sábado, 27 de fevereiro de 2010

"Quem reza, certamente se salva..." Santo Afonso Maria de Ligório

  
"Desde que o homem é homem, reza. Sempre e onde quer que seja o homem se deu conta que não está só no mundo, que tem alguém que o escuta. Sempre se deu conta que da sua necessidade um Outro maior e que deve recorrer a Ele para que a sua vida seja aquilo que deve ser. Mas a face de Deus sempre esteve velada e somente Jesus nos mostrou o seu verdadeiro rosto. Quem o ver vê o Pai (cf. Jo. 14,9). Assim, se por um lado, é natural ao homem rezar (pedir no momento da necessidade e agradecer no momento da alegria), de outro lado há sempre a nossa incapacidade de orar e falar com um Deus oculto. Não sabemos o que pedir, diz São Paulo (Rm. 8,26). Por isso, devemos sempre dizer ao Senhor, como os seus discípulos: 'Senhor, ensina-nos a orar' (Lc.11,1) O Senhor nos ensinou o Pai Nosso como modelo da autêntica oração e nos deu uma Mãe, a Igreja, que nos ajuda a rezar. A Igreja recebeu da Sagrada Escritura um grande tesouro de orações. No curso dos séculos brotaram do coração dos fiéis, com as quais eles sempre se voltam a Deus. No rezar com a Mãe Igreja, aprendamos a orar nós mesmos".

Papa Bento XVI
Introdução do livro: Quem rea se salva

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Os doze passos do Apostolado Coragem...

Sempre que posso, faço divulgação de alguns blogues que sigo. E um deles é o Juventude Coragem. Acho  de extrema importância o trabalho deles. Para ilustrar o que digo, em uma paróquia da periferia de São Paulo, que trabalha a minha congregação, pelo menos um terço dos jovens freqüentadores têm problemas na sexualidade. Muitos só estão confusos, o que é até comum na adolescência, mas isso é de se preocupar! Cada vez mais nossos jovens chegam até as nossas igrejas muito feridos por diversos problemas e, entre eles estão os de ordem sexual. Infelizmente, há um despreparo por parte dos nossos sacerdotes e religiosos que não sabem como lidar com estas questões... 

OS DOZE PASSOS DO APOSTOLADO CORAGEM:
1. Admitimos que éramos impotentes perante a homossexualidade – que tínhamos

perdido o domínio sobre nossas vidas.

2. Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à
sanidade.

3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma
em que O concebíamos.

4. Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a
natureza exata de nossas falhas.

6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses
defeitos de caráter.

7. Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.

8. Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos
dispusemos a reparar os danos a elas causados.

9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que
possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.

10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o
admitíamos prontamente.

11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato
consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o
conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa
vontade.

12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a esses Passos,
procuramos transmitir essa mensagem a outros e praticar esses princípios em
todas as nossas atividades.

(Doze passos baseados nos passos dos Alcólicos Anônimos)




I domingo da Quaresma, Ano C


EVANGELHO – Lc 4,1-13
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus, cheio do Espírito Santo,
retirou-Se das margens do Jordão.
Durante quarenta dias,
esteve no deserto, conduzido pelo Espírito,
e foi tentado pelo diabo.
Nesses dias não comeu nada
e, passado esse tempo, sentiu fome.
O diabo disse-lhe:
«Se és Filho de Deus,
manda a esta pedra que se transforme em pão».
Jesus respondeu-lhe:
«Está escrito:
‘Nem só de pão vive o homem’».
O diabo levou-O a um lugar alto
e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra
e disse-Lhe:
«Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos,
porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser.
Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu».
Jesus respondeu-lhe:
«Está escrito:
‘Ao Senhor teu Deus adorarás,
só a Ele prestarás culto’».
Então o demônio levou-O a Jerusalém,
colocou-O sobre o pináculo do Templo
e disse-Lhe:
«Se és Filho de Deus,
atira-te daqui abaixo,
porque está escrito:
‘Ele dará ordens aos seus Anjos a teu respeito,
para que te guardem’;
e ainda: ‘Na palma das mãos te levarão,
para que não tropeces em alguma pedra’».
Jesus respondeu-lhe:
«Está mandado:
‘Não tentarás o Senhor teu Deus’».
Então o diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação,
retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo.



Reflexão:


O Evangelho de hoje nos relata a "preparação" de Jesus para o  início de sua vida pública.  Jesus deixa-se conduzir pelo Espírito Santo para que tivesse o corpo e sua alma provados por meio da tentação. Observemos que não se trata de um artigo de jornal, nem de revista, e nenhum jornalista presenciou o fato. Porém, o mais importante é que Jesus se fez um de nós e, como nós, também foi tentado em sua vida mortal. 


