domingo, 30 de maio de 2010

31 de Maio: Visitação de Nossa Senhora

No dia 31 de maio celebramos a festa litúrgica de Nossa Senhora em visita a sua prima Isabel. "Naqueles dias, Maria pôsse a caminho para uma região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. 

Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, Isabel ficou repleta do Espírito Santo e exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visitar? Pois, quando a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Feliz és tu que acre ditaste, pois o que foi dito da parte do Se nhor será cumprido'. 

Maria então disse: 

'A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas por mim. O seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que o temem. Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de corações orgulhosos. Depôs poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Cumulou de bens os famintos e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel seu servo, lembrado de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre'" (Lc 1,39-56).



Nossa Senhora da Visitação, Rogai por nós!




Encerramento do Mês de Maio: Mês de Maria!

Tive a graça de concluir o mês de Maio em uma Romaria à Casa da Mãe Aparecida no dia de hoje. Fui à Peregrinação da Diocese a que o a minha congregação está, a Diocese de Santo Amaro/SP. Com certeza é um momento de graças incontáveis estar no Santuário de N. Sra. Aparecida, mesmo não sendo a primeira vez...


Mais uma vez, aproveitei para consagrar-me à Mãezinha do Céu a minha vida e vocação. Aqui recordo as palavras do saudoso Papa João Paulo: 
"Consagrar-se a Maria quer dizer buscar o seu auxílio e oferecermos a nós mesmos e a humanidade Àquele é Santo, infinitamente Santo. Receber o seu auxílio recorrendo ao seu coração de Mãe, aberto aos pés da cruz ao amor de todos os homens, ao amor ao mundo inteiro, para oferecer o mundo e o homem, a humanidade e todos  países Àquele que é infinitamente Santo."






"Nos cum prole pia, benedicat Virgo Maria".



domingo, 23 de maio de 2010

Música da semana: Anjo Guardião (Banda Canal da Graça)

VALE A PENA ASSISTIR!

Pentecostes 2010, Ano C.


Há divergências entre os teólogos, acerca da Manifestação de Pentecostes. Pois alguns afirmam que esta Festa marcou o nascimento da Igreja, já outros, afirmam que a Igreja nasceu do lado aberto de Cristo na Cruz. Pessoalmente, apoio a segunda hipótese. Pentecostes foi e é a Manifestação da Igreja ao mundo, a Mesma que nasceu do coração de Jesus! 

LEITURA dos  Atos dos Apóstolos  2, 1-11.

"Quando chegou o dia de Pentecostes,
os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar.
Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu,
um rumor semelhante a forte rajada de vento,
que encheu toda a casa onde se encontravam.
Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo,
que se iam dividindo,
e poisou uma sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo
e começaram a falar outras línguas,
conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem.
Residiam em Jerusalém judeus piedosos,
procedentes de todas as nações que há debaixo do céu.
Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se
e ficou muito admirada,
pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua.
Atónitos e maravilhados, diziam:
'Não são todos galileus os que estão a falar?
Então, como é que os ouve cada um de nós
falar na sua própria língua?
Partos, medos, elamitas,
habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia,
do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília,
do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene,
colonos de Roma, tanto judeus como prosélitos,
cretenses e árabes,
ouvimo-los proclamar nas nossas línguas
as maravilhas de Deus'".

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Exemplo de bom pastor: Padre morre ao tentar salvar jovens.


O Pe. Thomas Remedios Fernandes, de 37 anos, vigário paroquial da igreja de Jesus, Maria e José, na aldeia de Nuvem, na Índia, faleceu no último 9 de maio ao salvar a três jovens de perecer afogados no mar durante um passeio organizado pela paróquia.
Conforme informou a agência Fides, a paróquia tinha organizado um dia de companheirismo na praia da Galgibaga. Esse dia pela tarde, três jovens de 17 a 19 anos ingressaram no mar agitado e ao encontrar-se em dificuldade gritaram pedindo ajuda.
“O Pe. Fernandes se atirou na água e conseguiu salvar em seguida dois deles. Uma vez alcançado e posto a salvo o terceiro jovem, o sacerdote sofreu um ataque cardíaco fatal. O sacerdote foi socorrido e levado rapidamente a um hospital próximo, mas os médicos não puderam fazer outra coisa que constatar a morte”, informou Fides.
A Igreja em Goa afirmou que o Pe. Fernandes “é um Pastor que deu a vida por suas ovelhas (…) e neste Ano Sacerdotal é um exemplo e um testemunho para todos os sacerdotes”.



domingo, 16 de maio de 2010

Salmo 46 / 47, domingo da Ascensão 2010 - Com Shalom.

