sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mudanças para 2011...

Bem, como já anunciado, estamos em fase de manutenção em nosso blog. Mudanças necessárias e esperadas para este novo ano de 2011.
AGUARDEM...!

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS OS NOSSOS LEITORES!

SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS (01 de Janeiro de 2011).

“Maria guardava cuidadosamente todos estes fatos e meditava sobre eles no seu coração”.


Leituras: Nm 6, 22 – 27; Gl 4, 4 -7; Lc 2, 16 – 21

Transcrevo abaixo o comentário à liturgia da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo). Doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense. Tive o prazer de conhecê-lo no mês de outubro do ano corrente. Comentário noticiado pela Ag. de Notícias Zenit.

No oitavo dia da solenidade do Natal, no cume, por assim dizer, do dinamismo vital com que o Espírito Santo fecundou a Bem-Aventurada Virgem, a Igreja contempla e celebra na fé e na alegria o mistério de Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja e da nova humanidade renascida em Cristo.


Durante o tempo do Advento, a liturgia ficou repetindo todos os dias a saudação do anjo: “Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor está contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra” (Liturgia das Horas: Antífona da Hora média; cf Lc 1, 28; 42).

A virgem Maria é saudada pelo anjo, e celebrada pela Igreja, como aquela que de maneira única está portando no seio e irradia ao redor de si mesma a graça de Deus feita pessoa, o Filho do Altíssimo que já no seu próprio nome, Jesus, indica sua profunda identidade e sua missão: revelar a benevolência do Pai, salvar e resgatar do mal toda a humanidade e abrir novamente para ela o caminho para a casa do Pai. Maria, Mãe de Deus, participa também na geração da nova humanidade, cujas primícias é a pessoa do próprio Jesus (cf. Rm 5, 15-19).

Deus continua seguindo o critério da simplicidade, da fraqueza, do “esvaziamento” (cf. Fil 2, 6-11); critério este, escolhido desde o início para se manifestar e atuar na história. Ele suscita a resposta livre da fé por parte de todos os parceiros que chama para colaborar na sua obra redentora. Assim como fez com Abraão, pai dos crentes, com os patriarcas e com os profetas, do mesmo modo atua com Maria e com José. Ao cumprir-se o tempo estabelecido por Deus de realizar seu projeto de salvação, não envia seu Filho do céu, em maneira espetacular, mas Ele “nasce de mulher” como todo homem, e está inserido na história gloriosa e ambígua do povo de Israel, destinatário primeiro da aliança e portador da esperança para todos os povos (cf. 2ª leitura - Gl 4, 4-5).

O lugar onde se cumprem as promessas de Deus e se manifesta a sua potência que salva não é a nobre cidade de Jerusalém, nem o lugar sagrado do templo, mas o menino recém-nascido, deitado numa manjedoura. Somente os pobres e os simples de coração, afinados com Deus, como os pastores, conseguem receber o surpreendente anúncio do céu e acreditar nele. Os pastores de Belém representam os pobres de todos os tempos, no solícito caminho rumo ao menino, assim como na capacidade de reconhecer com estupor no recém nascido da manjedoura, o Salvador esperado pelo povo e anunciado pelos anjos. Pela luz interior que os acompanha, eles se tornam “anunciadores da boa nova” até para aqueles que se encontram junto do menino, suscitando maravilha mesmo nos pais dele (Lc 2, 16-18).

Para todos os efeitos, Jesus, o Filho do Pai, é também o filho do seu povo, da experiência humana, espiritual e cultural de sua gente, do seu tempo. O papa João Paulo II, na sua histórica visita à sinagoga de Roma (1986), quis lembrar a todos os cristãos que os judeus são nossos “irmãos maiores”, e que desta carne nasceu Jesus. Ao seguir a novidade produzida pelo próprio Jesus, não podemos esquecer as raízes judaicas da experiência cristã. É a fidelidade ao mistério da Encarnação que exige de nós tal atenção. O esquecimento desta perspectiva não é estranho aos devastadores critérios que ao longo dos séculos marcaram infelizmente as relações entre cristãos e judeus, até a Shoa, o holocausto do povo judeu, ocorrido no século passado.

Neste povo e nesta história santa o menino Jesus é inserido plenamente com o rito simbólico da circuncisão ao oitavo dia depois do nascimento, - como lembra o Evangelho de hoje - quando recebe o “nome” escolhido por Deus e preanunciado pelo anjo. Assim como acontecia nos tempos de Jesus, ocorre ainda hoje no povo de Israel a circuncisão com os meninos recém-nascidos.

Os profetas (cf Jr 4,4), assim como o Novo Testamento, reivindicam a dimensão interior da circuncisão, a “circuncisão do coração”, enquanto sinal da aliança e da fidelidade ao Senhor. Paulo ensina com vigor que a autêntica circuncisão que faz o verdadeiro Israel, é a do coração (cf Rm 2, 25 - 27; Gl 5,5). Por isso a profissão de fé em Jesus e o batismo, desde muito cedo, irão substituir o sagrado e antigo rito judaico para os discípulos de Cristo, o realizador da nova aliança. Mas o apóstolo admoesta sempre que somente uma vida animada e guiada pelo Espírito de Cristo, faz dos discípulos, autênticos “circuncidados no coração” e “batizados” no Senhor.

A este mundo humano e espiritual Jesus é introduzido gradualmente por Maria e José, aos quais fica submetido em filial obediência, enquanto cresce em vigor físico e sabedoria espiritual, e ao mesmo tempo vai abrindo seu próprio caminho para cumprir sua vocação e missão pessoal ao serviço do Pai.

Na Sagrada Família, como em toda família que acredita no Senhor, todos juntos e cada um de parte sua, Maria, José e Jesus, estão aprendendo dia após dia seu caminho, buscando descobrir e seguir a vontade de Deus. À materna preocupação manifestada por Maria ao encontrá-lo no templo de Jerusalém três dias depois ter se afastado da família, Jesus responde: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam a palavra que ele lhes dissera. Desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe, porem, conservava lembrança de todos estes fatos em seu coração” (Lc 2, 49-51). A maternidade de Maria é dom sublime de Deus. Mas é também uma aprendizagem progressiva na fé e no amor, que alcançará sua plenitude aos pés da cruz, quando o próprio Jesus entregará a ela como um filho, no discípulo amado, toda a humanidade, e esta, por sua vez, será entregue pelo Senhor à Maria, que nesse instante será uma Mãe para todos (cf Jo 19, 25 – 27).

