quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Papa Francisco é eleito a "personalidade do ano" de 2013 pela revista americana "Time".

A "Time" disse que Francisco "tirou o papado do palácio para levá-lo às ruas" e se colocou no     centro das discussões chaves da época.
Francisco, o primeiro latino-americano a comandar a Igreja Católica, 'mudou o tom, a percepção e o enfoque de uma das maiores instituições do mundo com um extraordinário peso', disse Nancy Gibbs, editora da revista Time, ao fazer o anúncio no canal NBC.
A prestigiosa revista americana destacou o papel do ex-arcebispo de Buenos Aires Jorge Mario Bergoglio para "comprometer" uma Igreja que tem 1,2 bilhão de fiéis no mundo a "enfrentar as necessidades mais profundas e equilibrar seu julgamento com piedade". 
"Raramente um novo personagem no cenário internacional capturou tanta atenção tão rápido - jovem ou velho, crente ou cínico - como o Papa Francisco", em menos de um ano, o papa Francisco "fez algo notável: não mudou as palavras, mas mudou a música”. Ela enfatizou que ele ataca “a idolatria do dinheiro” e propõe alterações concretas: ordena uma investigação às finanças internas do Vaticano, recusa viver no palácio, optando por um “hotel poupado”, substitui “o Mercedes papal por um Ford Focus usado”, deixa de lado os sapatos vermelhos e a cruz dourada em volta do pescoço, escreveu Gibbs a respeito de Jorge Bergoglio, de 76 anos.
Bergoglio foi escolhido no dia 13 de março, em um conclave, como sucessor do Papa Bento XVI – que renunciou em fevereiro, em um movimento inédito na história moderna da Igreja Católica.
Primeiro latino-americano e primeiro jesuíta a ser eleito Papa, Francisco mostrou, desde o início do pontificado, um estilo próprio, de humildade e sem pompas, em uma tentativa de reaproximar a Igreja de seus fiéis.
O Vaticano reagiu à escolha com a afirmação de que o anúncio "não é surpreendente, levando em consideração a ressonância e a ampla atenção dada ao Papa Francisco e ao início do novo papado", e destacou o "sinal positivo" de que tenha recebido "um dos reconhecimentos mais prestigiosos da imprensa internacional".


"O Papa não busca a fama ou o sucesso porque está a serviço do Evangelho de Deus, de amor para todos. Se a escolha como personalidade do ano significa que as pessoas entenderam, ao menos implicitamente, esta mensagem, então o deixará definitivamente feliz", afirmou o porta-voz da Santa Sé, o padre Francisco Lombardi.

Grifo nosso.

É PERTINENTE RESSALTAR:

Tal escolha, por parte de uma revista secular, não é algo tão surpreendente, como qualificou o Pe. Lombardi. Todos os papas anteriores deram a sua contribuição para o bem a da Igreja e da Humanidade.  O que se percebe que o nosso Papa atual vem contribuir no tocante à renovação que nossa Igreja necessita. Renovação esta, que não diz respeito à doutrina em si, mas no modo que a Igreja se apresenta ao mundo.
 A partir da sua “Teologia da Ternura” vivida na prática, o Papa Francisco tem nos mostrado como é possível viver nossa fé, em um âmbito de um humanismo cristão. Penso que o nosso tempo tem cada vez mais sede de testemunhos como o de nosso Papa. Não adianta somente falar de amor, mas temos que demonstrá-lo através da práxis, vivida dia-a-dia. É a partir da acolhida humana do próximo conseguimos mostrar a face do Deus-Amor, a qual adoramos e servimos. Esta ternura “é a força do amor humilde. A ternura de Jesus revela o que de mais humano existe em Deus e o que de mais divino existe no homem” (Carlo Rocchetta).
Com relação à afirmação de que o Papa tem tirado o papado do palácio para levá-lo às ruas, penso ser um tremendo exagero. Simplesmente isso prova a autenticidade do nosso Papa. Não demonstra que seus antecessores tenham errado em manter certas tradições e costumes. Pois uma coisa não implica outra. Não podemos olhar o exemplo do Papa Francisco e compará-lo com os demais papas de outros tempos. Mas precisamos ver seu exemplo como um apelo divino e urgente para os dias atuais. Pois considero uma tremenda prova de imaturidade se permanecermos à distancia vendo o Papa abraçar um doente que nos é aparentemente repulsivo e dizermos: “oh, que bonito!” E não ouvimos a voz de Cristo que nos diz: «Vai e faz tu também o mesmo!» (Lc 10,37). Pois entender a mensagem do Papa, significa andar sobre suas pegadas, que nada mais são do que as pegadas de nosso divino Mestre, Jesus Cristo. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Os crentes consomem menos drogas comparados aos ateus.