As três tentações de Jesus foram:


O PRAZER: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão»;
O TER: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos,porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser.Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu»;
e O PODER: «Se és Filho de Deus,atira-te daqui abaixo,porque está escrito:‘Ele dará ordens aos seus Anjos a teu respeito,para que te guardem’».


Caríssimos, não são estas mesmas tentações que também nós passamos durante a nossa vida? 
Jesus as venceu não se valendo de sua condição divina, mas apenas por meio da sua entrega a Deus e, se apegando a oração e o jejum. São simples armas que o Senhor quer que utilizemos neste tempo forte de Conversão que chamamos de QUARESMA.

Lembrando da Campanha da Fraternidade 2010, vale à pela refletir:

Deixar-se conduzir pela tentação dos bens materiais, do acumular mais e mais, do olhar apenas para o seu próprio conforto e comodidade, do fechar-se à partilha e às necessidades dos outros, é seguir o caminho de Jesus?








segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Campanha da Fraternidade 2010

Sob a responsabilidade do CONIC, a Campanha da Fraternidade de 2010 será ecumênica e estará aberta à participação de todas as denominações cristãs. O objetivo geral da Campanha é "Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão". Portanto a Campanha da Fraternidade 2010 quer unir as Igrejas Cristãs e, principalmente a nossa sociedade, que é formada por pessoas de boa vontade, na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e trazendo a paz. 


Quaresma: Tempo forte de conversão!

Quaresma é tempo de recolhimento, oraçao e escuta. Assim a igreja define a Quaresma, que é celebrada desde o final do século IV, quando os cristãos começaram a se preparar para a Páscoa durante 40 dias, através da oração, da esmola e do jejum...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A misericórdia divina e o carnaval...




"Nestes dois últimos dias de carnaval conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista" (Diário, 926).



NÃO DESPERDICE A SUA VIDA CARO JOVEM!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

"Por que um santo? o verdadeiro João Paulo II"

No dia 26 de janeiro de 2010, o polonês Monsenhor Slawomir Oder (detalhe à direita), postulador da causa de beatificação do Papa João Paulo II, lançou um livro com novas informações sobre a sua vida pessoal. O livro, cujo título é: "Por que um santo? o verdadeiro João Paulo II",  fala de “mortificações corporais” e de vários aspectos de sua vida mística e de sua vida de oração. Porém, o que causou impacto na Mídia foi a seguinte afirmação de Monsenhor Oder: "Tanto em Cracóvia como no Vaticano, Karol Wojtyla se flagelava", citando depoimentos de pessoas do círculo mais próximo de João Paulo na época em que ainda era bispo em seu país de origem, a Polônia, e depois de ser eleito Papa, em 1978.
O livro também revela que João Paulo II muitas vezes recusava comida, especialmente no tempo da Quaresma. Este espanto por parte da imprensa sobre as ditas “práticas de mortificação” nos levam a nos questionarmos: será que compreendemos de fato o que seja a mortificação?
A mortificação pode ser definida como uma forma de ascetismo, um meio de ajudar as pessoas a levar vidas virtuosas e santas. É uma antiga prática cristã que consiste em realizar um sacrifício mental ou físico por amor a Deus com o objetivo de se unir à paixão e à cruz de Jesus Cristo e, portanto, como meio de participação na Redenção.
A prática da mortificação corporal ou interior tem acompanhado a Igreja desde os seus primórdios, remonta aos apóstolos e foi praticada por muitos santos: São João Batista vestiu-se com pele de cabra enquanto se afastou no deserto e jejuava. Santa Rosa de Lima, discretamente, usava espinhos por debaixo de uma coroa de rosas que portava com habitualidade. SãoThomas More, por debaixo da camisa de seda com que comparecia à corte de Henrique VIII, usava habitualmente uma outra de tecido grotesco, a título de cilício, como forma de sacrifício voluntário. O Papa Paulo VI, Madre Teresa de Calcutá e a irmã Lúcia de Fátima praticaram a mortificação corporal dentre muitos outros religiosos e leigos.
Nas últimas décadas, nossa sociedade hedonista tem “demonizado” a mortificação corporal, como se fosse algo próprio de personalidades doentias e mentalmente desequilibradas, o que é completamente falso. Pela mortificação, unimo-nos mais íntima e perfeitamente ao sofrimento redentor de Cristo que suportou a ignominiosa morte de cruz para nos remir dos nossos pecados com o Seu preciosíssimo sangue. É por meio da mortificação pessoal, que conseguimos desprender o nosso coração daquilo que é efêmero e futil deste mundo, sengo algo válido a todo cristão. 

“Jamais, se queres chegar a possuir a Cristo, o busque sem a cruz”. 
S. João da Cuz.

Frater Henique Maria, sjs, para:
Ed. Março/2010.
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