O evangelista Lucas destaca com insistência a atitude interior de Maria - com certeza partilhada também por José - frente aos acontecimentos da vida. Ela continua, por assim dizer, o processo de gestação e interiorização da Palavra que tinha concebido em si mesma por obra do Espírito Santo na plena disponibilidade da fé e que agora não cessa de interpelá-la. Esta atitude de silêncio meditativo, de contemplação cheia de perguntas sem respostas imediatas e de entrega confiante ao mistério de Deus, acompanhará Maria ao longo da sua vida junto de Jesus, nos momentos alegres e nos momentos problemáticos e tristes (Lc 2, 51; Mt 12,48-50), até os pés da cruz.

Por esta atitude de escuta, silêncio e entrega confiante a Deus, a Virgem Maria se torna as primícias do reino de Deus e exemplo da Igreja inteira e de todo discípulo e discípula de Jesus. É o próprio Jesus a nos oferecer esta perspectiva cheia de fascínio para aqueles que acreditam nele: “Jesus respondeu àquele que o avisou: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E apontando para os discípulos com a mão, disse: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12, 48-50).

Gostaria partilhar algumas reflexões de Santo Agostinho sobre estas palavras de Jesus, reflexões com que ele une de maneira admirável no mesmo caminho de fé a Virgem Maria, a Igreja e cada um de nós.

“Prestai atenção, rogo-vos – diz o grande doutor da Igreja – naquilo que Cristo Senhor diz, estendendo a mão para os discípulos... Acaso não fez a vontade do Pai a virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu?... Sim! Ela o fez! Santa Maria fez totalmente a vontade do Pai e por isso mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo. Assim Maria era feliz porque, já antes de dar à luz o mestre, trazia-o na mente....Santa Maria, feliz Maria! Contudo, a Igreja é maior que a Virgem Maria. Por quê ? Porque Maria é porção da Igreja, membro santo, membro excelente, membro super-eminente, mas membro do corpo total....Portanto, irmãos, dai atenção a vós mesmos. Também vós sois membros de Cristo. Vede de que modo o sois. Diz: Eis minha mãe e meus irmãos...Como sereis mãe de Cristo? “Todo aquele que ouve e faz a vontade do meu Pai que está nos céus, este é meu irmão e irmã e mãe ” (Sermão 25,7-8; LH IV, 1466-67).

Maria foi eleita e chamada por graça a dar sua própria carne ao Filho de Deus para ele realizar sua missão de Salvador para todos os homens e mulheres. Na sua resposta de fé e de entrega incondicionada a Deus, Maria primeiro realiza aquela atitude interior que, nas palavras do próprio Jesus, constitui a condição para fazer de todo discípulo e discípula, a exemplo de Maria, o seio fecundo onde a Palavra de Deus é acolhida e se torna principio vital da nova existência animada pela fé.

O mesmo Espírito que fecundou a virgindade de Maria fecunda a fé da Igreja e a faz mãe fecunda, capaz de gerar filhos e filhas com a pregação da Palavra, a experiência pascal dos sacramentos e a proximidade do amor.

Admirável Natal! Nós, os renascidos à vida do Pai como filhos e filhas adotivos no Filho, pelo dom do Espírito que nos anima (2ª leitura – Gl 4, 5-7), somos inseridos em tamanha intimidade com Jesus, que nos tornarmos seus irmãos, irmãs, e mesmo sua mãe! Capazes, por graça, de fazê-lo nascer a cada dia em nós para que nós possamos viver sempre mais nele e para ele, até partilhar com o apóstolo a admirável experiência da plena conformação com ele: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Estas afirmações, que vêm da Escritura, dos Padres da Igreja e da Liturgia, talvez soem um pouco surpreendentes aos nossos ouvidos. Talvez sejamos tentados a reduzi-las como lindas e sugestivas expressões poéticas, destinadas a acariciar nossa sensibilidade estética e nossa emotividade devota. Pelo contrário, nos deixam vislumbrar o coração do mistério do amor de Deus e do seu esvaziamento que nos introduzem de novo no caminho da vida e da verdade. Deixam-nos vislumbrar o mistério da fecundidade insondável da fé de Maria e da fecundidade da Palavra de Deus no coração de todo discípulo e discípula de Jesus, quando a recebem e a guardam com fé. Oferecem-nos as razões mais profundas e o caminho mais certo para alimentar e guiar nosso culto e nosso amor filial a Maria, nossa irmã e mãe na fé, na esperança e na caridade.

O povo cristão desde o início, com a intuição simples e profunda da sua fé, percebeu e honrou na virgem Maria, a Mãe de Deus e do Redentor, e a Mãe da Igreja. É como se exprime o Concílio Vaticano II: Maria foi e “é saudada também como membro super-eminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e caridade. E a Igreja católica, instruída pelo Espírito Santo, honra-a com afeto de piedade filial como Mãe amantíssima” (LG 53).

A constituição Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, no capítulo 8º, nos oferece uma maravilhosa síntese da fé e da piedade da Igreja do Oriente e do Ocidente sobre a “Bem-aventurada virgem Maria Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja”. Um tesouro ainda por descobrir, junto com outra mina preciosa, rica da linfa vital da tradição e de elementos novos, constituída pela liturgia renovada pelo Concílio e dedicada às celebrações de Santa Maria.

Dom Emanuele Bargellini.



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal 2010

Acolha o Natal com a simplicidade de uma criança...