Os jovens Suíços que afirmam acreditar em Deus são menos susceptíveis de fumar cigarros, tomar drogas ou ingerir pílulas de ecstasy do que os homens Suíços da mesma idade que se descrevem como ateus. A crença [no Deus da Bíblia] é um fator protector contra comportamentos viciantes. Esta foi a conclusão apurada após um estudo financiado pelo “Swiss National Science Foundation.”

Karl Marx disse que a religião era o ópio do povo, mas os novos dados sugerem que a religião têm um papel na prevenção do consumo de substâncias. Um equipa de pesquisa liderada por Gerhard Gmel (Lausanne University Hospital) demonstrou na revista “Substance Use & Misuse” que, na Suíça, menos homens religiosos consomem substâncias viciantes que os homens da mesma faixa etária que são agnósticos ou ateus.Para o seu estudo em torno do uso de substâncias na Suíça, Gmel e os seus colegas entrevistaram homens com quase 20 anos no centro de recrutamento militar em Lausanne, Windisch e Mels entre Agosto de 2010 e Novembro de 2011. Os pesquisadores finalizaram a avaliação os 5387 questionários completados pelos jovens homens.Com base nas suas repostas, os cientistas dividiram os homens em cinco grupos:

1. O “religioso”, que acredita em Deus e frequenta os cultos;
2. O “espiritual”, que acredita numa Força Superior mas que não practica qualquer tipo de religião;
3. O “incerto”, que não sabe o que acreditar em relação a Deus;
4. O “agnóstico”, que assume que ninguém pode saber se Deus existe ou não;
5. O “ateu”, que não acredita em Deus.

Os pesquisadores apuraram que estes grupos lidam de maneira diferente com as substâncias viciantes.
Entre os 543 homens religiosos, 30% fumava cigarros diariamente, 20% fumava maconha mais do que uma vez por semana, e menos de 1% tinha consumido ecstasy ou cocaína no ano anterior.
Entre os 1650 ateus, 51% fumava cigarros, 36% fumava maconha mais do que uma vez por semana, e 6% tinha consumido ecstasy ou cocaína no ano anterior.
Os três grupos restantes ficaram numa área intermédia no que toca a sua devoção religiosa e o seu consumo de substâncias viciantes.
Para Gmel, estes números indicam que as pesquisas em torno do comportamento viciante não se devem limitar ao estudo dos factores de risco, mas também aos factores protectores. Os resultados demonstram que a crença [em Deus] é um factor protector quando se fala do consumo de substâncias viciantes.
O que ainda fica por responder é se as diferenças registadas são o efeito dos seus valores morais ou do controle social existente nos ambientes onde vivem.



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vaticano denuncia no OSCE perseguição aos cristãos.

O Conselho de Ministros da Organização para a Segurança 
e a Cooperação  na Europa decorreu Kiev.
O secretário do Vaticano para as relações entre Estados alertou para a perseguição aos cristãos “motivada pelo ódio”, perante o 20.º Conselho Ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que se concluiu hoje (06 dez 2013).
“Na região da OSCE são cada vez mais numerosos os ataques contra os cristãos motivados pelo ódio. Quando falamos sobre a negação da liberdade religiosa e intolerância em especialmente contra os cristãos, pensamos imediatamente de alguns países fora da OSCE mas não devemos esquecer que existem episódios de intolerância ou exclusão da religião ou dos crentes também nas sociedades democráticas, onde, felizmente, não há perseguições violentas", referiu o arcebispo Dominique Mamberti, numa intervenção divulgada hoje pela sala de imprensa da Santa Sé.
Nesse sentido, o prelado assinalou que estas situações de perseguição são “perturbadoras” 17 séculos depois do Edito de Milão que concedeu liberdade religiosa aos cristãos no Império Romano.
D. Dominique Mamberti desenvolveu a ideia de que “a dignidade da pessoa deve ter a precedência sobre qualquer outra consideração” e denunciou o "persistente problema do tráfico de seres humanos, um crime hediondo” que deve “ser perseguido com todos os meios legais disponíveis".
D. Mamberti  com ministros do OSCE 2013.
O responsável diplomático disse que “de acordo com a Santa Sé, os direitos dos migrantes devem ser fundamentais mesmo em tempos da crise financeira”.
Para a Igreja Católica, os imigrantes “não devem ser considerados nunca pela sua função economica como trabalhadores temporários ou como residentes permanentes”.
Na sua intervenção, o arcebispo destacou diversas ações da OSCE em 2012 e assinalou com satisfação a “atualização do documento sobre a não-proliferação das armas”.
Em nome da Santa Sé, D. Dominique Mamberti manifestou também preocupação por não ter existido progressos na atualização do Documento de Viana, “essencial para assegurar mais transparência nas atividades de equipamentos militares dos Estados subscritores, um requisito prévio para a estabilidade e segurança da região”.
Sobre assuntos economico-ambientais, o prelado solicitou “maior vontade política e um compromisso mais intenso” da OSCE quando comparado com assuntos de outras “dimensões” e reafirmou o interesse da Santa Sé na salvaguarda da criação.

