terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Retorno ao blog...

Graças a Deus, neste fim de ano estou retomando minhas atividades como blogueiro, depois de um longo período de estudos teológicos. Espero que no ano de 2013 tenhamos novidades por aqui. Aguardem!




Hino Oficial da JMJ 2013

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Papa Bento XVI Abre o Ano da Fé - 11/10/2012


Exatamente cinquenta anos depois da abertura do Concílio Vaticano II, o Papa celebrou na manhã desta quinta-feira, 11, a abertura do Ano da Fé, por ele convocado com o objetivo da Nova Evangelização e com o olhar dirigido ao futuro e ao novo legado do Concílio.
Bento XVI presidu a Missa com um total de 400 concelebrantes: 80 cardeais, 14 padres conciliares, 8 patriarcas de Igrejas orientais, 191 arcebispos e bispos sinodais e 104 Presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo. Estavam também presentes na Praça São Pedro Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, e o Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams.
O Papa iniciou sua homilia explicando que a celebração desta manhã foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, recordando a memorável entrada solene dos padres conciliares nesta Basílica; a entronização do Evangeliário, cópia do utilizado durante o Concílio; e a entrega, no final da celebração, das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica.
Bento XVI disse que o Ano da fé tem uma relação coerente com todo o caminho da Igreja ao longo dos últimos 50 anos: desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus Paulo VI, que proclamou um “Ano da Fé”, em 1967, até chegar ao o Grande Jubileu do ano 2000, com o qual o Bem-Aventurado João Paulo II propôs novamente a toda a humanidade Jesus Cristo como único Salvador, ontem, hoje e sempre.
Lembrando aquele dia, Bento XVI evocou o Bem-Aventurado João XXIII no Discurso de Abertura do Concílio Vaticano II, quando apresentou sua finalidade principal: “que o depósito sagrado da doutrina cristã fosse guardado e ensinado de forma mais eficaz”. Papa Ratzinger revelou aos presentes o que experimentou: “uma tensão emocionante em relação à tarefa de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado”.
Para o Papa, o mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a atual, é reavivar na Igreja “aquela mesma tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo, sempre apoiado na base concreta e precisa, que são os documentos do Concílio Vaticano II”.
A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança”.
De fato – prosseguiu o Pontífice – “os Padres conciliares quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam. Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do ‘depositum fidei’ a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade”.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Posso votar no PT? (uma questão moral).

Recebi recentemente o seguinte comentário de um leitor anônimo:

"Olá, O que este site divulga não é verídico. Além de tudo uma série de citações sem provas.Como somos pessoas da base do diálogo, solicito que as inverdades sejam corrigidas e se há algo que o site não possua provas que o retire. Caso contrário vamos processar o site e os responsáveis até a sexta-feira. Estamos abertos ao diálogo e ao debate de idéias e posições. Não a falas injustas, sem fundamentos e sem provas".
Nossa réplica:
Como descrevo no inicio da postagem do blog, o artigo não me pertence, mas sim ao movimento pró-vida de Anápolis-GO. Vários outros blogs e sites o repostaram antes de mim e não nos responsabilizamos pelo seu conteúdo. Apesar de concordar com o mesmo. Já que as ditas "acusações" são inverdades e infundadas, Por que não nos manda uma réplica escrita? Que nós o postaremos em nosso blog. Abaixo vai um elenco de blogs que veiculam o mesmo artigo: 

http://oandarilho01.wordpress.com/2012/09/13/arquidiocese-do-rio-de-janeiro-contra-a-cultura-da-morte/

http://conservador.blog.br/2012/09/posso-votar-no-pt-uma-questao-moral.html#.UHSKay5X2n0

http://claravalcister.blogspot.com.br/2012/09/posso-votar-no-pt-uma-questao-moral.html

http://libertatum.blogspot.com.br/2012/09/posso-votar-no-pt-uma-questao-moral.html

http://vaticanplayer.blogspot.com.br/2012/09/posso-votar-no-pt-uma-questao-moral_25.html

Agora, não nos deveria ameaçar de um processo, visto que estamos em um país livre, com liberdade de expressão. Onde ficam nossos direitos??? 

O texto em vídeo!






 http://www.providaanapolis.org.br/ 








segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Por que um CRISTÃO - CATÓLICO NÃO DEVE VOTAR NO PT???