 Uma paróquia do interior era conhecida pela sua fabulosa decoração de Natal, em particular, um belo presépio que era montado todos os anos. Vinham pessoas de longe para rezar diante das imagens da Sagrada Família, dos pastores, dos Reis Magos...
 A cerimônia da noite de Natal na paróquia era um deslumbramento. O povo no final da missa, em torno do presépio cantava e rezava com fervor. Dépois de toda a cerimônia religiosa, a igreja foi ficando vazia e foi fechada. Todos voltaram para as suas casas. No dia de Natal, pela manhã hove missa solene, cantada pelo coral da paróquia com músicas natalianas antigas e novas. Quando o povo se aproximou do presépio houve um alvoroço, muitas conversa... O padre voi ver o que estava acontecendo. Na mangedoura não estava a imagem  belíssima do Menino Jesus, desaparecera. Será que roubaram? A notícia correu por toda a cidade. Ninguém sabia onde estva a imagem de Jesus.
Na missa da noite a imagem apareceu. Estava dioferente, parece que quebrara-se e tinham coladas as partes. Que tinha acontrecido? Uma criança da catequese, ouvira a catequiesta falar com tanto amor e carinho sobre o Natal e parav comover as ciranças falara do frio que o Menino sentira naquela noite. Enfim, carregou tanto nas cores que tocou o sentimento de uma das crianças. Então, no final da missa da noite, quando não tinha mais ninguém na igreja, o menino da catequese pegou a imagem do Menino Jesus, a embrulhou e sem falar com ninguém levou para casa. E dormiu com o Menino Jesus protegendo-o com o seu cobertor. Só que rolou muito durante a  noite em sua cama e acabou quebrando os braços e as pernas da imagem... O padre nem brigou com a criança... Depois comprou uma imagem mais bonita do Menino Jesus e a pôs no lugar.

Necessitamos acolher o Natal com a simplicidade dessa criança. Pergunto a você: qual é o sentido do presépio em sua vida? É mais do que um simples conjunto decorativo natalino?

Texto extraído do livro da Novena de Natal de 2010,  da Diocese de Petrópolis/RJ.
Adaptado por Frater Henrique Maria, sjs.




sábado, 18 de dezembro de 2010

Comentário do 4º Domingo do Advento, Ano A

ANO A

4º DOMINGO DO ADVENTO
19 de Dezembro de 2010.

Tema do 4º Domingo do Advento:

A liturgia deste domingo diz-nos, fundamentalmente, que Jesus é o “Deus conosco”, que veio ao encontro dos homens para lhes oferecer uma proposta de salvação e de vida nova.
Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia que Jahwéh é o Deus que não abandona o seu Povo e que quer percorrer, de mãos dadas com ele, o caminho da história… É n’Ele (e não nas sempre falíveis seguranças humanas) que devemos colocar a nossa esperança.
O Evangelho apresenta Jesus como a encarnação viva desse “Deus conosco”, que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de salvação. Contém, naturalmente, um convite implícito a acolher de braços abertos a proposta que Ele traz e a deixar-se transformar por ela.
Na segunda leitura, sugere-se que, do encontro com Jesus, deve resultar o testemunho: tendo recebido a Boa Nova da salvação, os seguidores de Jesus devem levá-la a todos os homens e fazer com que ela se torne uma realidade libertadora em todos os tempos e lugares.

I LEITURA – Is. 7,10-14

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 23 (24)
II LEITURA– Rm. 1,1-7


EVANGELHO – Mt. 1,18-24.
†Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus.


O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo:
Maria, sua Mãe, noiva de José,
antes de terem vivido em comum,
encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo.
Mas José, seu esposo,
que era justo e não queria difamá-la,
resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado,
quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor,
que lhe disse:
«José, filho de David,
não temas receber Maria, tua esposa,
pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo.
Ela dará à luz um Filho
e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus,
porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o senhor anunciara
por meio do Profeta, que diz:
«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho,
que será chamado ‘Emanuel’,
que quer dizer ‘Deus conosco’».
Quando despertou do sono,
José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara
e recebeu sua esposa.

MENSAGEM:

Segundo a narração de Mateus, José apercebeu-se que Maria estava grávida, durante a fase dos esponsais (eram prometidos). Como sabia não ser o pai do bebê que estava para chegar, resolveu abandonar Maria, em segredo; mas um anjo do Senhor apareceu-lhe em sonhos e esclareceu o mistério: “Aquele que vai nascer é fruto do Espírito Santo”. O que é que temos aqui? Reportagem de acontecimentos históricos?

O anúncio do anjo a José (vv. 20-24) segue o esquema dos relatos do Antigo Testamento, em que se anuncia o nascimento de uma personagem importante (cf. Jz 13): a) o anúncio está rodeado de sinais divinos (o “anjo do Senhor”, o sonho); b) que provocam medo e espanto; c) o mensageiro divino anuncia qual será o nome e a missão da criança que vai nascer; d) dá-se um sinal que confirma o anúncio (o cumprimento das Escrituras). A função destes anúncios é vincular a personagem, desde o seu nascimento, com o projeto divino. Este mesmo esquema estereotipado é, aliás, usado por Lucas para descrever o nascimento de João Baptista (cf. Lc 1,5-25).

Neste episódio temos, portanto, não uma descrição de fatos históricos, mas uma catequese sobre Jesus (que é apresentada recorrendo a esquemas literários, conhecidos dos escritores bíblicos). Então, o que é que esta catequese procura ensinar?

Fundamentalmente, procura-se mostrar que Jesus vem de Deus, que a sua origem é divina (Maria encontra-se grávida por virtude do Espírito Santo” – v. 18). Procura-se, ainda, ensinar qual será a missão de Jesus: o nome que Lhe é atribuído mostra que Ele vem de Deus com uma proposta de salvação para os homens (“Jesus” significa “Jahwéh salva”). Também se diz, de forma clara, que Ele é o Messias de Deus, da descendência de David, que os profetas anunciaram (a referência ao seu nascimento de uma “virgem” não deve ser vista como a afirmação do dogma da virgindade de Maria, mas como a afirmação de que Jesus é o Messias anunciado pelos profetas – nomeadamente pelo texto de Is 7,14 – enviado por Deus para restaurar o reino de David).

De qualquer forma, a figura de José desempenha aqui um papel muito interessante… O anjo dirige-se a ele como “filho de David” (v. 20) e pede-lhe que receba Maria e que ponha um nome à criança (v. 21). A imposição do nome é o rito através do qual um pai recebe uma criança como filha. Assim, Jesus passa a fazer parte da família de David e a ser, naturalmente, a esperança para a restauração desse reino ideal de paz e de felicidade pelo qual todo o Povo ansiava. Pela obediência de José, realizam-se os planos e as promessas de Deus ao seu Povo.

