se analisarmos a subjetividade da obediência perceberemos que uma obediência autêntica necessita de um mandar em si mesmo. Assim, o obediente sincero será também capaz de “mandar” em outrem, a partir do que aprende consigo mesmo. Podemos dizer que Jesus teve que mandar em si mesmo quando Ele não usou de seu direito de ser tratado como um deus, mas se despojou (Fil 2, 6-7a), isto para que pudesse obedecer plenamente ao Pai.
A obediência sempre está integrada a uma verdade capaz de dar credibilidade e motivação para se poder obedecer. Obedecer é o exercício permanente de nos conduzir à Verdade, seja em forma de encontro seja em forma de retorno.
Por sua vez, a verdade nos é apresentada ou experienciada parcialmente, seja pela falta de oportunidade, ou seja, por nossa própria escolha. Aqui nós nos deparamos com a liberdade, que encontra na obediência o seu sustento e sua necessidade para buscar e/ou permanecer na verdade.
Ignorar a verdade é o oposto da obediência. Somos atraídos pela Verdade, mas também o somos pela mentira. Desobedecer é deixar-se atrair pelo engano da mentira traindo a Verdade, e assim mentir para si mesmo, para Deus e para as pessoas. A desobediência torna-se fuga daquilo que se é, que muitas vezes se confunde com aquilo que se quer. Desobedecer é querer aquilo que não nos pertence.
Verdade e a mentira! O homem se depara com uma pergunta que exige resposta, uma resposta livre para obedecer ou desobedecer.
A obediência é o sustento e a força que a liberdade encontra para buscar e permanecer na verdade. Mas qual é essa Verdade? “Eu sou o Caminho, a Verdade e a vida” (Jo 14,6). Jesus é a Verdade pela qual podemos Caminhar para obtermos Vida.
É preciso assumir Cristo na totalidade da sua vida. Assumindo-O nós também assumimos a nós mesmos, no sentido de resgatar a nossa íntima e radical identidade que muitas vezes não é encontrada por causa das mentiras que seguimos.

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