13 de Maio: Nossa Senhora de Fátima





0RAÇÃO:

 Santíssima virgem que nos montes de Fátima Vos dignastes a revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidas na prática do vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço, em que devemos ter esta devoção, para Vos tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção que nela se comemeora, nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça, que Vos pedimos nesta oração, se for paa maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Assim seja.
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.
v. Rainha do Santíssimo Rosário.
v. Rogai por nós.

sábado, 8 de maio de 2010

salmo 66, 6º domingo da Pascoa 2010 - Com Shalom.

Salmo 107: Louvor a Deus e pedido de auxílio (Meditação do Pp. João Paulo II).

Salmo 107 (108)
2 Meu coração está pronto, meu Deus, *
está pronto o meu coração!
 – Vou cantar e tocar para vós: *
desperta, minh'alma, desperta!
 –3 Despertem a harpa e a lira, *
eu irei acordar a aurora! 
 –4 Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, *
dar-vos graças por entre as nações!
5 Vosso amor é mais alto que os céus, *
mais que as nuvens a vossa verdade!  
6 Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, *
vossa glória refulja na terra!
7 Sejam livres os vossos amados, *
vossa mão nos ajude, ouvi-nos!  
=8 Deus falou em seu santo lugar: †
'Exultarei, repartindo Siquém, *
e o vale em Sucot medirei.
 =9 Galaad, Manassés me pertencem, †
Efraim é o meu capacete, *
e Judá, o meu cetro real.
=10 É Moab minha bacia de banho, †
sobre Edom eu porei meu calçado, *
vencerei a nação filistéia!' 
11 Quem me leva à cidade segura, *
e a Edom quem me vai conduzir,
12 se vós, Deus, rejeitais vosso povo *
e não mais conduzis nossas tropas?
13 Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia, *
nada vale o socorro dos homens!
14 Mas com Deus nós faremos proezas, *
e ele vai esmagar o opressor. 


Queridos irmãos e irmãs,
O Salmo 107 que agora nos foi proposto faz parte da sequência dos Salmos da Liturgia das Laudes, objecto das nossas catequeses. Ele apresenta uma característica, à primeira vista, surpreendente. A composição não é mais do que a fusão de dois fragmentos de salmos pré-existentes, um tirado do Salmo 56 (vv. 8-12) e outro do Salmo 59 (vv. 7-14). O primeiro fragmento tem uma tonalidade hínica, o segundo uma marca suplicante, mas com um oráculo divino que confere ao orante serenidade e confiança.

Esta fusão dá origem a uma nova oração e isto torna-se exemplar para nós. Na realidade, também a liturgia cristã muitas vezes funde trechos bíblicos diferentes de forma que os transforma num texto novo, destinado a iluminar situações inéditas. Contudo, permanece o vínculo com a base originária. Na prática, o Salmo 107 (mas não é o único; veja-se, só para mencionar outro testemunho, o Salmo 143) mostra como já Israel no Antigo Testamento utilizava de novo e actualizava a Palavra de Deus revelada.

O Salmo que deriva desta combinação é, portanto, algo mais do que a simples soma ou justaposição dos dois trechos pré-existentes. Em vez de começar com uma humilde súplica como o Salmo 56, "Tende piedade de mim, ó Deus" (v. 2), o novo Salmo começa com um anúncio resoluto de louvor a Deus:  "O meu coração, Senhor, está contente, quero cantar-Vos e Louvar-Vos" (Sl 107, 2). Este louvor ocupa o lugar da lamentação que formava o começo do outro Salmo (cf. Sl 59, 1-6), e torna-se assim a base do oráculo seguinte (Sl 59, 8-10 = Sl 107, 8-10) e da súplica que o rodeia (Sl 59, 7.11-14 = Sl 107, 7.11-14).
Esperança e pesadelo fundem-se e tornam-se substância da nova oração, completamente orientada para dar confiança também no tempo da prova vivida por toda a comunidade.

Por conseguinte, o Salmo começa com um hino jubiloso de louvor. É um cântico matutino acompanhado da harpa e da cítara (cf. Sl 107, 3). A mensagem é límpida e tem no centro a "bondade" e a "verdade" divina (cf. v. 5):  em hebraico, hésed e 'emèt, são as palavras típicas para definir a fidelidade amorosa do Senhor em relação à aliança com o seu povo. Com base nesta fidelidade, o povo tem a certeza de que nunca será abandonado por Deus no abismo do nada e do desespero.

A nova leitura cristã interpreta este Salmo de maneira particularmente sugestiva. No v. 6 o Salmista celebra a glória transcendente de Deus:  "Elevai-Vos (ou seja, "sê exaltado"), Senhor, sobre os céus!". Ao comentar este Salmo, Orígenes, remete para a frase de Jesus:  "E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim" (Jo 12, 32) que se refere à crucifixão. Ela tem como resultado o que afirma o versículo seguinte:  "Sejam livres os Vossos amigos" (Sl 107, 7). Então Orígenes conclui:  Que significado maravilhoso! O motivo pelo qual o Senhor é crucificado e exaltado é que os seus amados sejam livres... Realizou-se tudo o que pedimos:  ele foi exaltado e nós fomos libertados" (Orígenes-Jerónimo, 74 homilias sobre o livro dos Salmos, Milão 1993, pág. 367).