Refletir:

• Esse Jesus que esperamos é – de acordo com a catequese que a primitiva comunidade cristã nos apresenta por intermédio de Mateus – o “Deus que vem ao encontro dos homens”, para lhes oferecer a salvação. A festa do Natal que se aproxima deve ser o encontro de cada um de nós com este Deus; e esse encontro só será possível se tivermos o coração disponível para O acolher e para abraçar a proposta que Ele nos veio fazer. É isto que acontece?

• Com frequência, o Natal é a festa pagã do consumismo, das prendas obrigatórias, da refeição melhorada, das tradições familiares que têm de ser respeitadas mesmo quando não significam nada… O meu Natal – este Natal que estou a preparar no meu coração – é uma celebração pagã ou um verdadeiro encontro com esse Deus libertador, cuja proposta de salvação estou interessado em escutar e acolher?

Fonte: Texto e reflexões: Conf. Epis. Portuguesa - Ag. Eccleisa.
Grifo nosso.






quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz lembra violência no Iraque e pede fim do preconceito no Ocidente.

"Papa Bento XVI diz que os cristãos são as principais vítimas de perseguição religiosa".

Foi divulgada pela Agência de Noticias Eccleisa de Portugal esta notícia abaixo, penso ser de grande importância divulgá-la aqui.

Bento XVI afirmou que os cristãos são as principais vítimas de perseguição religiosa no mundo, destacando, em particular, a situação de violência contra as comunidades católicas no Iraque.
“Os cristãos são, atualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem freqüentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade”, refere o Papa, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011.
No texto, hoje (08/12/2010) divulgado pela Santa Sé, o Papa diz ser “doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal”, o que considera "uma ameaça à segurança e à paz".
«Liberdade Religiosa, caminho para a paz» é o tema da 44ª Jornada Mundial da Paz, celebrada na Igreja Católica, desde 1968, a 1º de Janeiro.
Bento XVI considera que o ano em curso ficou “marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis atos de violência e de intolerância religiosa”.
“Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados”, escreve.
O Papa condena o “o vil ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdad, onde, no último dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Missa.
“A este ataque seguiram-se outros, nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida”, alerta Bento XVI.
São também lembradas as comunidades cristãs que sofrem "perseguições, discriminações, atos de violência e intolerância, particularmente na Ásia, na África, no Médio Oriente e de modo especial na Terra Santa", com um apelo do Papa pelo fim de "toda a violência contra os cristãos" que habitam nestas regiões.
A mensagem papal alerta ainda que “noutras regiões, há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos”.
O Papa aponta o dedo ao Ocidente, condenando “a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos pelo fato de estes pretenderem orientar a própria vida de modo coerente com os valores e os princípios expressos no Evangelho”.
Bento XVI deixa votos de que a Europa saiba “reconciliar-se” com as suas próprias raízes cristãs, “fundamentais para compreender o papel que teve, tem e pretende ter na história”.
O documento fala na "contribuição ética" da religião no âmbito político e diz que a mesma "não deveria ser marginalizada ou proibida, mas vista como válida ajuda para a promoção do bem comum".
A este respeito, o Papa defende que "a liberdade religiosa deve ser entendida não só como imunidade da coação, mas também, e antes ainda, como capacidade de organizar as próprias opções segundo a verdade".
Por isso, refere à mensagem, a pessoa "não deveria encontrar obstáculos se quisesse eventualmente aderir a outra religião ou não professar religião alguma".

"Exorto os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé e viver o seu amor a Deus com todo o coração, toda a alma e toda a mente", aponta Bento XVI.
Desde 2006, os temas escolhidos pelo atual Papa para a celebração de 1 de Janeiro foram a verdade, a dignidade da pessoa, a unidade da família humana, o combate contra a pobreza, o meio ambiente e, agora, a liberdade religiosa.


 A mensagem para 2011, com 15 pontos, pode ser consultada no Site oficial do Vaticano.







terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ardor pela santidade...

Refletindo sobre a SANTIDADE percebo que este ideal de vida que, segundo a Constituição Lumen Gentium (Luz dos Povos) é aberto a todos os estados de vida é algo realmente atingível. Contudo contamos com muitos empecilhos em nossa caminhada para a perfeita comunhão com Deus. O primeiro deles somos nós mesmos. Como afirma certa canção da Suely Façanha: Lidar consigo mesmo é trabalho de artesão, ou seja, é uma arte que cada um deve aprender, segundo o método que o próprio Deus inspirar ao seu coração. Então, também implica a escuta de Deus, perceber suas moções interiores que estão a todo tempo à nossa disposição. O que implica em outro aprendizado...
A vida está cheia desses aprendizados, aliás, viver já é uma aprendizagem, estamos imersos neste grande curso de santidade que é a vida. Para sermos santos de fato (para alcançarmos a Morada Celeste), é preciso aprender com outros que conhecem o Caminho. Este Caminho com letra maiúscula é uma pessoa: o próprio Deus (cf. Jo. 14,6). Certamente se observar a sua volta, verá que pode existir alguém que executando as mesmas tarefas diárias que você no seu trabalho, ou estudo, ou até mesmo desenvolvendo algum trabalho pastoral de sua comunidade, verá que há pessoas que são muito mais realizadas no que faz do que você, que faz as mesmas coisas. Experiência esta que vivencio em minha Comunidade Religiosa. A cada ano que passa, temos a oportunidade de conhecer pela convivência irmãos mais novos que pedem ingresso em nosso Instituto Religioso. Esses rapazes que ingressam a cada ano têm em comum algo que todos nós, membros antigos (de votos perpétuos) ou novatos que se preparam para se consagrar, são não devemos perder jamais: o ardor pela santidade. Tal ardor implica mais do que um apoio afetivo, uma simpatia pela idéia. Mas uma adesão efetiva: desejar amar cada vez mais a Deus, buscar fazer a Sua vontade e até mesmo doar-se por ele, se preciso for. Ser santo não consiste em fazer muito, mas em amar muito!