O conteúdo abaixo foi extraído do Blog Carmadélio

1. Existe algum partido da Igreja Católica?
A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[2] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[3].
2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?
Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[4].
3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?
Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[5].
4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?
Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista, que “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 140, §1º[6]).
5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?
Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[7].
6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?
Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.
7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM…
Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.
8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando…
Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.
9. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?
Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave.
O Catecismo da Igreja Católica ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal”[8]. Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.

Em síntese:
Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:
– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)
– ou por opção pessoal.
Extraído da edição n. 133 do boletim “Aborto. Faça alguma coisa pela vida”, do Pró-Vida de Anápolis, publicada em 12 de junho de 2010. Foram atualizadas as citações, de acordo com o novo Estatuto do PT, assim como os endereços da Internet.

Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.
Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.
Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.
  Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. in: http://www.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf
  Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Redação final aprovada pelo Diretório Nacional em 09/02/2012, in:http://www.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL.pdf
  DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso, 17 set. 2009, in:http://pt.jusbrasil.com.br/politica/3686701/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso
Catecismo da Igreja Católica, n. 1868.

O partido a que pertence um candidato É MESMO IRRELEVANTE ???


Todos se lembram do "kit gay" que estava para ser distribuído às crianças e adolescentes das escolas pelo Ministério da Educação para fazer apologia do homossexualismo. Depois de sofrer pressões e ameaças de membros do Congresso Nacional, o governo recuou. A presidente Dilma disse que "não sabia" qual era o conteúdo do "kit" e proibiu sua distribuição.

O que muito devem sem lembrar é que o autor deste famigerado “Kit gay” está prestes a se eleger prefeito de nossa querida cidade de São Paulo.  Este sujeito pertence ao “PT”, o mesmo que nos últimos dias possui seus membros como réus no julgamento do “Mensalão” (suposto esquema de compra de apoio de parlamentares no Congresso Nacional durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva / 2003-2006).


Abaixo, cito o artigo do site do Pe. Paulo Ricardo:

“Engana-se aquele que pensa que não é da alçada da Igreja opinar em questões políticas. O Catecismo da Igreja Católica é bem claro ao dizer que "faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais das pessoas e das almas, empregando todos os recursos - e somente estes - que estão de acordo com o Evangelho e com o bem de todos, conforme a diversidade dos tempos e das situações." (2246).

Assim, não só é lícito, mas como imperativo que a Igreja se manifeste acerca do posicionamento daqueles partidos que trazem em suas diretrizes a obrigação e compromisso de seus candidatos com a aplicação de condutas contrárias à lei moral, aos direitos fundamentais das pessoas e das almas, como bem disse o Catecismo.

O PT é um deles. Seu estatuto reflete exatamente essa realidade, pois está comprometido com a implantação da cultura de morte - em todas as suas nuances - em nosso país. Por causa disso, o cristão católico não deve votar em candidatos pertencentes a esse partido. O vídeo responde a essa e a outras dúvidas do eleitor brasileiro”.

PS: Pena que o vídeo foi tirado do ar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Oração de aceitação dos traços da personalidade


Meu Pai, eu me abandono em Vós! Entrego-me em Vossas mãos com o pouco que sou. Assumo e amo esta pequena luz de minha inteligência. Em Vossa vontade assumo e amo o mistério de minhas limitações. Não quero mais ficar triste por minha insignificância. Agradeço-Vos por me terdes feito capaz de pensar o que penso. Obrigado pela memória!

Em Vossas mãos, meu Pai, eu me entrego com o pouco que sou. Armazenei, durante anos, rancor e frustrações contra meu modo de ser. Sentia melancolia e tanta depressão, tanta timidez e orgulho! Meu Deus não escolheu nada disso. Puseram-me aos ombros uma cruz pesada. Não gosto desse meu modo de ser. Mas não posso soltar-me dele como quem tira uma roupa. Meus Deus, não quero mais guerras dentro de mim; quero paz e reconciliação.

Em Vosso amor, eu assumo e amo essa personalidade estranha e contraditória. Faça-se a Vossa vontade.  Em Vosso amor, eu assumo e amo tantas coisas em mim mesmo que não me agradam, uma por uma, lentamente... (nominá-las aqui). Jesus, sede o meu “bom Cirineu”, ajudai-me a levar minha cruz. Obrigado pela vida! Obrigado pela alma! Obrigado pelo meu destino eterno! Meu Pai, eu me abandono em Vós.

Amém.


Frei Inacio Larrañaga.
Do livro: Mostra-me o teu rosto, pp. 171-172; Ed. Paulinas.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A voz da Igreja que canta suavemente.

Da Constituição Apostólica Divino aflatu, de São Pio X, papa.


