domingo, 25 de dezembro de 2011

O gesto de Maria...


Em cada Natal,
o Gesto de Maria
a indica-nos o Salvador.

Tão simples, minha mensagem:
levar-te AMOR.

Que difundas, à tua passagem, 
entre os homens, sempre.
Porque hoje nasceu para nós
O AMOR!


Pe. Roque Schneider, SJ
Do livro: Feliz Natal (Ed. Paulinas, 1976).

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O falso rosto de Deus.

O cristianismo hodierno passa por uma crise que poderia ser denominada de crise de testemunho.  Gandhi afirmou certa vez: "Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos." Para alguém quem nem mesmo foi cristão, esse homem entendeu muito bem o dilema que temos passado. Cada vez mais, descobrimos que há uma estranha dicotomia entre aquilo que se vive e o que professamos com nossos lábios. Penso que isso não é novidade, pois já falava o profeta: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de Mim” (Is. 29,13). Não se trata simplesmente de hipocrisia ou uma falsidade maldosa é algo mais profundo e problemático.
Um exemplo que ilustra esta realidade é o seguinte: em muitas de nossas igrejas, convivemos com pessoas que estão, a primeira vista, em um patamar elevado, ou aparentemente adiantadas no pregresso espiritual. Mas ao olhar com atenção, vemos que muitos estão vivendo uma duplicidade vida e, muitas vezes, não se dão conta disso. Na igreja agem com tamanha piedade que mais parecem “anjos”, mas no ambiente familiar e profissional, agem com a malícia de “demônios”. Qual seria o real motivo desta falta de testemunho em nosso meio?   
Como já disse, penso não se tratar de simplesmente hipocrisia, mas talvez tudo derive de algo mais complexo. Talvez seja o tipo de visão de Deus que muitos cristãos possuem. Cada vez mais, o cristianismo, de maneira geral, tem perdido sua objetividade. As pessoas têm criado para si cada qual uma imagem própria de Deus que não coincide com aquilo que o Senhor realmente é: sentimos-nos desamparados, criamos o deus-refúgio, estamos doentes, criamos o deus-que-cura (apenas isso, sem maiores compromissos), se sofremos derrotas e frustrações, criamos o deus-poder para nos socorrer. Todos estes aspectos enfatizados acima podem e devem ser atributos do verdadeiro Deus da Bíblia. Contudo, não podemos limitá-lo, fazendo dele um Deus-benfeitor que está aí apenas para nos servir e, nós em troca lhe oferecemos alguns favores em forma de serviço religioso, onde não nos deixamos envolver pela Sua totalidade. Este Deus que a fé da Igreja professa é, com certeza, capaz de transformar vidas. Isso, não apenas em seu exterior, mas dar-lhes a verdadeira conversão.
Nos últimos séculos, muitos criticaram a posição de estudiosos, como Freud, por exemplo, que afirmava que a religião gera pessoas alienadas e infantis. Na linha de suas explicações psicoanalíticas, esse “Deus” que tudo explicava e solucionava era o grande “seio materno” que equilibrava e (alienava) os homens em meio aos perigos e dificuldades da vida, e os fazia evitar a luta aberta no campo da liberdade e da independência[1]. Ao inventar para si um deus (que é projeção de si mesmo, de sua subjetividade) o homem mantém-se estagnado e alienado, e não avança rumo à verdadeira maturidade e liberdade, que só existe no relacionamento do verdadeiro Deus. Muitos vivem nessa mentira criada pela imaginação, onde adoram um falso rosto de Deus, que criaram à sua imagem e semelhança, ao invés de se deixarem-se transformar pelo Deus vivo.
Quando me abro ao relacionamento sincero com o Deus bíblico, ele me faz abrir mão de minhas pseudo-seguranças e enfrentar a realidade como é de fato. Mesmo que isso que me cause alguma dor e sofrimento, é sempre suportável, quando O tenho ao meu lado. É ele que me dá pés velozes como os das corças e me faz estar seguro nas alturas (cf. Sl. 18, 34). Aqui não há lugar para angelicalismo (agir como anjos) e hipocrisia, mas no relacionamento com Deus me torno mais humano. E Neste contato com Transcendente, também me abro ao próximo, pelo viés da Caridade cristã, que gera o autêntico testemunho cristão. Deus não criou o homem para a infantilidade, mas para alcançarmos a maturidade de Cristo (cf. Ef. 4,13), na liberdade.
No dia 21 de janeiro comemoramos o dia mundial da Religião, onde todas as religiões do mundo são lembradas. Entretanto, não são todos os caminhos que nos levam ao Deus verdadeiro, existem muitos deuses (obras de mãos e mentes humanas) que são cultuados hoje em dia. Se nós, cristãos declarados, fossemos mais fiéis ao Senhor e testemunhássemos com veracidade o Deus que professamos, talvez não houvesse tantas religiões no mundo. Lembremo-nos do conhecido chavão: palavras convertem, mas testemunhos arrastam.