Dedico esta postagem aos meus amigos noviços Rodrigo Simas e Éverson de Barros, que mostram por palavras e exemplos que não podemos nos esquecer de que o Senhor nos quer santos.


sábado, 11 de dezembro de 2010

Comentário do 3º Domingo do Advento, Ano A

I LEITURA Is 35, 1-6a.10

SALMO RESPONSORIAL 145, 7-10
II LEITURA Tg 5, 7-10

EVANGELHO Mt 11, 2-11
† Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus.
Naquele tempo,
João Baptista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo
e mandou-Lhe dizer pelos discípulos:
«És Tu Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?»
Jesus respondeu-lhes:
«Ide contar a João o que vedes e ouvis:
os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados,
os surdos ouvem, os mortos ressuscitam
e a boa nova é anunciada aos pobres.
E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim
motivo de escândalo».
Quando os mensageiros partiram,
Jesus começou a falar de João às multidões:
«Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento?
Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas?
Mas aqueles que usam roupas delicadas
encontram-se nos palácios dos reis.
Que fostes ver então? Um profeta?
Sim __ Eu vo-lo digo __ e mais que profeta.
É dele que está escrito:
‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro,
para te preparar o caminho’.
Em verdade vos digo:
Entre os filhos de mulher,
não apareceu ninguém maior do que João Baptista.
Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».
Palavra da salvação.

«És tu Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?».


Chegamos ao Domingo da Alegria. A Liturgia deste domingo vem nos recordar a proximidade da ação libertadora de Deus e ascende a esperança no coração daqueles que esperam o Senhor.
Este Evangelho que hoje meditamos é certamente um texto composto por uma cristologia, isto é, é formado para mostrar e comprovar que Jesus Cristo é o Cristo, o Enviado de Deus Pai. Através desta pergunta feita por João Batista acerca de Jesus que nos é transmitida por Mateus, percebemos quem é de fato Jesus. Sendo esta pergunta respondida pelo próprio Jesus se utilizando da profecia messiânica proferida por Isaías, séculos antes. Ele irá dar vista aos cegos, fazer com que os coxos recuperem o movimento, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam, ressuscitar os mortos, anunciar aos pobres que o “Reino” da justiça e da paz chegou (cf. Is. 61,1-5). É este quadro de vida nova e de esperança que Jesus nos vai oferecer. O mesmo que é comprovado pelos discípulos que João havia enviado a Jesus.
A segunda parte deste Evangelho é formada por uma advertência feita àqueles que seguiam João Batista e também um elogio a João, feito pelo próprio Jesus. Como já dito neste blog, ritos purificatórios eram comuns em muitas religiões antigas, inclusive no judaísmo. Percebemos que o Batismo de João tinha um diferencial que não era compreendido por todos. E muitos dos fariseus (hipócritas) iam até João pedir o Batismo que era símbolo de conversão. Se de fato buscamos a conversão, esta deve vir acompanhada não de sinais exteriores somente. Quanto a isso, Jesus nos adverte com certa “ironia”: então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas?... João não é um pregador oportunista cuja mensagem segue as modas, nem um elegante convencido que vive no luxo. Mas João é um profeta e mais do que um profeta.
Nossa conversão deve ser de maneira profunda, mas não esquecendo a alegria de nos voltarmos para Deus e de receber de suas mãos a salvação que nos é proposta por meio de nosso Salvador Jesus Cristo.

***

A PAZ, A ALEGRIA.
Este terceiro domingo do Advento é o domingo da alegria. O movimento internacional “Pax Christi” convida-nos a rezar pela paz em particular neste dia. A paz e a alegria: duas grandes riquezas que queremos para o nosso mundo. Na preparação da liturgia, seria interessante procurar formas de dar um real conteúdo à nossa esperança, ver como estas palavras “paz” e “alegria” podem ressoar no coração de cada um: procurar propor gestos concretos que vão neste sentido para os habitantes do bairro ou da cidade; procurar que a nossa oração deste dia seja mais verdadeira e consequente na vida concreta. E como convidar os cristãos a serem testemunhas da paz e da alegria de Cristo? A festa de Natal, este ano, mudará alguma coisa à nossa volta? É importante preparar a liturgia neste sentido para que a celebração continue nas situações de vida durante a semana…

Artigo: Frater Henrique Maria, sjs.
Texto do Evangelho e mensagem final:
Conf. Ep.Portuguesa: ecclesia.pt


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

07 de Dezembro: Santo Ambrósio (Bispo e Doutor da Igreja)

Em Cristo temos tudo, Cristo é tudo para nós!

"Em Cristo temos tudo.

Cada um se aproxime dele,

Quem está doente devido aos pecados,

Quem está como que pregado à sua concupiscência,

Quem é ainda imperfeito,

Mas desejoso em progredir com intensa oração,

Quem já é crescido em muitas virtudes.

Cada um de nós está nas mãos do Senhor e Cristo é tudo para nós.

Se desejas curar as tuas feridas, ele é médico;

Se estás sedento por causa da febre, ele é fonte;

Se te encontras oprimido pelo pecado, ele é justiça;

Se precisas de ajuda, ele é força;

Se tens medo da morte, ele é vida;

Se foges das trevas, ele é luz;

Se buscas comida, ele é alimento.

‘Provai’ portanto, ‘e vede como é doce o Senhor. Feliz o homem que espera nele’ (Sl. 33,9)".

Santo Ambrósio (340-397).

Traduzido da Revista italiana "Trenta Giorni", Anno XXVIII, n.8/9 - 2010.

