terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sacerdote italiano salva bebê de um aborto e o “adota”


O sacerdote italiano Maurizio de Sanctis, pároco na igreja Santa Rosa da cidade de Livorno (Itália), salvou um bebê de ser abortado e o "adotou" oferecendo ajuda econômica aos pais.

Nos dias prévios ao Natal o sacerdote recebeu em sua paróquia um casal de esposos jovens, pais de três filhos e de um por nascer. Conforme relatou o sacerdote à revista Panorama, os cônjuges disseram que os gastos familiares superavam seus ganhos e que a única alternativa era abortar o quarto de seus filhos.

 “Não havia outro problema ou dúvida a não ser o (aspecto) econômico. Um problema real que afeta muitos na paróquia. Mas não me rendi, tentei explicar-lhes que uma vida é algo que vai além do dinheiro: é um dom, uma alegria, algo que não tem preço", assinalou.

Logo depois de uma rápida reflexão, o sacerdote ofereceu ao casal apoio econômico através da paróquia. "Vocês tragam-no para o mundo, dêem-lhe seu amor. Do resto nos ocupamos nós", assegurou-lhes. Outros membros da congregação receberam muito bem a notícia e respaldaram a ajuda oferecida pelo pároco.

Finalmente, o Pe. De Sanctis expressou com satisfação que "queria um Natal diferente. Queria fazer algo concreto este ano, e o fizemos, festejamos duas vezes o Natal, o de Jesus e o deste menino".


Fonte: ACI Digital

domingo, 8 de janeiro de 2012

Solenidade da Epifania do Senhor: O Senhor deu a conhecer a salvação ao mundo inteiro!

Dos Sermões de São Leão Magno, papa.


(Sermo 3 in Epiphania Domini, 1-3.5: PL 54,240-244) (Séc. V).

O Senhor deu a conhecer a salvação ao mundo inteiro

Tendo a misericordiosa Providência de Deus decidido vir nos últimos tempos em socorro do mundo perdido, determinou salvar todos os povos em Cristo. Esses povos formam a incontável descendência outrora prometida ao santo patriarca Abraão; descendência gerada não segundo a carne, mas pela fecundidade da fé, e por isso comparada à multidão das estrelas, para que o pai de todos os povos esperasse uma posteridade celeste e não terrestre.
Entrem, pois, todos os povos, entrem na família dos patriarcas, e recebam os filhos da promessa a benção da descendência de Abraão, à qual renunciaram os filhos segundo a carne. Que todos os povos, representados pelos três Magos, adorem o Criador do universo; e Deus não seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo inteiro, a fim de que por toda parte o seu nome seja grande em Israel (Sl 75,2). Portanto, amados filhos, instruídos nos mistérios da graça divina, celebremos com alegria espiritual o dia das nossas primícias e do primeiro chamado dos povos pagãos à fé, dando graças a Deus misericordioso que, conforme diz o Apóstolo, nos tornou capazes de participar da luz que é a herança dos santos; ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu amado Filho (Cl 1,12-13). Pois, como anunciou Isaías, o povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu (Is 9,1). E ainda referindo-se eles, o mesmo profeta diz ao Senhor: Nações que não vos conheciam vos invocarão e povos que vos ignoravam acorrerão a vós (cf. Is 55,5).
Esse dia, Abraão viu e alegrou-se (Jo 8,56) ao saber que seus filhos segundo a fé seriam abençoados na sua descendência, que é Cristo, e ao prever que, por sua fé, seria pai de todos os povos. E deu glória a Deus, plenamente convencido de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu (Rm 4,20-21).
Esse dia, também Davi cantou nos salmos, dizendo: As nações que criastes virão adorar, Senhor, e louvar vosso nome (Sl 85,9). E ainda: O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça (Sl 97,2). Como sabemos, tudo isso se realizou quando os três Magos, chamados de seu longínquo país, foram conduzidos por uma estrela, para irem conhecer e adorar o Rei do céu e da terra. O serviço prestado por esta estrela nos convida a imitar sua obediência, isto é, servir com todas as forças essa graça que nos chama todos para Cristo. Animados por esse desejo, amados filhos, deveis empenhar-vos em ser úteis uns aos outros, para que no reino de Deus, aonde se entra graças à integridade da fé e às boas obras, resplandeçais como filhos da luz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos.