Passamos agora à segunda parte do Salmo 107, citação parcial do Salmo 59, como foi dito. Na angústia de Israel, que sente Deus ausente e distante ("Vós, Deus, que nos repelistes":  v. 12), ergue-se a voz do oráculo do Senhor que ressoa no templo (cf. vv. 8-10). Nesta revelação Deus apresenta-se como árbitro e senhor de toda a terra santa, da cidade de Siquém ao vale da Transjordânia, Sukkot, das regiões orientais de Galaad e Manassés às centro-meridionais de Efraim e Judá, alcançando também os territórios vassalos, mas estrangeiros, de Moab, Edom e Filisteia.

Com palavras vivas de inspiração militar ou com marcas jurídicas proclama-se o domínio divino sobre a terra prometida. Se o Senhor reina, não devemos temer:  não somos atirados para aqui e para ali pelas forças obscuras do destino ou da confusão. Há sempre, também nos momentos tenebrosos, um projecto superior que rege a história.

Esta fé acende a chama da esperança. Contudo, Deus indicará uma solução, ou seja, uma "cidade fortificada" colocada na região de Edom. Isto significa que, apesar da prova e do silêncio, Deus voltará a revelar-se, a apoiar e orientar o seu povo. Só d'Ele pode vir a ajuda decisiva e não das alianças militares externas, ou seja, da força das armas (cf. v. 13). E só com Ele se obterá a liberdade e se farão "obras grandiosas" (cf. v. 14).
Recordamos com São Jerónimo a última lição do Salmista, interpretada em chave cristã:  "Ninguém se deve perder por este caminho. Tens Cristo e tens receio? Será Ele a nossa força, o nosso pão, o nosso guia" (Breviarium in Psalmos, Ps. CVII:  PL 26, 1224).


Pp. João Paulo II.
Audiência Geral de 28 de Maio de 2003.
 Extraído do site do Vaticano


domingo, 2 de maio de 2010

Salmo do 5º domingo da Páscoa, Ano C: Sl. 144 - Com. Shalom

A Igreja que o mundo não conhece: Os ataques no fim do Ano Sacerdotal...

Nesta semana recebi por e-mail de um amigo religioso agostiniano uma carta do Pe. Eduardo Braga (Dudu), da FRATERNIDADE SACERDOTAL CENÁCULO (do RJ), que tanto admiro como exemplo de sacerdote e pessoa. Transcrevo abaixo:

