sábado, 28 de abril de 2012

28 de Abril: Gianna Beretta Molla - Médica e Mãe de Família.


Assim era Gianna Beretta Molla: uma médica, mãe de família, mas com uma vida pautada por uma religiosidade onde a Eucaristia era o centro da sua existência, e a Santíssima Virgem o seu modelo de perfeição.
Sobre ela o Cardeal Martini escreveu: "A santidade de Gianna é parecida com a de cada um de nós; ela enfrentou as mesmas dificuldades que enfrentamos do dia-a-dia, da vida profissional, da atenção à família, de acolhimento ás visitas; teve paciência nas vicissitudes de cada dia."
Gianna Beretta Molla, o décimo segundo filho do casal Alberto Beretta e Maria de Micheli, ambos da Ordem Terceira Franciscana, nasceu em Magenta, Itália, no dia 4 de outubro de 1922, dia de São Francisco.
No dia 4 de abril de 1928, com cinco anos e meio, fez a Primeira Comunhão. Desde esse dia, mesmo muito pequena, todos os dias acompanhava sua mãe à Santa Missa. Foi Crismada dois anos depois na Catedral de Bérgamo.
Datam dos seus quinze anos de idade, após um retiro, esses propósitos espirituais, que lhe acompanharam por toda a vida:
1º Faço o santo propósito de fazer tudo por Jesus. Todas as minhas ações, todos os meus desgostos ofereço-os todos a Jesus.
2º Faço o propósito de, para servir a Deus, não querer ir mais ao cinema, se não souber se ele se pode ver, se é modesto e não escandaloso e imoral. 
3º Prefiro morrer a cometer um pecado mortal. 
4º Quero temer o pecado mortal como se fosse uma serpente, e repito de novo: antes morrer mil vezes do que ofender o Senhor.

Foi membro atuante da Ação Católica desde a adolescência, nunca tendo se prejudicado nos estudos pelo seu serviço, tanto que, em 30 de novembro de 1949, formou-se com louvor em Medicina.
Especializou-se em Pediatria, mas freqüentou a Clínica Obstétrica Mangiagalli, pois, por seu grande amor às crianças e às mães, pretendia unir-se ao seu irmão, Padre Alberto, médico e missionário no Brasil que, com a ajuda do seu outro irmão engenheiro, Francesco, construíram um hospital na cidade de Grajaú, no Estado do Maranhão. Gianna, por sua saúde frágil, foi desaconselhada pelo Bispo Dom Bernareggi em vir para o Brasil.
Em 1954 conheceu o engenheiro Pietro Molla e sentiu o chamado à vocação do Matrimônio. Noivaram em 11 de abril de 1955 e casaram-se no dia 24 de setembro do mesmo ano, tendo a cerimônia sido presidida por seu outro irmão, Padre Giuseppe.
Ainda noiva escreveu ao seu noivo: "Quero formar uma família verdadeiramente cristã; um pequeno cenáculo onde o Senhor reine nos nossos corações, ilumine as nossas decisões, guie os nossos programas".
Dias antes do seu Matrimônio escreveu ao futuro marido: "Você não acha interessante fazermos um tríduo para nos prepararmos espiritualmente antes do casamento? Nos dias 21, 22 e 23, Santa Missa e Comunhão, você em Ponte Nuovo, eu no Santuário de Nossa Senhora da Assunção. A Senhora acolherá as nossas preces e desejos e, porque a união faz a força, Jesus não poderá deixar de escutar-nos e ajudar-nos."
Das suas anotações pessoais podemos extrair essa verdadeira pérola: "Toda vocação é vocação à maternidade: material, espiritual, moral, porque Deus nos deu o instinto da vida. O sacerdote é pai; as irmãs são mães, mães das almas. Preparar-se para a própria vocação, preparar-se para ser doador da vida... saber o que é o grande sacramento do Matrimônio".
Teve seis gravidezes, fruto do seu Matrimônio, onde quatro crianças nasceram: Pierluigi, Maria Zita, Laura e Gianna Emanuela.
Na última gestação, aos 39 anos, descobriu que tinha um fibroma no útero. Três opções lhe foram apresentadas naquele momento: retirar o útero doente, o que ocasionaria a morte da criança, abortar o feto, ou, a mais arriscada, submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez. Não hesitou! Disse: "Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz!" Submeteu-se à cirurgia no dia 6 de setembro de 1961.
Com uma coerência cristã que lhe pautou a vida inteira, ainda em 1946, falando às jovens da Ação Católica dissera: "Se na realização de nossa vocação devêssemos morrer, seria esse o dia mais bonito da nossa vida!".
Deu entrada, para o parto, no hospital de Monza, na sexta-feira da Semana Santa de 1962. No dia seguinte, 21 de abril de 1962, nasceu Gianna Emanuela, a quem teve por breves instantes em seus braços. Sempre afirmou, a Bem Aventura Gianna: "Entre a minha vida e a do meu filho salvem a criança!". Entrou para o Céu no dia 28 de abril de 1962, em casa, provavelmente ouvindo as vozes das suas crianças acordando, no quarto ao lado.
Foi canonizada no dia 16 de maio de 2004, onde recebeu do Santo Padre o Papa João Paulo II o sugestivo título de “Mãe de Família”. Na cerimônia estavam presentes o seu marido Pietro Molla, as filhas Gianna Emanuela e Laura, e o filho Pierluigi. Mariolina faleceu com seis anos, dois anos após a Páscoa da Mãe.


