segunda-feira, 8 de março de 2010

III Domingo da Quaresma, Ano C.


ANO C
3º DOMINGO DA QUARESMA

7 de Março de 2010


LEITURA I – Ex 3,1-8a.13-15.

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 102 (103).

LEITURA II – 1 Cor 10,1-6.10-12


EVANGELHO – Lc 13,1-9


Segunda Leitura:
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Não quero que ignoreis
que os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem,
passaram todos através do mar
e na nuvem e no mar,
receberam todos o batismo de Moisés.
Todos comeram o mesmo alimento espiritual
e todos beberam a mesma bebida espiritual.
Bebiam de um rochedo espiritual que os acompanhava:
esse rochedo era Cristo.
Mas a maioria deles não agradou a Deus,
pois caíram mortos no deserto.
Esses fatos aconteceram para nos servir de exemplo,
a fim de não cobiçarmos o mal,
como eles cobiçaram.
Não murmureis, como alguns deles murmuraram,
tendo perecido às mãos do Anjo exterminador.
Tudo isto lhes sucedia para servir de exemplo
e foi escrito para nos advertir,
a nós que chegamos ao fim dos tempos.
Portanto,
quem julga estar de pé
tome cuidado para não cair.


REFLEXÃO:

Como já falamos em outra ocasião, a Quaresma é um tempo forte de conversão que a Igreja, como sábia Mãe, nos propõe a viver. Conversão esta que desde os tempos apostólicos os cristãos eram motivados a viverem constantemente. Pois se cria que a volta de Jesus era iminente. Como sabemos, a cidade de Corinto era uma cidade portuária, onde florescia a cultura greco-romana com seus vícios e desregramentos morais.De acordo com o livro dos Atos dos Apóstolos, Paulo quando esteve nessa cidade, em sua segunda viagem missionária (At. 18,1-18), estabeleceu nela uma comunidade cristã, isto é, uma igreja.
É a este povo, recém-saído do paganismo que o Apóstolo exorta a permanecer fiel. Eles, apesar de serem judeus, eram de língua grega e, também de costumes gregos. Por isso, São Paulo parte de uma comparação com os antigos israelitas.
O que podemos extrair hoje para a nossa vivência quaresmal é que o processo de conversão não é algo instantâneo ou mágico, mas se dá com muito esforço e perdura toda a vida. Não podemos imaginar que, ao fim desta Quaresma estaremos todos "santos", prontos e acabados. 




Reflitamos ainda...
 - Os sacramentos não são ritos mágicos que transformam o homem em pessoa nova, quer ele queira quer não. Eles são a manifestação dessa vida de Deus que nos é gratuitamente oferecida, que nós acolhemos como um dom, que nos transforma e que nos torna “filhos de Deus”. É nessa perspectiva que encaramos os momentos sacramentais em que participamos? É isto que procuramos transmitir quando orientamos encontros de preparação para os sacramentos?


Texto da II Leitura extraído do site da Conferência Episcopal Portuguesa



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