É inegável que a Igreja Católica, espalhada pelo mundo inteiro, se destaque por sua incidência e influência em todos os níveis da sociedade. Em 2008, em todo o planeta, os católicos somaram 1 Bilhão, 166 milhões de fiéis batizados; 19 milhões a mais do que no ano precedente.
São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, afirmava que os inimigos da Igreja que quisessem persegui-la, tocariam primeiramente em seus sacerdotes.
Não foi eventualmente que o Papa Bento convocou um Ano Sacerdotal para toda a Igreja. Tal ano é positivo e propositivo, afirmou em uma ocasião Dom Cláudio Hummes.
Num mundo marcado fortemente pela secularização, a figura do sacerdote, sofre todavia, para afirmar a sua própria identidade e missão. O Ano Sacerdotal é também uma proposta para revalorizarmos os nossos sacerdotes, que em geral, são extremamente dedicados e fiéis. O mesmo Dom Cláudio, já como Cardeal responsável pela Congregação do Clero, sem ''tapar o sol com a peneira”, chegou a afirmar que os sacerdotes infiéis constituem apenas 1% do clero mundial. No momento presente e na atual conjuntura da cultura dominante, o sacramento da ordem é ridicularizado, oprimido e desprezado, porque nesse sacramento se oprime e denigre a Igreja de Deus e a Deus mesmo, representado em seus sacerdotes.
Também não podemos ser ingênuos ao ponto de esquecer que não deve ser subestimada a influência de uma difundida cultura relativista, frequentemente carente de valores que veiculam pela mídia as piores e mais decaídas imagens de sacerdotes. Qual foi a última vez que a televisão mostrou um sacerdote feliz e realizado? No Ano passado, trinte e sete missionários foram mortos. A mídia não deu sequer destaque a este dossier emitido pela Agência Fides. Um número tao alto de sacerdotes assassinados não era registrado nos últimos dez anos. Noticias como essa, não estão em relevo na telinha porque contradizem a falsa imagem que a mídia faz da Igreja Católica no Brasil. Perseguida pelos tiranos do mundo moderno, ela é vista como retrógrada e rígida, incapaz de entender e aceitar o mundo que mudou. Odiada por aqueles que manipulam a atual cultura de morte, ela é vista como uma instituição falida a ser liquidada para a liberdade total da humanidade. Esquecem eles que sobre ela existe uma promessa divina: “E as portas do inferno não prevalecerão sobre ela”.
Por outro lado, são escandalosamente divulgadas todas as noticias (provadas ou não) que envolvam a fragilidade de seus representantes. Interessante que reportagens como estas apresentadas pelo SBT Repórter venham ao ar justamente quando a Igreja no Brasil reage (como sempre sozinha) a elaboração de um programa do governo Lula chamado “III Programa Nacional de Direitos Humanos” que prevê o aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo, a adoção de crianças por casais homo-afetivos, a retirada de símbolos religiosos de lugares públicos. Que sociedade civil será essa que não inclui a Igreja, a imprensa, o judiciário e os produtores rurais? Estaríamos diante de direitos humanos? Será, que como afirmou Dom Roberto, nosso Bispo Auxiliar, não percebemos na redação e na formulação a confusão de interesses com direito?
O Brasil sabe que a Igreja sustenta quase 30% das estruturas de saúde no mundo? Que possui 117 mil centros de saúde, 18 mil dispensários e 512 centros para pessoas com hanseníase?
Algum jornal nesta mesma semana falou da morte do Bispo chines Dom Raimundo Wang Chonglin que passou 20 anos de sua vida na prisão comunista? O mundo conhece o testemunho do Cardeal viatinamita Van Thuan? Algum livro famoso já narrou a história de Damião de Molokai? Alguém coloca em relevo a fidelidade sacerdotal de João Paulo II? Porque ninguém fala dos altíssimos indices de escandalos e crimes cometidos por “pastores”. Por que não se informa que muitos “pastores” protestantes hoje são traficantes de armas e os bandidos do comando vermelho se declararam evangélicos?
Nós continuamos a crer no testemunho fiel de tantos sacerdotes espalhados no mundo inteiro, trabalhando e se consumindo no silêncio e despercebidos pela mídia, que continuam morrendo no anonimato. Sacerdotes serão sempre sinais de contradição para o mundo, cuja lógica é inspirada quase sempre pelo hedonismo, o materialismo e o egoísmo. Somente uma Igreja pobre e fiel torna crível o Evangelho! O Papa acredita e escreveu que o futuro das vocações depende do testemunho dos sacerdotes.
A Igreja não pode e não esta fazendo “vista grossa” diante dos pecados de seus ministros e filhos. Por exemplo, várias vezes o Papa já afirmou que um abuso sexual contra uma criança ou um jovem não é apenas um crime hediondo, mas um pecado gravíssimo que ofende a Deus. O Papa tem exortado os Bispos a agirem com paternidade, mas firmeza. É preciso enfrentar tais crises com coragem, honestidade e fé.
O cuidado com aqueles que sofreram tais abusos é algo também claro e necessário no coração do Papa. Se fará também necessário um aprofundamento da questão a nível teológico, exortando os candidatos ao sacerdócio a uma melhor preparação humana, espiritual, acadêmica e pastoral. A Igreja sofre e chora com a infidelidade de alguns de seus filhos sacerdotes; mas não os deixará impune, porque sabe que será preciso aplicar sobre eles as penas civis e canônicas. A paganização dos sacerdotes na roda viva do mundo secularizado que os transforma em funcionários do sagrado no corredor fúnebre do ativismo vazio e superficial não pode ser apontada como causa principal. Há culpa por parte deles e omissão por conta de alguns bispos. A Igreja, diante de tais escândalos (quando forem reais) precisa de nova credibilidade moral e espiritual. E por mais que nos gerem indignação e repulsa, os sacerdotes precisam de nossa oração e misericórdia.
Os padres são Igreja, mas a Igreja não está resumida e sustentada neles. Generalizar é perigoso e quase sempre falso. Não é possível julgar uma instituição milenar e divina apenas pela postura de uma minoria de seus ministros. Sabemos que eles não são deuses, mas cremos que são os “Homens de Deus”, os escolhidos do Senhor que foram enviados . Os erros individuais de membros da Igreja não podem ser motivos de abandono da Igreja de Jesus.
Esperávamos que no fim do Ano sacerdotal tivéssemos que enfrentar várias dificuldades por parte de uma mídia ateia e marxista. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque o Menino Deus é a Sua Força! Numa palavra, a Igreja ama os sacerdotes, pede perdão por eles, e continuará a anunciar por toda a parte o Evangelho de Cristo, apesar das perseguições, as discriminações, os ataques e a indiferença, por vezes hostil, mas que consentem de partilhar a sorte de Seu Fundador e Mestre.


Pe. Eduardo Braga (Dudu)
Rio Bonito, 15 de Março de 2010 a.D





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