Segunda leitura do Of. de Leituras da LH, Solenidade da Epifania do Senhor.

http://liturgiadashoras.org/

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Ato de consagração total a Maria

No dia 12 de dezembro de 2011, completei 06 anos de minha consagração total a Maria. Encontramos em muitos sites e blogs explicações de tal método de consagração (em especial, o site do Pe. Paulo Ricardo, o qual consta o vídeo do fim desta postagem). Porém, ainda convém que comentemos pouco mais.

É um ato de devoção que contém todos os demais. Tal qual o expõe S. Grignion de Montfort, consiste em se dar inteiramente a Jesus por Maria, e compreende dois elementos: um ato de consagração, que se renova de tempos a tempos, e um estado habitual que nos faz viver e operar sob a dependência de Maria.

O ato de consagração, diz S. Grignion, «consiste em se dar todo inteiramente, em qualidade de escravo, a Maria e a Jesus por Ela». Ninguém se escandalize com o termo escravo, ao qual se deve tirar todo o sentido pejorativo, isto é, toda a idéia de coação: este ato, longe de implicar violência, é a expressão do amor mais puro. Não se conserve pois, senão o elemento positivo, tal qual o explica o Bem-aventurado: Um simples servo ou criado recebe soldo, fica livre de deixar o patrão e não dá mais que o seu trabalho; não dá a sua pessoa, os seus direitos pessoais, os seus bens; um escravo consente livremente em trabalhar sem soldo; confiando no senhor, que lhe assegura sustento e abrigo, dá-se para sempre, com todos os seus recursos, a sua pessoa e os seus direitos, para viver em completa dependência dele.

Fonte:
Compêndio de Teologia Ascética e Mística, p.170.





Rezar a Liturgia das Horas Online...

Recentemente encontrei um site que nos traz toda a estrutura da Liturgia das Horas a ser rezada durante o dia. Penso ser uma iniciativa muito boa, e que por curiosidade,  foi feito por por um leigo da Diocese de Teixeira de Freitas - BA, chamado Helber. Quero publicamente parabenizá-lo por isso. A partir de hoje, o link do site estará a disposição em nosso blog.

http://liturgiadashoras.org/

Barco à Vela... Eliana Ribeiro

Sete anos de prisão para quem mata uma vaca na Índia.

Mumbai (AsiaNews) - Matar e manter em açougue torna-se um ato que pode ser punido com sete anos de prisão, ao menos em Madhya Pradesh. Estado indiano que aprovou uma emenda de uma lei de 2004, que previa uma pena até a três anos de cárcere. Para o induísmo, religião da maioria da população do estado de Madhya Pradesh, a vaca é um animal sagrado. Segundo a lei atualizada, também quem consome, conserva ou transporta a sua carne, corre o risco de recair na mesma pena. Graças à nova emenda, um oficial de polícia ou qualquer pessoa autorizada pelas autoridades competentes, tem o poder de entrar, inspecionar e fazer buscas em qualquer lugar, "onde se tem indícios que levam a crer que a ofensa ocorreu ou está por acontecer".
Desde 2008, o partido político ultranacionalista indú, chamado Bharatiya Janata Party (Bjp) está administrando o estado de Madhya Pradesh. O Bjp possui ligações com movimentos extremistas radicais que são os principais artífices da violência e discriminação contra minorias religiosas, em particular, os cristãos.
Para Dom Leo Corneius, Arcebispo de Bhopal e presidente da Conferencia Episcopal de Madhya Pradesh, "o governo aprova leis para criar uma rachadura no interior da sociedade e agradar e favorecer a maioria indú. Mesmo se respeitamos os sentimentos religiosos dos indús em considerar a vaca um animal sagrado, não é correto impor a própria ideologia sobre outras comunidades. Sobretudo porque a Índia é uma nação laica".
O Arcebispo teme que "esta legislação criará tensões interreligiosas que tornarão ainda mais vulneráveis as comunidades de minoria". Além disso, sublinha, "a proíbição atingirá os habitos alimentares de alguns grupos, para os quais a carne de vaca faz parte de seu regime protéico".
"Esta lei - conclui Dom Cornelius - é só outro modo de impor a mentalidade indú e oprimir as castas inferiores".

Fonte Asia News. It
Texto de autoria de Nirmala Carvalho.
Tradução do italiano: Frater Henrique Maria, sjs.



Papa: A tarefa essencial de Igreja é curar os corações partidos

VATICANO, 04 Janeiro de 2012.


Em sua mensagem pela 20ª Jornada Mundial do Doente, o Papa Bento VXI explicou que a tarefa fundamental da Igreja é o anúncio do Reino de Deus, que deve ser "um processo de cura" dos corações partidos das pessoas, segundo a missão que Jesus confiou a seus discípulos.

