sábado, 14 de agosto de 2010

A voz da criação. Por Frater Tomás, sjs (parte 02).

Quando vemos, por exemplo, uma estátua, mesmo destas romanas, clássicas, nós vemos apesar do peso da pedra a leveza, as curvas, os vários contornos delicados para formar algo. Ninguém se pergunta, por exemplo, o que passou no interior do escultor, o que em si ele mesmo quis construir e que projetou na obra criada, é por isso e outros motivos que se fala que arte é terapêutica! A nossa vantagem, contudo, é que nossas obras não têm vida própria, nós as esculpimos para que estaticamente expressem uma realidade Última, perfeita, nobre e que faça o tempo parar, e que, portanto testemunhe por épocas inimagináveis, que houve um tempo em que se pensou assim, viveu assim, modelou-se assim...Essas nossas obras poderão testemunhar num futuro longínquo ou não (caso alguém as destrua), uma época, um povo, uma língua, um pensamento, uma história, uma literatura, uma humanidade. Quem de nós gostaria de ver uma obra sua destruída?
Pois é! Creio que ninguém! Do mesmo modo podemos pensar de quem nos criou. Ele não gostaria de ver essa obra, não estática que somos, destruída, nem tão pouco, se autodestruindo. É por isso que sua voz foi impressa no nosso ser quer queiramos ou não! Quando nos criou nos deu uma consciência, a qual contem em si uma Lei Natural, que por sua vez livres leve o mesmo ao Bem (continua...).

Frater Tomás Maria, sjs.

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