Compostos por divina inspiração, os salmos colecionados na Sagrada Escritura foram desde os inícios da Igreja empregados, como se sabe, não apenas para alimentar maravilhosamente a piedade dos fiéis que ofereciam sempre a Deus o sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que louvam seu nome (cf. Hb 13,15; Os 14,3); mas também, como já era costume na antiga Lei, para ocupar lugar eminente na sagrada liturgia e no ofício divino. Daí nasceu, na expressão de Basílio, “a voz da Igreja” e a salmodia. Salmodia que é “filha de sua hino dia, que sempre a Igreja canta diante do trono de Deus e do Cordeiro”, como expõe nosso predecessor Urbano VI. Assim a Igreja ensina aos homens particularmente devotados ao culto divino, conforme as palavras de Atanásio, “de que modo se deve louvar o Senhor e com que palavras dignamente” confessá-lo. A este respeito disse muito bem Agostinho:“Para ser bem louvado pelo homem, Deus mesmo se louvou; e, aceitando louvar-se, deu ao homem encontrar o modo de louvá-lo”.

Além disto, nos salmos há uma maravilhosa força para despertar nos corações o desejo de todas as virtudes. Pois, “embora toda a nossa Escritura, tanto a antiga quanto a nova, seja inspirada por Deus e útil para a instrução, como está escrito (cf. 2Tm 3,16), o livro dos salmos porém, semelhante a um paraíso, que contém em si os frutos dos demais livros, produz o canto, e, ainda mais, oferece seus próprios frutos unidos aos dos outros durante a salmodia”. Essas palavras são novamente de Atanásio, que acrescenta: “A mim me parece que os salmos são como um espelho para quem salmodia, onde este se contempla a si e os movimentos de seu espírito, e, assim impressionado, os recita”. Também diz Agostinho nas Confissões: “Como chorei por causa de teus hinos e cânticos, vivamente comovido pelas suaves palavras do canto de tua Igreja! As palavras fluíam em meus ouvidos e instilava-se a verdade em meu coração, fazendo arder a piedade; corriam-me as lágrimas e sentia-me bem com elas”.

Na verdade, a quem não comovem aquelas frequentes passagens dos salmos onde se canta profundamente a imensa majestade de Deus, a onipotência, a indizível justiça,a bondade ou a
clemência e todos os outros infinitos louvores? A quem não inspiram iguais sentimentos as ações de graças pelos benefícios recebidos de Deus, ou as humildes e confiantes preces pelo que se deseja, ou os clamores do arrependimento dos pecados? A quem não inflama a cuidadosamente velada imagem do Cristo Redentor “cuja voz ouvia Agostinho em todos os salmos a salmodiar, a gemer, a alegrar-se na esperança ou a suspirar pela realização?” 

Extraído do Of. das Leituras, na ocasião da Memória litúrgica de São Pio X, 21/08.
(AAS3[1911],633-635)

terça-feira, 31 de julho de 2012

A amizade espiritual


Do Tratado sobre a amizade espiritual, do beato Elredo, abade (Séc.XII).