Papa em visita a bebês doentes. AFP/Osservatore Romano

Em sua mensagem divulgada ontem, dia 03, que leva por título "Levante-te e vai. A tua fé te salvou!", o Santo Padre expressa primeiro sua proximidade "todos os enfermos que se encontram nos locais de reabilitação e são acolhidos nas famílias, exprimindo a cada um a solicitude e afeto de toda a Igreja".
No texto para a celebração da Jornada prevista para o dia 11 de fevereiro, Festa da Virgem de Lourdes, o Papa assinala que "na colhida generosa e amorosa de toda vida humana, sobretudo daquela fraca e e doente, o cristão exprime um aspecto importante do próprio testemunho evangélico, sob o exemplo de Cristo, que inclinou-se sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para curá-lo.".
Bento VXI recorda que este ano é preparação para o Dia Mundial do Enfermo, que se celebrará solenemente na Alemanha no dia 11 de fevereiro de 2013, e que se deterá na emblemática figura evangélica do samaritano, e por isso, dedica a mensagem aos "sacramentos de cura", quer dizer, "o sacramentos da penitência e da reconciliação e da unção dos enfermos, que possuem seus naturais cumprimentos na comunhão eucarística".
O Papa indica logo que "o encontro de Jesus com os dez leprosos, narrado no Evangelho de São Lucas (Lc 17, 11-19), em particular as palavras que o Senhor dirige a um deles: “Levanta-te e vai; a tua fé te salvou!” (v.19), ajudam a tomar consciência da importância da fé daqueles que, agravados pelo sofrimento e pela doença, se aproximam do Senhor".
"No encontro com Ele podem experimentar realmente que quem crê não está nunca sozinho. Deus, de fato, no seu Filho, não nos abandona em nossas angústias e sofrimentos, mas nos é próximo, nos ajuda a leva-los e deseja curar no profundo o nosso coração".
O Santo Padre destaca também que "quem, no próprio sofrimento e doença invoca o Senhor é certo que o Seu Amor não nos abandona nunca, e que também o amor da Igreja, prolongamento no tempo da sua obra salvífica, não deixa de ser manifestado. A cura física, expressão da salvação mais profunda, revela assim a importância que o homem na sua integralidade de alma e corpo representa para o Senhor".
"Todo Sacramento exprime e atua a proximidade de Deus, o qual, em modo absolutamente gratuito nos toca por meio das realidades materiais, que Ele assume ao seu serviço, fazendo disso instrumentos do encontro entre nós e Ele mesmo (Homilia Santa Missa do Crisma, 1 de abril de 2010). “A unidade entre criação e redenção se tornam visíveis. Os Sacramentos são expressão da corporeidade da nossa fé que abraça corpo e alma, o homem inteiro”".
O Papa assinala também que "A missão principal da Igreja é certamente o anúncio do Reino de Deus, 'mas exatamente esse anúncio deve ser um processo de cura', enfaixar as chagas dos corações partidos (Is61,1), segundo o encargo confiado por Jesus aos seus discípulos. (Luc 9, 1-2; Mt 10,1.5-14; Mc 6, 7-13. O binômio entre saúde física e renovação das dilacerações da alma nos ajuda, portanto, a compreender melhor os Sacramentos da cura".
Sobre o sacramento da reconciliação ou penitência, o Santo Padre afirma que este mostra o amor infinito e a misericórdia de Deus para com os homens que podem e devem confiar no Senhor: "a partir do momento que todo o valor da Penitencia consiste no restituir-nos à graça de Deus unindo-nos a Ele em íntima e grande amizade (Catecismo da Igreja Católica, 1468). A Igreja, continuando o anúncio do perdão e da reconciliação ressoado por Jesus, não cessa de convidar a humanidade inteira a converter-se e a crer no Evangelho".
"Ele, com seu grande amor vela sempre e em qualquer circunstância sobre nossa existência e nos espera para oferecer, a cada filho que volta para ele, o dom da plena reconciliação e da alegria".
Depois de ressaltar a preferência do Senhor pelos doentes, o Papa se refere ao sacramento da unção que "leva-nos a contemplar o duplo mistério do monte dos Olivos, onde Jesus dramaticamente encontra, aceitando-a, a via que lhe indicava o Padre, a da paixão, a do supremo ato de amor".
"Naquela hora de prova, Ele é o mediador, transportando em si, assumindo em si o sofrimento e a paixão do mundo, transformando-a em grito em direção a Deus, levando-a diante dos olhos e nas mãos de Deus, e assim, levando-a realmente ao momento da redenção".
"Mas o orto das oliveiras é também o lugar do qual Ele elevou-se ao Pai, e é também o lugar da redenção. Este dúplice Mistério do Monte das Oliveiras é também sempre ativo no óleo sacramental da Igreja, sinal da bondade de Deus que nos toca".
Na unção dos doentes, sublinha o Papa "a matéria sacramental do óleo nos vem oferecida, por assim dizer, como remédio de Deus, que agora nos torna certos da sua bondade, nos deve reforçar e consolar, mas que, ao mesmo tempo, além do momento da doença, nos traz a cura definitiva, a ressurreição".
O Papa advertiu também que "não deve ser tida como um 'sacramento menor' em relação aos outros. A atenção e o cuidado pastoral em relação aos enfermos, se de um lado é sinal da ternura de Deus para quem está no sofrimento, por outro lado traz vantagem espiritual também aos sacerdotes e à toda a comunidade cristã, na consciência que quando algo é feito ao mais pequeno, é feito ao próprio Jesus".
Logo depois de agradecer a todos os que trabalham no mundo da saúde, o Santo Padre disse ao final do seu discurso: "A Maria, Mãe da Misericórdia e saúde dos enfermos, elevamos o nosso olhar confiante e a nossa oração, à sua materna compaixão, vivida ao lado do Filho que morria na cruz, acompanhe e sustente a fé e a esperança de cada pessoa doente e sofrida no caminho da cura das feridas do corpo de do Espírito".