domingo, 28 de novembro de 2010

Comentário do 1º Dom do Advento: Advento é Tempo de Conversão

Neste primeiro domingo do Advento (e também do novo Ano Litúrgico), A Igreja nos propõe um Evangelho necessariamente incomodo [Mt 24,37-44]. Fala do juízo de Deus. Estamos habituados a pensar na alegria da vinda redentora do Senhor, algo muito bonito e verdadeiro, mas quando se trata de pensar no juízo, nós o evitamos. Não queremos nem pensar nele. Começamos hoje a vivenciar o Tempo do Advento, período de expectativa e espera de uma pessoa: Jesus.
 O Evangelho nos convida à conversão. No Advento temos uma grande possibilidade: recomeçar do zero. Nos afastar das atividades cotidianas, onde talvez tenhamos descuidado do Senhor, onde a nossa fé teve altos e baixos, dos quais fazemos deles um habito. “Vou à Missa aos domingos e me sinto em paz com a minha consciência”, mas isto não basta. Somos convidados a converter-nos, a nos questionarmos, devemos construir um relacionamento autentico com o Senhor. Temos uma segurança: Ele torce por nós! O bom Deus deseja a nossa proximidade, mas não nos pressiona, porque nos ama e por isso, nos deixa livres para escolher se aceitamos o Seu amor, ou se prosseguimos sozinhos.
A dica para revertermos esta situação, nos é posta às claras por Jesus no Evangelho: precisamos vigiar, somente assim, quando o Senhor virá, nos encontrará prontos para acolhê-Lo e seguí-Lo.
O que de concreto podemos fazer para que este período de preparação para o Natal traga realmente frutos?
Me vêm a mente duas coisas fundamentais:
1.    ORAR: a oração é um meio que nos permite comunicar com Deus. Orar (ou rezar) não quer dizer somente recitar orações, mas colocar o Senhor no centro do nosso dia, torná-lo participante da nossa vida.
2.    FRAZER FREQUENTEMENTE O EXAME DE CONCIÊNCIA: nos colocar honestamente diante do bom Deus e buscar compreender no que precisamos melhorar, se pedirmos auxilio ao Senhor, Ele seguramente nos ajudará.
Extraído do original em Italiano: http://vangelodelladomenica.myblog.it/

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Jovem padre é assassinado no Maranhão

Foi noticiado pela ZENIT.org que no último sábado, 20/11 o assassinato de mais um sacerdote, Desta vez um brasileiro. O padre Bernardo Muniz Rabelo, 28 anos, foi assassinado no sábado, dia 20, por volta das 15h, em Humberto Campos (Maranhão, nordeste do Brasil), a 120 km da capital São Luis, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), informou nesta quinta-feira a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Segundo informações dos familiares, o religioso voltava do povoado de Quebra Anzol com destino a Achuí, interior de Humberto de Campos, onde participava de uma assembleia paroquial, quando deu carona a um homem, identificado como Fabrício.
O suspeito anunciou o assalto pouco tempo depois de ter conseguido a carona. Ele disparou três tiros atingindo o padre no pescoço e no tórax. O assaltante fugiu levando carro do padre Bernardo, além de um aparelho celular e R$ 400.
O padre foi socorrido com vida e levado para o hospital de Humberto de Campos, de onde foi transferido para São Luís, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 21h do sábado.
Padre Bernardo era natural de Morros (Maranhão) e tinha apenas dois meses de padre, tendo sido ordenado no dia 5 de setembro, no município de Axixá. Estava trabalhando como vigário paroquial no município de Humberto Campos.
O corpo do padre foi velado em Morros, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde houve missa no domingo, 21, às 14h, presidida pelo arcebispo de São Luis, Dom José Belisário da Silva, e concelebrada por vários padres da arquidiocese. Por volta das 16h, o corpo foi sepultado no cemitério da cidade.
Padre Bernardo é o segundo religioso da arquidiocese Luís assassinado este ano. Em julho, o seminarista Mário Dayvit também foi vítima de latrocínio, na porta de sua casa, no Centro da capital maranhense.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Advento: “Vem, Senhor Jesus!”

O Advento, que significa: “que está para vir”, é o tempo de espera, esperança e preparação para o natal, o nascimento do menino Jesus, com isto a comunidade cristã é chamada a viver algumas atitudes essenciais: A espera vigilante e jubilosa, a esperança e a conversão. No entanto o advento não se resume apenas nisto, pois celebrado a preparação para o natal, nós nos preparamos para a segunda vinda de Jesus, que não tem dia nem hora para acontecer. A Igreja vive esta espera na vigilância e na alegria, por isso reza: "Maranatá: Vinde Senhor Jesus”.
O tempo do Advento tem a duração de quatro semanas e não é mais considerado somente como tempo de penitência; ao contrário, é tempo de alegre expectativa. No tempo do Advento omite-se o hino do Glória nas celebrações litúrgicas, para que este hino angélico ressoe no Natal como um cântico novo. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia expressa um aspecto escatológico, colocando nos corações a alegre expectativa pela segunda vinda de Cristo. Nas semanas seguintes, a Igreja nos prepara diretamente para a celebração do Natal do Senhor.
O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus. Os paramentos litúrgicos são de cor roxa ou rósea, como sinal de recolhimento e conversão em preparação para a festa do Natal. A única exceção é o terceiro domingo do Advento, chamado Domingo Gaudete ou da Alegria, cuja cor tradicionalmente usada é a rosa ou lilás, em substituição ao roxo ou róseo, para revelar a alegria da vinda do Salvador que está bem próxima. O nome de Domingo Gaudete refere-se à primeira palavra da antífona de entrada deste dia, que é tirada da segunda leitura que diz: "Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto” (Fl 4, 4).
Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas quatro velas representando as quatro semanas do Advento. A cada domingo uma vela é acesa. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. Faço votos que este tempo maravilhoso que nos é proporcionado pela Mãe Igreja, possa nos ajudar a cada vez mais estarmos preparados para a chegada de Jesus, e no acolhimento de seu Reino de amor e fraternidade. Um santo advento e um Feliz Natal!

Autor: Cristyan Sena
Extraído do Jornal "Uma Nova Unção".
FRATERNIDADE JESUS SALVADOR, ANO XVII, Ed. 98.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Festa da Apresentação de Maria Santíssima - 21 de Novembro.


Tudo que sabemos da apresentação de Nossa Senhora no templo, sabemo-lo por lendas e informações extra-bíblicas (principalmente pelo proto-Evangelho de Tiago), o que não quer dizer que o assunto da festa careça de probabilidade  histórica. Segundo uma piedosa  lenda, Maria Santíssima, tendo apenas três anos de idade, foi pelos  pais, em cumprimento de uma promessa, levada ao templo, para ali, com outras  meninas, receber educação adequada  à sua idade e  posição. A  Igreja oriental distinguiu este fato com as honras de uma festa litúrgica. A Igreja ocidental conhece a comemoração da Apresentação de Nossa Senhora desde o século VIII.  Estabelecida primeiramente pelo Papa Gregório XI, em 1372, só para a corte papal, em Avignon, em 1585, Sixto V ordenou que fosse celebrada em toda a Igreja.
 vida de Maria Santíssima no templo foi a  mais santa, a mais perfeita que se pode imaginar. O templo era a  casa de Deus e  na proximidade de  Deus se  sentia bem a bela alma em flor.  “O passarinho acha casa para si e a rôla ninho nos altares do Senhor dos Exércitos, onde um dia é melhor que mil nas tendas dos pecadores” .  Santo era o lugar onde Maria vivia. Era o templo onde os antepassados tinham feito orações, celebrado as festas; era o templo onde se achava o santuário do Antigo testamento, a arca, o trono de Deus no meio do povo;  era  o templo afinal, de  que as profecias  diziam que o Messias nele devia fazer entrada.




terça-feira, 16 de novembro de 2010

Música da semana: Hino Oficial da JMJ 2011 - MADRI

Cristãos martirizados em Igreja no Iraque!