Verdadeira, perfeita e eterna amizade Jônatas, jovem de grande nobreza, sem olhar para a coroa régia nem para o futuro reinado fez um pacto com Davi, igualando assim, pela amizade, o súdito ao senhor. Deu preferência a Davi, mesmo quando este foi expulso por seu pai o rei Saul, tendo de se esconder no deserto, como condenado à morte, destinado à espada. Jônatas então humilhou-se para exaltar o amigo perseguido: Tu,são suas palavras, serás rei e eu serei o segundo depois de ti.
            Que espelho estupendo da verdadeira amizade! Admirável! O rei, furioso contra o servo, excitava todo o país contra um possível rival do reino. Assim, acusava sacerdotes de traição, trucidando-os por uma simples suspeita. Percorria as matas, esquadrinhava os vales, cercava com suas tropas os montes e penhascos, fazendo todos prometerem tornar-se vingadores da indignação real. 
Entretanto, Jônatas, o único que poderia ter razão de invejar, só ele julgou dever resistir a seu pai, oferecendo a paz ao amigo, aconselhando-o em tão grande adversidade, preferindo a amizade ao reino: Tu serás rei e eu serei o segundo depois de ti. Em contraste, vede como o pai estimulava a inveja do adolescente contra o amigo, apertava-o com repreensões, amedrontava-o com ameaças de ser despojado do reino, prometendo privá-lo da nobreza.
            Quando pronunciou sentença de morte contra Davi, Jônatas não abandonou o amigo. Por que deve morrer Davi? Que culpa tem? Que fez ele? Tomou sua vida em suas mãos e feriu o filisteu e tu te alegraste. Por que então irá morrer? A tais palavras, louco de cólera, o rei tentou transpassar Jônatas, com a lança contra a parede, ameaçando aos gritos: Filho de mãe indigna, bem sei que gostas dele para vergonha tua, confusão e infâmia de tua mãe. Depois vomitou todo o veneno sobre o coração do jovem, acrescentando incentivo à sua ambição, alimento à inveja, estímulo à rivalidade e à amargura: Enquanto viver o filho de Isaí, não se estabelecerá o teu reino. 
Quem não se abalaria com tais palavras? Quem não se encheria de inveja? Que amor, que agrado, que amizade elas não coromperiam, não diminuiriam, não fariam esquecer? Jônatas, o moço cheio de afeição, guardou o pacto da amizade, forte contra as ameaças, paciente contra o furor, desprezou o reino por causa da amizade, esquecido das glórias, bem lembrado da graça. Tu serás rei e eu serei o segundo depois de ti.
Esta é a verdadeira, perfeita, estável e eterna amizade, aquela que a inveja não corompe, suspeita alguma diminui, não se desfaz pela ambição. Assim provada, não cede; assim batida, não cai; assim sacudida por tantas censuras, mostra-se inabalável e, provocada por tantas injúrias, permanece imóvel. Vai, então, e faze tu o mesmo.

Fonte: Liturgia das Horas, quarta-feira da 12ª semana do Tempo Comum. (Lib. 3:PL195,692-693)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

09 de Julho: Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Vg.

Hoje comemoramos a santidade de vida da naturalizada brasileira Amábile Lúcia Visintainer que nasceu no ano de 1865 e partiu para a Glória em 1942. Nascida em Vigolo Vattaro (Itália), com apenas 10 anos de idade emigrou com seus pais para o Brasil dirigindo-se para o Estado de Santa Catarina, no sul do país.

Santa Paulina, antes de entrar para a vida consagrada, dedicou-se religiosamente em cuidar de uma senhora com câncer e a partir desta experiência caridosa deu-se a descoberta do Carisma que fora reconhecido em 1895 pelo Bispo de Curitiba, Paraná, com o nome de Filhas da Imaculada Conceição.

Na oração litúrgica da Igreja é pedido a Deus para nós fiéis a virtude do serviço, motivado pelo amor, a qual mais brilhou no coração da virgem Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Santa Paulina, rogai por nós!




sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ssmo. Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo (07/06/2012)


Ó precioso e admirável banquete!

O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses. Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação. Seu corpo, por exemplo, ele o ofereceu a Deus Pai como sacrifício no altar da cruz, para nossa reconciliação; seu sangue, ele o derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.
 Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida.  Ó precioso e admirável banquete, fonte de salvação e repleto de toda suavidade! Que há de mais precioso que este banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que se nos dá em alimento. Poderia haver algo de mais admirável que este sacramento? De fato, nenhum outro sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.
            É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.  Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável amor que Cristo demonstrou para conosco em sua Paixão.
            Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai. A Eucaristia é o memorial perene da sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que ele deixou para os que se entristecem com sua ausência.

Das Obras de Santo Tomás de Aquino, presbítero.
 (Opusculum 57, In festo Corporis Christi, lect. 1-4)
 (Séc.XIII) 

Extraído da Liturgia das Horas, tomo III, Ofício do Ssmo. Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

31 de maio: VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Das Homilias de São Beda, o Venerável, presbítero.
 (Séc.VIII)