Fonte: ACI Digital
Grifo nosso.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Santíssimo Nome de Jesus, 03 de Janeiro

A Igreja celebra em 3 janeiro, de acordo como “ Diretório da Liturgia” da CNBB, a Memória (Mf)  do Santíssimo Nome de Jesus; porque oito dias depois de seu nascimento, o Natal, São José o circuncidou e lhe colocou o nome de Jesus, conforme o Anjo tinha dito a Maria: “Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus”. (Lc. 1, 31). A São José o Anjo disse: “Não temas receber Maria, tua mulher; porque o que nela se gerou, é obra do Espírito Santo. E dará à luz um filho, e por nome o chamarás Jesus”. (Mt. 1, 20). – Ora, os nomes impostos a alguém por ordem de Deus significam sempre qualquer dom gratuito concedido pelo céu, assim como foi dado a Abraão. (Gen. 41, 51): “Serás chamado Abraão, porque te constitui pai de muita gente”. A Pedro foi dado o nome significativo: “Tu és Pedra, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”. Porque a Cristo tinha sido conferido o dom da graça, pela qual todos seriam salvos, era conveniente que fosse chamado Jesus, isto é, “Salvador”. (São Tomás de Aquino).
Este nome adorável, que significa salvação, foi predito pelos profetas, que chamaram ao Messias “Emanuel” (Is. 7, 14), isto é, Deus conosco, para assim designar “a causa da nossa salvação, que é a união da natureza divina com a humana, na pessoa do Filho de Deus, que, como Deus, fica conosco, participando da nossa natureza”. Chamaram-no (Is. 9, 6) “admirável, conselheiro, Deus forte, Pai do futuro século, Príncipe da paz”, títulos estes que designam todos o “caminho e o fim da nossa salvação, sendo nós, pelo admirável conselho e pela virtude divina, conduzidos à herança do futuro século, em que gozaremos da paz perfeita dos filhos de Deus, sob a própria soberania de Deus”. Chamaram-no: (Zac. 6, 12) “o homem, o nascituro”, para exprimir todo o mistério da Encarnação”. (São Tomás).



domingo, 1 de janeiro de 2012

Bento XVI: que os jovens sejam educados na justiça

Papa chega à Basílica para a primeira missa de 2012.
O Pontífice, de 84 anos, celebrou a chegada de 2012 com uma missa na Basílica de São Pedro, diante de centenas de pessoas, no dia em que o Vaticano dedica à paz mundial.
Em sua homilia dominical, o papa disse que educar os jovens sobre os valores fundamentais e virtudes são a chave para assegurar um futuro de esperança. Segundo ele, o tema deste ano -´´Educando os jovens em justiça e paz´´ - é uma tarefa para todas as gerações que seguiram às duas guerras mundiais no século 20 e aos outros conflitos registrados desde então.