Oremos:
Ó Deus, Amante da Vida, que doaste a GIANNA BERETTA MOLLA responder com plena generosidade à vocação cristã de esposa e mãe, concede também a mim (...ou pessoa para quem quer obter a Graça...), por sua intercessão (...pedido...) como também seguir fielmente os Teus Desígnios, para que resplandeça sempre nas nossas famílias a Graça que consagra o amor eterno e à vida humana. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Teu Filho, que é Deus, e vive e reina Contigo na Unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. AMÉM.


28 de Abril: São Luis Maria Grignion de Montfort.


Amanhã celebramos a Memória de um autêntico santo mariano. Não poderíamos ficar sem falar um pouco de sua vida:

São Luis Maria Grignion de Montfort (31 de Janeiro de 1673 - 28 de Abril de 1716).
Nasceu na região da Bretanha, França. Vinha de uma família que pertencia a nobreza, mas que se encontrava em decadência financeira, sendo o seu pai um homem duro, que não aceitava a situação critica pela qual passava, pois era o advogado da vila, mas um homem cristão que tomava conta da Igreja de São João e, sua mãe uma senhora dona de casa. Seus pais eram João Batista Grignion de Bachelleraie e Joanna Visuelle de Chesnais, ambos de famílias nobres, mas, como dito, pouco afortunados. No Batismo o menino recebeu o nome de Luís, ao qual na crisma se acrescentou o de Maria. Mais tarde abandonou o nome de sua família, passando a chamar-se Luís Maria Montfort, porque foi em Montfort onde recebeu o santo batismo. Do matrimônio abençoado dos Bachelleraie-Visuelle, além de Luís Maria procederam mais 17 filhos, dos quais um se fez padre, outro entrou na Ordem de S. Domingos, e uma irmã tomou o hábito de São Bento. Guyonne Jeanne, geralmente chamada Luísa, tornou-se Irmã do SS. Sacramento. Morreu em odor de santidade e era predileta do Santo. (...)
       Sempre introvertido, vivendo sempre em recolhimento e oração, ficava muito sozinho, quando aos doze anos foi enviado pelo pai para a Escola dos Padres Jesuítas na cidade de Rennes, onde sempre, de forma discreta, foi o aluno mais destacado dentre os mais de dois mil que ali estudavam.
 Entendendo a vontade de Deus, Montfort decidiu ingressar no Seminário em Paris. Resolveu que iria sem nada, mas seus pais e uma boa senhora fizeram-lhe um enxoval e deram-lhe algum dinheiro. Recebendo tais coisas, mesmo sem vontade, Montfort saiu em direção a Paris e ao encontrar alguns mendigos, deu-lhes todo o seu dinheiro, enxoval e a roupa que usava trocou com um dos mendigos, demonstrando o seu desapego as coisas do mundo e sua vontade de livremente seguir a Deus, fazendo seu voto de pobreza diante de Deus. Como o próprio Santo coloca como lema de sua vida, ”Deus Só”, colocando-se como um homem livre.