Maria engrandece o Senhor que age nela

Minha alma engrandece o Senhor e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador (Lc 1,46). Com estas palavras, Maria reconhece, em primeiro lugar, os dons que lhe foram especialmente concedidos; em seguida, enumera os benefícios universais com que Deus favorece continuamente o gênero humano. Engrandece o Senhor a alma daquele que consagra todos os sentimentos da sua vida interior ao louvor e ao serviço de Deus; e, pela observância dos mandamentos, revela pensar sempre no poder da majestade divina. Exulta em Deus, seu Salvador, o espírito daquele que se alegra apenas na lembrança de seu Criador, de quem espera a salvação eterna.
Embora estas palavras se apliquem a todas as almas santas, adquirem contudo a mais plena ressonância ao serem proferidas pela santa Mãe de Deus. Ela, por singular privilégio, amava com perfeito amor espiritual aquele cuja concepção corporal em seu seio era a causa de sua alegria. Com toda razão pôde ela exultar em Jesus, seu Salvador, com júbilo singular, mais do que todos os outros santos, porque sabia que o autor da salvação eterna havia de nascer de sua carne por um nascimento temporal; e sendo uma só e mesma pessoa, havia de ser ao mesmo tempo seu Filho e seu Senhor.
O Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome! (Lc 1,49). Maria nada atribui a seus méritos, mas reconhece toda a sua grandeza como dom daquele que, sendo por essência poderoso e grande, costuma transformar os seus fiéis,pequenos e fracos, em fortes e grandes. Logo acrescentou: E santo é o seu nome! Exorta assim os que a ouviam, ou melhor, ensinava a todos os que viessem a conhecer suas palavras, que pela fé em Deus e pela invocação do seu nome também eles poderiam participar da santidade divina e da verdadeira salvação. É o que diz o Profeta: Então, todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo (Jl 3,5). 
É precisamente este o nome a que Maria se refere ao dizer: Exulta meu espírito em Deus, meu Salvador. Por isso, se introduziu na liturgia da santa Igreja o costume belo e salutar, de cantarem todos, diariamente, este hino na salmodia vespertina. Assim, que o espírito dos fiéis, recordando freqüentemente o mistério da encarnação do Senhor, se entregue com generosidade ao serviço divino e, lembrando-se constantemente dos exemplos da Mãe de Deus, se confirme na verdadeira santidade. E pareceu muito oportuno que isto se fizesse na hora das Vésperas, para que nossa mente fatigada e distraída ao longo do dia por pensamentos diversos, encontre o recolhimento e a paz de espírito ao aproximar-se o tempo do repouso.


Fonte: Liturgia das Horas do Rito Romano, tomo III. Segunda Leitura da Festa da Visitação (31/05).

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Domingo de Pentecostes - 2012


Veni Sancte Spiritus 
(Sequência de Pentecostes)


“Esse hino expressa maravilhosamente o sentido profundo do dom do Espírito à comunidade dos fiéis como chama do amor de Deus em Cristo. Não se deixe de pôr os fiéis, mediante canto ou recitação, em contato com esse rico texto”. Padre Johan Konings, sj.

Vinde, ó santo Espírito,                                          Sem a vossa força
vinde, Amor ardente,                                               e favor clemente
acendei na terra                                                      nada há no homem
vossa luz fulgente.                                                  que seja inocente.

Vinde, Pai dos pobres:                                           Lavai nossas manchas,
na dor e aflições,                                                     a aridez rogai,
vinde encher de gozo                                             sarai os enfermos
nossos corações.                                                   e a todos salvai.

Benfeitor supremo                                                  Abrandai durezas
em todo o momento,                                              para os caminhantes,
habitando em nós                                                   animai os tristes
sois o nosso alento.                                               guiai os errantes.

Descanso na luta                                                    Vossos sete dons
e na paz encanto,                                                    concedei à alma
no calor sois brisa,                                                 do que em Vós confia:
conforto no pranto.                                                  amparo na morte,

no Céu alegria.
Virtude na vida,
Luz de santidade,
que no Céu ardeis,
abrasai as almas
dos vossos fiéis.


Oremos

Vinde Espírito Santo e nos transforme: purificando, iluminando, encorajando a todos nós que fomos escolhidos para anunciar Jesus.
Purificai-nos dos nossos pecados; Iluminai as nossas mentes para que, a exemplo de Jesus, tenhamos sempre o argumento adequado para convencer os nossos irmãos de que Deus existe e, sem Ele ninguém é feliz; Encorajai-nos, pois muitos no mundo de hoje não querem saber da verdade, e fogem da Luz.
Espírito de Luz e de poder infinito, Espírito que ensina a Igreja lhe recordando tudo que Jesus disse, preparai-nos também para imitar os apóstolos os quais iniciaram a Igreja humana, com determinação, e destemidos, enfrentaram humilhações, perseguições, e tudo, até a própria morte, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.  Amém.
Oração de autoria de José Salviano.