 Ainda hoje há cristãos que derramam o seu sangue pela causa do Evangelho. Não podemos deixar passar despercebido um fato  terrível  como esse.Eles mataram dois  jovens padres, e mais de 70 leigos que participavam da santa e divina Liturgia. Em plena missa um fanático muçulmano entra na Igreja  de nossa Senhora do Perpétuo Socorro metralha todos ali presentes, como também destroem toda a  Igreja. São imagens fortes e chocantes!

domingo, 14 de novembro de 2010

Site: Pergunte e responderemos

Recebi recentemente um link do site "Pergunte e Responderemos", que contém um pouco do acervo que Dom Estêvão Bettencourt (1919-2008) deixou. "Os artigos são oferecidos gratuitamente SOMENTE para leitura online (...) O interesse deste site não é comercial, mas a divulgação da mensagem cristã. Todo trabalho é voluntário e não remunerado".Vale a pena prestigiar!

http://www.veritatis.com.br/tag/revista-pergunte-e-responderemos

Bento XVI vai presidir a vigília pela «vida nascente» Iniciativa mundial marcada para 27 de Novembro de 2010.

Papa Bento XVI reafirmou hoje na oração mairana do "Angelus" que presidirá  pessoalmente a uma vigília de oração pela “vida nascente”, que terá lugar a 27 de Novembro, na Basílica de São Pedro.
A iniciativa terá uma dimensão mundial e acontece no início do Advento, tempo litúrgico que antecede o Natal.
O prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Antonio Canizares Llovera, e o presidente do Conselho Pontifício para a Família, Cardeal Ennio Antonelli, enviaram uma carta aos presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, convidando os bispos a promoverem celebrações e iniciativas de oração análogas na suas Igrejas.
A intenção é “promover o compromisso e o testemunho eclesial por uma cultura da vida e do amor”.

Também em nossas Paróquias somos covidados a fazer o mesmo!

A VIDA É UM VALOR IMPRESCINDÍVEL!
Adaptação: Frater Henrique Maria, sjs

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Solenidade de Cristo Rei do Universo (21 de novembro de 2010).

No domingo, 21 de novembro deste ano celebraremos a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Esta Solenidade foi criada pelo papa Pio XI em 1925. Instituiu que fosse celebrada no último domingo de outubro. Agora, na reforma litúrgica passou ao último domingo do ano litúrgico como ponto de chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o fim para o qual se dirigem todas as coisas, Cristo é o centro do universo e para Ele tudo conflui.  
 A criação desta festa tinha uma conotação política de grandiosidade, com o objetivo de mostrar o senhorio de Jesus sobre o mundo, acima das situações de ateísmo e falta de religião. Como cristãos católicos, somos chamados a viver o senhorio de Jesus de maneira concreta. Ter Jesus como Senhor é dar a ele prioridade em nossa vida, pois tudo foi feito por Ele, por meio dele e para ele são todas as coisas (Rm. 11,36). Hoje, mais do que nunca, estamos imersos em uma sociedade que exige cada vez mais de nós e muitas vezes deixamos de lado coisas importantes e necessárias à nossa vida, como por exemplo, a nossa fé em Jesus. Nós a afirmamos com os lábios muitas vezes, mas, na prática a negamos no coração. Gostamos de seguir Jesus em sua glória, mas quando somos chamados a tomar parte nos seus sofrimentos por meio dos nossos próprios, o abandonamos.
  Para viver o Senhorio de Jesus é preciso, antes de tudo, ter fé e deixar-se invadir pelo Espírito Santo, sendo conduzido por sua influência. Pois está escrito: “Ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo” (I Cor. 12,3b). E depois, ter consciência de que a vivência do Senhorio de Jesus não é algo mágico, mas se trata de um árduo processo que envolve a nossa adesão pessoal e também nosso testemunho de vida. Peçamos como a Oração-Coleta deste domingo:
Deus eterno e Todo-Poderoso, dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, Rei do universo, Fazei com que todas as criaturas, libertas da escravidão do pecado, e servindo à vossa Majestade, vos glorifiquem eternamente.  (Missal Romano-Coleta, Solenidade de Cristo Rei ). 

 Os vinte e quatro anciãos se prostravam diante daquele que estava sentado no trono, para adorar o que vive para todo o sempre. Depunham suas coroas diante do trono de Deus e diziam: “Tu és digno, Senhor, nosso Deus, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas. Por tua vontade é que elas existem e foram criadas” (Ap. 4,10-11).
 Frater Henrique Maria, sjs.
Escrito para: Jornal Uma Nova Unção, ano XVII, ed. 97: Fraternidade Jesus Salvador.



sábado, 6 de novembro de 2010

Perceba sempre o lado bom das coisas...

Por mais que o mar esteja agitado,
o barco jamais pode deixar de navegar.
Por mais que seja forte a escuridão,
a vela jamais pode deixar de iluminar.
por mais que seja feia a paisagem,
os olhos jamais podem deixar de enxergar.
por mais que seja longa a corrida,
o competidos jamais pode voltar.
Por mais que seja ferido,
o coração jamais pode desistir de amar.
Por mais que uma criança caia, 
ela sempre tem uma nova chance de aprender a andar!
NÃO DESISTA NUNCA!!!
Autor desconhecido.

PS: postagem de Nº 200. Agradeço aos leitores, pois é por causa deles que este espaço existe!


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia de Finados (02/11): Qual a origem?