-Educando os jovens no conhecimento da verdade, em valores fundamentais e virtudes, é olhar para o futuro com esperança - disse ele em sua homilia.

Bento XVI felicitou os jovens ao dizer que, devido à sua natureza, estão abertos ao diálogo e ao respeito mútuo, mas alertou que existe um risco de que as realidades sociais os tornem intolerantes e violentos. No entanto, previu que os jovens se converterão em construtores da paz se forem educados adequadamente.
O pontífice falou ainda das ´´sombras que obscurecem o horizonte do mundo de hoje´´, mas não mencionou conflitos específicos ou a crise econômica que afeta muitos países.
Como vem acontecendo desde os eventos que participa desde outubro, o papa, que se acredita ter artrite nas pernas, foi levado ao corredor central, aos pés de São Pedro, em uma plataforma móvel. O Vaticano diz que a medida é para preservar sua força, permitir que mais pessoas possam vê-lo e prevenir ataques como o da véspera de Natal de 2009, quando uma mulher se lançou contra Bento XVI e derrubou-o no chão.
Na próxima sexta-feira, festa da Epifania (no Brasil, dia 08/01-domingo), Bento XVI irá consagrar os novos bispos na Basílica de São Pedro e, no domingo, vai batizar bebês na Capela Sistina. Segundo o Vaticano, o Pontífice tem programadas visitas ao México e à Cuba em março e pode visitar o Líbano em algum momento de 2012.

Reuters
Extraido do Site domtotal.com

Grifo nosso.

Rezemos pela saude do Santo Padre, o Papa Bento XVI.

1º de Janeiro, Solenidade de Santa Maria Mae de Deus.

Das Cartas de Santo Atanásio, bispo (Séc. IV).


O Verbo assumiu nossa natureza no seio de Maria.


O Verbo de Deus veio em auxílio da descendência de Abraão, como diz o Apóstolo. Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos (Hb 2,16-17) e assumir um corpo semelhante ao nosso. Eis por que Maria está verdadeiramente presente neste mistério; foi dela que o Verbo assumiu, como próprio, aquele corpo que havia de oferecer por nós. A Sagrada Escritura, recordando este nascimento, diz: Envolveu-o em panos (Lc 2,7); proclama felizes os seios que o amamentaram e fala também do sacrifício oferecido pelo nascimento deste Primogênito. O anjo Gabriel, com prudência e sabedoria, já o anunciaram a Maria; não lhe disse simplesmente: aquele que nascer em ti, para não se julgar que se tratava de um corpo extrínseco nela introduzido; mas: de ti (cf. Lc 1, 35Vulg.), para se acreditar que o fruto desta concepção procedia realmente de Maria.

Assim foi que o Verbo, recebendo nossa natureza humana e oferecendo-a em sacrifício, assumiu-a em sua totalidade, para nos revestir depois de sua natureza divina, segundo as palavras do Apóstolo: É preciso que este ser corruptível se vista de incorruptibilidade; é preciso que este ser mortal se vista de imortalidade (1Cor 15,53).

Estas coisas não se realizaram de maneira fictícia, como julgam alguns, o que é inadmissível! Nosso Salvador fez-se verdadeiro homem, alcançando assim a salvação do homem na sua totalidade. Nossa salvação não é absolutamente algo de fictício, nem limitado só ao corpo; mas realmente a salvação do homem todo, corpo e alma, foi realizada pelo Verbo de Deus.

A natureza que ele recebeu de Maria era uma natureza humana, segundo as divinas Escrituras, e o corpo do Senhor era um corpo verdadeiro. Digo verdadeiro, porque era um corpo idêntico ao nosso. Maria é portanto nossa irmã, pois todos somos descendentes de Adão.

As palavras de João: O Verbo se fez carne (Jo 1,14) têm o mesmo sentido que se pode atribuir a uma expressão semelhante de Paulo: O Cristo fez-se maldição por nós (cf. Gl 3,13). Pois da intima e estreita união com o Verbo, resultou para o corpo humano em engrandecimento sem par: de mortal tornou-se imortal; sendo animal, tornou-se espiritual; terreno, transpôs as portas do céu.

Contudo, mesmo tendo o Verbo tomado um corpo no seio da Maria, a Trindade continua sendo a mesma Trindade, sem aumento nem diminuição. É sempre perfeita, e na Trindade reconhecemos uma só Divindade; assim, a Igreja proclama um único Deus no Pai e no Verbo.

Extraido da LH, Oficio da Solenidade de Santa Maria Mae de Deus.
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