[1] Cf. Inácio LARRANAGA. Mostra-me o teu rosto (caminho para a intimidade com Deus), p. 353s.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vinte e três razões porquê sou CATÓLICO...


Muitas pessoas se deixam levar pelas balelas dos ditos "evangélicos" e ficam confundidos. Esses não buscam aprofundar-se na fé cristã-católica, ignorando a exortação do apóstolo Pedro: "Dar as razões da nossa esperança a todo aquele que a pedir" (I Pd. 3,15). 
As 23 razões porquê sou católico:

1º - A Igreja Católica tem como seu fundador o próprio Jesus Cristo ( Mt 16,18-19) 


2º - A Igreja Católica é governada segundo a forma bíblica: bispos (Atos 20,28; Flp 1,1; Tt 1,8), presbíteros = anciãos (Atos 15, 2-6,21,18; 1Pdr 5,1) e diáconos (Atos 6, 1-6). 



3º - A Igreja Católica comprova a sua autoridade com a sucessão apostólica.



4º - A Igreja Católica foi confirmada por Deus e inaugurada para o mundo com a vinda do Espírito Santo em Pentecostes (Atos 2).



5º - A Igreja Católica segue a advertência bíblica contra as divisões, cismas e sectarismo (Mt 12,25; 16,18; Jo, 10,16; 17,20-23; Atos 4,32; Rom 13,13; 1Cor 1, 10-13; 3,3-4; 10,17; 11,18-19; 12,12-27; 14,33...). 



6º - A Igreja Católica está fundamentada na autoridade da Bíblia (Hbr 4, 12-13; 2Tm 3,16-17; da Tradição, isto é, o conteúdo da doutrina cristã vindo desde o começo do cristianismo que garante a continuidade da única e mesma mensagem de Cristo (2Ts 2,15 consultar Bíblia de Jerusalém e a versão protestante João Ferreira de Almeida; 1Cor 11,2) e do Magistério, isto é, a palavra do papa e dos bispos unidos a ele (Mt 16,19; Lc 10,16).



7º - A Igreja Católica recebeu a missão de ensinar a verdade e cuidar da sã doutrina ( Mt 28,19-20 e Atos 2, 42), e assim evitar o erro das interpretações particulares que provocam discussões e diversidades. Ela é "coluna e sustentáculo da verdade"(1Tim 3,15).



8º - A Igreja Católica conservou a Bíblia com todos os livros do antigo Testamento (46 livros), conforme o uso dos primeiros cristãos e confirmado pelos Concílios regionais de Hipona (393), Cartago III (397), Cartago IV 9419) e Trulos (692). E, quanto ao Novo Testamento, inspirada por Deus, estabeleceu os 27 livros. Foi ela também quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos para facilitar a sua leitura.



