terça-feira, 31 de maio de 2011

31 de maio Festa da Visitação de Maria.

Cito abaixo, um trecho da Catequese do Papa e Beato João Paulo II sobre o mistério da Visitação, prelúdio da missão do Salvador  ( do dia 2-X-96).

O encontro com Isabel apresenta traços de um gozoso acontecimento salvífico, que supera o sentimento espontâneo da simpatia familiar. Enquanto a perturbação pela incredulidade parece refletir-se no mutismo de Zacarias, Maria irrompe com a alegria de sua fé pronta e disponível: "Entrou na casa de Zacarias e saudou a Isabel" (Lc 1,40).
São Lucas refere que "quando ouviu Isabel a saudação de Maria, o menino saltou de alegria em seu ventre" (Lc 1,41). A saudação de Maria suscita  no filho de Isabel um salto de alegria: a entrada de Jesus na casa de Isabel, graças a sua Mãe, transmite ao profeta que nascerá a alegria que o Antigo Testamento anuncia como sinal da presença do Messias.
Diante da saudação de Maria, também Isabel sentiu a alegria messiânica e "ficou cheia do Espírito Santo; e exclamando em alta voz, disse: "Bendita eres entre todas as mulheres e bendito o fruto de teu ventre"" (Lc 1,41-42).
Em virtude de uma iluminação superior, compreende a grandeza de Maria que, mais que  Yael e Judit, que a prefiguraram no Antigo Testamento, é bendita entre as mulheres pelo fruto de seu ventre, Jesus, o Messias.
 A exclamação de Isabel "em alta voz" manifesta um verdadeiro entusiasmo religioso, que a oração do Ave Maria continua ressoando nos lábios dos fiéis, como cântico de louvor da Igreja pelas maravilhas que fez o Poderoso na Mãe de seu Filho.
Isabel, proclamando-a  "bendita entre as mulheres", indica a razão da bem-aventurança de Maria em sua fé: "Feliz a que creu que se cumpririam as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor!" (Lc 1,45). A grandeza e a alegria de Maria têm origem no fato de que ela é a que crê
Frente à excelência de Maria, Isabel compreende também que honra constitui para ela sua visita: "De onde me vem que a mãe do meu Senhor venha me visitar?" (Lc 1,43). Com a expressão "meu Senhor", Isabel reconhece a dignidade real, mais ainda, messiânica, do Filho de Maria. Com efeito, no Antigo Testamento esta expressão era usada para dirigir-se ao rei  (cf. 1 R 1, 13, 20, 21, etc.) e falar do rei-messias (Sl 110,1). O anjo havia dito de Jesus: "O Senhor Deus lhe dará o  trono de Davi, seu pai" (Lc 1,32). Isabel, "cheia do Espírito Santo", tem a mesma intuição. Mais tarde, a glorificação pascal de Cristo revelará em que sentido este título deve ser entendido, quer dizer, em um sentido transcendente (cf. Jo 20,28; At 2,34-36).
Isabel, com sua  exclamação cheia de admiração, nos convida a apreciar tudo o que a presença da Virgem traz como dom à vida de cada fiel.
Na Visitação, a Virgem leva à mãe do Batista o Cristo, que derrama o Espírito Santo. As mesmas palavras de Isabel expressam bem este papel de mediadora: "Porque, apenas chegou a meus ouvidos a tua saudação, o menino saltu de alegria em meu ventre" (Lc 1,44). A  intervenção de Maria, junto com o dom do Espírito Santo, produz como um prelúdio de Pentecostes, confirmando uma cooperação que, tendo começado com a Encarnação, está destinada a manifestar-se em toda a obra da salvação divina.
[L'Osservatore Romano, edição semanal em língua espanhola, de 4-X-96].
Tradução: equipe ACI Digital

Nossa Senhora da Visitação, rogai por nós!

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