segunda-feira, 7 de março de 2011

"Ex-padre" americano afirma: "A raíz dos abusos na Igreja está no seminário".

No mês passado (fev/2011) caiu em minhas mãos um exemplar da revista Super Interessante, ma qual apresentava em seu quadro "Papo", uma entrevista com um  "ex-padre", psiquiatra e escritor, chamado Richard Sipe. O tal artigo trazia o título acima citado: "A raíz dos abusos na Igreja está no seminário". O psiquiatra afirma ter aconselhado mais de mil sacerdotes com histórico de envolvimento sexual. No artigo ele critica a estrutura da Igreja que, segundo ele, não lida com a sexualidade humana. Pessoalmente, acho que este artigo de muito mal gosto e sensacionalista. Primeiro, por que a ilustração é algo agressivo, exibindo uma cruz (símbolo de nossa fé) tombada, ao lado de um ursinho de pelúcia semi-destroçado, com aquelas coisas todas em volta, muito carregado.Quando vi a ilustração, tive a sensação de que queriam dizer que todo padre é um maníaco sexual e tarado por crianças. Segundo e mais importante, o artigo não é uma pesquisa séria, a nível mundial. Porque o dito pesquisador, apesar de seus méritos, ele avaliou apenas a Igreja dos EUA, que tem uma realidade muito diferente da nossa Igreja Latina e Brasileira, por exemplo. Sabemos  que o processo de de estruturação da Sociedade Americana se deu com base no Puritanismo Protestante, onde a sexualidade sempre foi um tabú. Portanto, analisar a Igreja dos EUA (que não é nenhum exemplo para o mundo) e tirar conclusões e generalizá-las mundialmente é algo completamente ilógico! Sim, ilógico em sentido próprio do termo, pois o entrevistado, como alguém que estudou um mínimo de Filosofia, deve se lembrar que este processo de indução não é válido. O processo da indução diz o seguinte: 

. Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão é provavelmente verdadeira, mas não necessariamente verdadeira;
. A conclusão encerra informação que não estava, nem implicitamente, nas premissas;

. Parte do específico para o geral.

Em suma, ao meu ver, o artigo não passa de puro sensacionalismo barato, e a Super Interessante me decepcionou, ao atacar a Igreja de maneira tão tola. Vale a pena notar que a própria entrevista, em si mesma traz várias outras contradições e inverdades tomadas com autênticas verdades. Primeiro o entrevistado afirma que o perfil dos padres abusadores mostra que eles "não têm controle interno". Mais a diante, ele afirma, em outra resposta que eles (os abusadores) "são como alcoólatras, se quiserem se controlar, há meios para isso". Depois, Sipe faz outra afirmação categórica: "em uma pesquisa feita durante 25 cinco anos constatou que, em qualquer época não mais de 50% dos padres e bispos praticam o celibato! 
O temos que notar é que realmente há um problema que deve ser enfrentado, mas de maneira realista e não alarmante, com se tem feito. É verdade que pecamos por não se trabalhar aspectos humanos (inclusive a sexualidade!). Mas hoje em dia é um tema se tem muito discutido, mais do que há 20 anos atrás.

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