9º - A Igreja Católica em os sete sinais da graça de Deus: os sacramentos. O Batismo (Mt 29,19), Crisma (Atos 8,18), Eucaristia (Mt 26,26-29), Matrimônio (19,3-9), Unção dos Enfermos (Tg 5,13-15), e a Ordem (instituído por Jesus durante a Última Ceia, quando disse aos seus apóstolos na Última Ceia: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).



10º - A Igreja Católica acredita que o batismo é necessário para receber a salvação (Mc 16,16), o perdão dos pecados, o Espírito Santo (Atos 2,38) e tornar-se membro da Igreja (Atos 2,41). 



11º - A Igreja Católica continua a conceder o sacramento da Crisma do mesmo modo como no passado (Atos 8,18, isto é, pelos bispos, sucessores dos apóstolos. 



12º - A Igreja Católica crê na presença real de Jesus na Eucaristia (Jo 6,51.53-56). Ela vive fielmente as palavras da Última Ceia: "Isto é o meu corpo, que é dado por vós... Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19.20).



13º - A Igreja Católica mantém a prática de dar uma nova oportunidade de perdão dos pecados através dos sacramentos da penitência ou confissão, conforme a vontade de seu fundador (Jo 20,23).



14º - A Igreja Católica professa ser o matrimônio indissolúvel, conforme o ensino de Seu fundador (Mt 19,3-9). e ao mesmo tempo tem misericórdia e acolhe com amor aqueles(as) que passaram pela dura experiência da separação.



15º - A Igreja Católica continua o sacerdócio instituído por Jesus Cristo na Última Ceia (Lc 22,14-20), e continuado desde a Igreja primitiva (Atos 6,6; 14,22; 1Tm 4,14; 2Tm 1,6) até os nossos dias.



16º - A Igreja Católica continua a prática da Unção dos Enfermos para pedir a cura para o espírito, alma e corpo, conforme o ensino bíblico (Mc 1,13; 1Cor 12,9; Tg 5,14-15) e a prática dos primeiros cristãos passada de geração em geração até aos nossos dias.



17º - A Igreja Católica venera a Virgem Maria conforme uma profecia bíblica (Lc 1,48) e a vontade do próprio Jesus (Jo 19,25-27).



18º - A Igreja Católica professa quatro verdades fundamentais sobre Maria: ela é a mãe de Deus (Lc 1,43); permaneceu virgem antes, durante e depois de dar a luz ao filho de Deus (Mt 1,16.18); em vista do seu divino Filho foi concebida sem pecado (Imaculada Conceição) (Lc 1,28); terminado o seu tempo na terra foi elevada ao céu em corpo e alma (Assunção) (Ap 12,1-14). 



19º - A Igreja Católica aceita a autoridade dos Concílios Ecumênicos realizados desde o início do Cristianismo (Atos 15), e no decorrer dos séculos foram definindo a doutrina cristã. 



20º - A Igreja Católica crê na doutrina bíblica do céu (1cor 2,9; Ap 21,3-4), inferno (Mc 9,43-44) e no valor da oração pelos mortos (2Mac 12,39-45; 1Cor 3,11-15; Tb 12,12; 1Cor 15,29; 2Tm 1,16-18).



21º - A Igreja Católica acredita na eficácia da intercessão da Virgem Maria e dos santos, conforme o testemunho apresentado pela própria Escritura (Gn 18,23-31; Ex 32,11-14; Rom 1,9; Tg 5,16), e o testemunho de cristãos que atribuem as graças alcançadas à intercessão dos santos e santas. 



22º - A Igreja Católica crê na existência dos anjos, e também na eficácia do seu auxílio (Ex 23,20-23; Tb 3,25; Sl 90,11).



23º - A Igreja Católica acredita que cada pessoa tem um anjo da guarda (Sl 33,8; Mt 18,10; Atos 12,15; Hbr 1,14) 


Do livro: Quem fundou a sua Igreja?
Pe. Alberto Luiz Gambarini.
Ed. Ágape.
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