sábado, 19 de maio de 2012

20 de Maio: Domingo da Ascensão do Senhor


Ninguém subiu ao céu senão aquele que veio do céu

"Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu; suba também como Ele nosso coração. Ouçamos o que nos diz o Apóstolo: Se fostes ressuscitados com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à destra de Deus. Ponde vosso coração nas coisas do céu, não nas da terra. Pois, do mesmo modo que ele sofreu sem por isso afastar-se de nós, assim também nós estamos já com ele, embora ainda não se tenha realizado em nosso corpo o que nos foi prometido.
Ele foi elevado ao mais alto dos céus; entretanto, continua sofrendo na terra através das fadigas que experimentam seus membros. Assim o testificou com aquela voz vinda do céu: Saulo, Saulo, por que me persegues? E também: Tive fome e me destes de comer. Por que não trabalhamos nós também aqui na terra, de maneira que, pela fé, a esperança e a caridade que nos unem a ele, descansemos já com ele nos céus? Ele  está ali, mas continua estando conosco; nós, estando aqui, estamos também com ele. Ele está conosco por sua divindade, por seu poder, por seu amor; nós, embora não possamos realizar isto como ele pela divindade, podemos pelo amor a ele.
Ele, quando desceu até nós, não deixou o céu; tampouco nos deixou, ao voltar ao céu. Ele mesmo assegura que não deixou o céu enquanto estava conosco, posto que afirma: Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. Isto diz em virtude da unidade que existe entre ele, nossa cabeça, e nós, seu corpo. E ninguém, exceto ele, poderia dizer isso, já que nós estamos identificados com ele, em virtude de que ele, por nossa causa, fez-se Filho do homem, e nós, por ele, fomos feitos filhos de Deus.
Neste sentido diz o Apóstolo: Assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, a pesar de serem muitos, são um só corpo, assim também é Cristo, Não diz: "Assim é Cristo", mas: Assim também é Cristo. Portanto, Cristo é apenas um corpo formado por muitos membros. Desceu, pois, do céu, por sua misericórdia, mas já não subiu sozinho, que nós subimos também nele pela graça. Assim, pois, Cristo desceu sozinho, mas já não ascendeu ele sozinho; não é que queiramos confundir a divindade da cabeça com a do corpo, mas sim afirmamos que a unidade de todo o corpo pede que este não seja separado de sua cabeça."

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo (séc. IV).
(Sermão Mai 98, Sobre a Ascensão do Senhor, 1-2; PLS 2, 494-495)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

24 de maio: DIA DE ORAÇÃO PELA IGREJA CATÓLICA DA CHINA


Nossa Senhora Auxiliadora de Sheshan

Celebramos a 24 de maio o Dia de Oração pela Igreja Católica na China, em razão da memória litúrgica de Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, invocada sob tal título também no Santuário de Sheshan em Xangai, na China. O dia de oração foi instituído por Bento XVI, por ocasião de sua carta aos católicos chineses de 2007.
“Os fiéis que estão na China oram para que haja unidade entre eles e, sempre mais, para com a Igreja Universal, enquanto os católicos do mundo inteiro – especialmente os de origem chinesa – se unem a eles na oração e na caridade, que o Espírito infunde nos corações”.

Palavras do Papa Bento XVI, na oração mariana do Regina Coeli (23 de maio de 2011).

de 20 a 27 de Maio: SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS


Promovido mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC)acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.
No hemisfério sul, em que janeiro é tempo de férias, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas que, neste ano, acontecem de 20 a 27 de maio, sob o tema de 1 Coríntios 15:51-58: “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo”.
No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908 por Paul Watson porque cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo e tinham, portanto, um significado simbólico.
 Levando em conta essa flexibilidade no que diz respeito à data, estimulamos vocês a compreender o material aqui apresentado como um convite para achar oportunidades ao longo de todo o ano para expressar o grau de comunhão que as Igrejas já tenham atingido e para orar juntos por aquela unidade plena que é desejo de Cristo.








domingo, 13 de maio de 2012

Nossa Homenagem às Mães...


13 de Maio: Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Nesta semana que antecedeu a nossa festa mariana de hoje, senti no coração a necessidade de consagrar o nosso blog à proteção da Santíssima Virgem, sob o título de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Peçamos à Mãe de Fátima que nos cubra com seu manto de amor. À ela, consagramos nosso blog (que já é mariano!), nossos trabalhos, fadigas e lutas em favor da evangelização e promoção da vida cristã. 

Tudo a Jesus por Maria,
tudo à Maria para Jesus!


 
ORAÇÃO:

Santíssima virgem que nos montes de Fátima Vos dignastes a revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidas na prática do vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço, em que devemos ter esta devoção, para Vós tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção que nela se comemora, nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça, que Vos pedimos nesta oração, se for para maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Amém.

Reze conosco:

Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.
v. Rainha do Santíssimo Rosário.
v. Rogai por nós.


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