Durante o período de dificuldades do seminário, falece o reitor do seminário que tão bem acolhera o Santo e São Luis, de forma serena e calma diz que confia na providência de Deus, passando para outro seminário que acolhia seminaristas pobres e o sustento era ainda mais difícil, fazendo-o adoecer e no leito do hospital São Luis sentia a alegria de poder ter a honra de ficar doente para a glória de Deus e sua certeza era tanta que Deus o tiraria daquela situação que oito dias depois estava de pé. Não lhe faltaram ocasiões de se exercer nas virtudes, em suportar com paciência injúrias e contradições. Ávido de sacrifícios reduzia seu corpo à servidão com toda a sorte de mortificações. Foi naquela época que fez o noviciado de caridade para com os pobres, virtude esta, cuja prática tornou-se nota característica de sua vida.
       Após todo o sofrimento com o fechamento do outro seminário que o acolhera e de tornar-se conhecido como um jovem de fé e de, desde cedo, grandes feitos, São Luis é recebido no Seminário de São Suplício com grandes honras, mas, por não ser um homem comum, ele sofreu perseguições e humilhações de parte de seus superiores, negando-lhe até mesmo acompanhamento espiritual e confissão. Contudo, com sua fé inabalável na intercessão da Virgem Maria, mantinha-se obediente, e com Maria Santíssima passava por todas as provações sem reclamar. Vendo os superiores que não tinham como mudar São Luis, colocam-no como responsável pela biblioteca, o que o fez conhecer ainda mais a Mãe de Deus e ter ainda mais amor por Ela, tendo conhecido a Santa Escravidão de Amor e, com autorização de seus superiores, consagrou-se a Virgem Maria e criou um grupo de escravos de amor no seminário. Ao se consagrar, torna-se apostolo e começa seus caminhos de pregação, levando a todos o conhecimento de Deus e o amor de Maria Santíssima, tanto que não admitia o pecado em sua presença, chegando a, com a cruz na mão, se pôr diante de um duelo que estava sendo travado, bem como dispersou as pessoas que viam na rua exibições obscenas e pecadoras. Após o início de suas missões, em 1700, no dia 05 de junho, é ordenado, passando o dia em adoração e uma semana preparando sua primeira missa.
Em 1711, calvinistas de La Rochelle puseram veneno na bebida de Montfort, ficou por dias doente, mas escapou da morte. Vendo que estava chegando próximo os seus dias, diante das conseqüências que o veneno lhe trouxe, colocou-se a escrever. Em três dias escreveu a obra O Segredo de Maria. Em 1712 escreveu sua obra prima, após ter lido diversas obras sobre a escravidão de amor e sobre mariologia, Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem. Têm ainda a obra O Amor da Sabedoria Eterna, profundamente teológica e Carta aos Amigos da Cruz.  (...)
 Tendo se consagrado à Santíssima Virgem Maria, levou em todas as suas missões o conhecimento e a consagração a Jesus por meio da Virgem Maria, realizando grandes conversões e momentos de intenso amor à Mãe de Deus como forma de na dependência e buscando viver as virtudes da Mãe do Redentor o fiel pudesse mais dignamente buscar a santidade e sua entrega a Deus.

BIBLIOGRAFIA
1 - www.paginadooriente.com.br – texto revisado pelo Pe. Luiz Augusto Stefani (SMM – Missionário da Companhia de Maria (Missionário Monfortino);
3- Jogen, Humberto, Vida de São Luis Maria Grignion de Montfort, Editora Santuário, 1992.

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