terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ardor pela santidade...

Refletindo sobre a SANTIDADE percebo que este ideal de vida que, segundo a Constituição Lumen Gentium (Luz dos Povos) é aberto a todos os estados de vida é algo realmente atingível. Contudo contamos com muitos empecilhos em nossa caminhada para a perfeita comunhão com Deus. O primeiro deles somos nós mesmos. Como afirma certa canção da Suely Façanha: Lidar consigo mesmo é trabalho de artesão, ou seja, é uma arte que cada um deve aprender, segundo o método que o próprio Deus inspirar ao seu coração. Então, também implica a escuta de Deus, perceber suas moções interiores que estão a todo tempo à nossa disposição. O que implica em outro aprendizado...
A vida está cheia desses aprendizados, aliás, viver já é uma aprendizagem, estamos imersos neste grande curso de santidade que é a vida. Para sermos santos de fato (para alcançarmos a Morada Celeste), é preciso aprender com outros que conhecem o Caminho. Este Caminho com letra maiúscula é uma pessoa: o próprio Deus (cf. Jo. 14,6). Certamente se observar a sua volta, verá que pode existir alguém que executando as mesmas tarefas diárias que você no seu trabalho, ou estudo, ou até mesmo desenvolvendo algum trabalho pastoral de sua comunidade, verá que há pessoas que são muito mais realizadas no que faz do que você, que faz as mesmas coisas. Experiência esta que vivencio em minha Comunidade Religiosa. A cada ano que passa, temos a oportunidade de conhecer pela convivência irmãos mais novos que pedem ingresso em nosso Instituto Religioso. Esses rapazes que ingressam a cada ano têm em comum algo que todos nós, membros antigos (de votos perpétuos) ou novatos que se preparam para se consagrar, são não devemos perder jamais: o ardor pela santidade. Tal ardor implica mais do que um apoio afetivo, uma simpatia pela idéia. Mas uma adesão efetiva: desejar amar cada vez mais a Deus, buscar fazer a Sua vontade e até mesmo doar-se por ele, se preciso for. Ser santo não consiste em fazer muito, mas em amar muito!

Dedico esta postagem aos meus amigos noviços Rodrigo Simas e Éverson de Barros, que mostram por palavras e exemplos que não podemos nos esquecer de que o Senhor nos quer santos.


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