A Tradição Católica de orar pelos defuntos é bastante antiga, já no século I, costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século IV, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da Missa. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny(França), santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII(1009) e Leão IX (1015) pediam  a Comunidade Eclesial para dedicar um dia de oração pelos Fiéis Defuntos. No século XIII esse dia anual de oração passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1º de novembro é a Solenidade de Todos os Santos. O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Fiéis Defuntos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
Encontramos diversas referências bíblicas à oração pelos falecidos em II Macabeus 12,43-46, que diz: “(...) De fato, se não tivesse esperança na ressurreição dos que tinham morrido na batalha, seria supérfluo e vão orar pelos mortos. Mas, considerando que um ótimo dom da graça de Deus está reservado para o que adormecem piedosamente na morte, era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis por que mandou fazer o sacrifício expiatório pelos falecidos, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado”. De maneira explícita, este trecho da Escritura apóia a “Ressurreição dos Mortos” e a “Comunhão dos Santos” que são Dogmas de fé contidos no Credo católico. A Comunhão dos Santos se caracteriza pela união espíritual de todos os crentes que compõe o Corpo Místico de Cristo, isto é, a Igreja, sejam, estejam eles vivos ou mortos. Acerca disso, a Igreja afirma: Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o  corpos místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (...) Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz sua intercessão por nós.(CIC..nn. 959 /1371). 
Portanto, o Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca. É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre. Com o passar do tempo, a comemoração ultrapassou seu aspecto exclusivamente religioso, para revelar uma feição emotiva: a saudade de quem perdeu entes queridos. Hoje, o Dia de Finados é um dos feriados mais universais. São cerca de mil anos de celebração pela fé na ressurreição.As pessoas costumam celebrar os mortos levando flores aos túmulos e rezando por eles. Alguns preferem chamar a data de "Dia da Saudade", retirando o peso do aspecto fúnebre e enfatizando as melhores lembranças daqueles que se foram.
Frater Henrique Maria, sjs.
Escrito para: Jornal Uma Nova Unção, ano XVII, ed. 97: Fraternidade Jesus Salvador 

domingo, 31 de outubro de 2010

31 de Outubro: Fim do Mês Missionário.

Parabéns para a POM pelo belo trabalho de divulgação a Ação Missionária-Caritativa da Igreja. Nos domingos deste mês foram distribuídos folhetinhos que continham a oração da Comunidade da Missa e informavam a  Ação da Igreja no Brasil e no Mundo (o que não noticiado em nenhuma emissora de TV ou rádio do mundo!):


Oração Missionária 2010

Ó Deus,
Pai de todos os povos,
Vós que nos abraçais
Com a ternura de uma mãe,
Ouvi o clamor
Das multidões da Amazônia
E do mundo inteiro
Desejosas de Vos conhecer
E Vos amar.
Ensinai-nos a Vos servir,
Na partilha da Fé
E dos Bens,
Que Vós mesmos nos destes.
Amém.


http://www.pom.org.br

sábado, 30 de outubro de 2010

O Homem no Buraco: Meditação

Muito interessante!!!

Cerco de Jericó: a sua origem.

Nesta semana , em minha Comunidade Religiosa (www.salvistas.com,br) iniciou um período de oração intensa de sete dias diante de Jesus Sacramentado, que chamamos de Cerco de Jericó. Me bateu uma curiosidade de descobrir a origem desta devoção e resolvi partilhá-la com vocês. Ela está intimamente ligada à devoção do Santo Rosário de Nossa Senhora:


No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o Jordão com todo o povo e tomasse posse da Terra Prometida. A cidade de Jericó era uma fortaleza  inexpugnável. Ao chegar junto às muralhas de Jericó, Josué ergueu os olhos e viu um Anjo, com uma espada na mão, que lhe deu ordens concretas e detalhadas. 
Josué e todo Israel executaram fielmente as ordens recebidas: durante seis dias, os valentes guerreiros de Israel deram uma volta em torno da cidade. No sétimo dia, deram sete voltas. Durante a sétima volta, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor e, pelo poder de Deus, as muralhas de Jericó caíram… (cf. Js 6). 
O Santo Padre João Paulo II  devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de Santo Estanislau, bispo de Cracóvia. Era a primeira vez que o Papa visitava o seu país, sob o regime comunista; era uma visita importantíssima e muito difícil. Aqui começaria a ruína do comunismo ateu e a queda do muro de Berlim.  
Em fins de novembro de 1978, sete semanas depois do Conclave que o havia eleito Papa, Nossa Senhora do Santo Rosário teria dado uma ordem precisa a uma alma privilegiada da Polônia: 
Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se   organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora (Santuário Mariano), um Congresso do Rosário: sete dias e seis noites de Rosários consecutivos diante do Santíssimo Sacramento exposto. 
No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado. Ele respondeu: “É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o Terço pelo Papa; é bom rezar
em Jasna Gora. Podeis fazê-lo.” 

Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czestochowa e Presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome de “Congresso”, para maior facilidade na sua organização. Então, deu-se o nome de “Cerco de Jericó” a esta iniciativa. 
O padre-diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos para a visita do Santo Padre. Dizia ele: “Seria melhor em abril.” “Mas a Rainha do Céu deu ordens para se organizarem esses Rosários permanentes na primeira semana de maio”, respondeu o Sr. Anatol. O padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações. 
A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria. 
Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o “assalto” de Rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram “as muralhas de Jericó”. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho. Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o “seu” Santo Padre, numa alegria indescritível! 
No dia de 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidos
em Blonic Kraskoskic. Foi a apoteose! 

Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica. “O Rosário tem um poder de exorcismo”, dizem os nossos amigos da Polônia, “ele torna o demônio impotente.”
Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável “assalto” de Rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento. Mais uma vez, as muralhas de ódio de Satanás se abatiam diante do poder da Ave-Maria. 
Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora Cercos de Jericó. A 2 de fevereiro de 1986, aquela mesma alma privilegiada recebia outra mensagem da Rainha Vitoriosa do Santíssimo Rosário: “Ide ao Canadá, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Alemanha para salvar o que ainda pode ser salvo.” Nossa Senhora pede que se organizem os Rosários permanentes e os Cercos de Jericó, se queremos ter certeza da vitória.


Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br




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