O secretário do Vaticano para as relações entre Estados destacou ainda o empenho, da presidência ucraniana da OSCE, nas atividades relacionadas com eficiência energética e energia renovável.

Cardeal Dolan confirma o “efeito Bergoglio” nos Estados Unidos.

Cardeal Dolan.
Em uma entrevista à CBS: «Meus párocos falam de mais gente nas missas e de filas maiores nos confessionários».

O “efeito Bergoglio” sente-se também nos Estados Unidos, segundo confirmou o cardeal Timothy Dolan, Arcebispo de Nova York, que chegou ao final de seu mandato como presidente da Conferência Episcopal do país.

O purpurado falou sobre o assunto em uma entrevista com a CBS, na qual disse perceber o efeito do novo pontificado «a cada momento». «Não posso caminhar pelas ruas de nossa amada Nova York – explicou – sem que as pessoas se aproximem e me digam: “Ei, obrigado pelo Papa Francisco. Fizeram um excelente trabalho. Nós o adoramos”.

Tenho ouvido nossos párocos, que sempre estão na linha de frente, dizerem que aumenta o número de pessoas nas missas dominicais e que as filas dos confessionários estão cada vez maiores. Aumentam as perguntas sobre a Fé Católica e também as esmolas».


O Arcebispo de Nova York também respondeu sobre o questionário de 39 perguntas enviado às Igrejas locais em vista do próximo Sínodo da Família: «O que o Papa nos está perguntando é: como podemos apresentar melhor o ensino da Igreja? Como podemos ser mais eficazes em ensinar? E como podemos alcançar com o amor e a compaixão aqueles que têm dificuldades em viver a doutrina da Igreja?».

Fonte:





sábado, 21 de setembro de 2013

"Ajudar não doi..."

Um comercial produzido na Tailândia, publicado no YouTube na última quinta-feira (11), está comovendo internautas do mundo inteiro. O vídeo conta a história do dono de um restaurante que sempre ajudou ao próximo e acredita no real sentido da generosidade. 
Quando o personagem principal do comercial fica doente, um desfecho inesperado mostra como pequenos gestos no dia a dia podem mudar vidas. A propaganda é da operadora de telefonia True Move e tem como slogan a frase: “Generosidade é a melhor forma de comunicação”.

Em uma semana o vídeo original (com legendas em inglês) já alcançou superou a marca de sete milhões de acessos. Confira no link (foto) abaixo:




quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Os primeiros seis meses do "Papa da misericórdia".

A eleição, realizada em um tempo muito curto, assim como a de seu antecessor, foi uma surpresa. Também foi uma surpresa, um mês antes, o anúncio da renúncia de Bento XVI. Há dois elementos que saltam à vista e que ajudam a explicar a atenção e a simpatia que Francisco suscita, inclusive em ambientes “afastados”. Uma atenção e simpatia que não dão mostras de diminuir, apesar das previsões sobre o fim da “lua de mel” midiática feitas pelos que parecem sentir saudades dos tempos recentes da “Igreja sob ataque”.

Papa Francisco junto a um ex-tóxico dependente (JMJ-Rio).
O primeiro elemento é o testemunho pessoal da mensagem evangélica: pequenos e grandes gestos, as pequenas ou grandes decisões cotidianas, sua capacidade para reunir-se com todos e falar a todos, seu ser simplesmente ele mesmo, tornaram-no não apenas confiável, mas, sobretudo, próximo. O Papa é visto por muitíssimas pessoas em todo o mundo como “um de nós”. Basta recordar o tempo que passa com as pessoas antes e depois das audiências das quartas-feiras para perceber esta proximidade do bispo de Roma, que não tem medo da ternura. Quanto aos demais, as mudanças que houve são evidentes para todos, em sintonia com o inédito nome que o Papa jesuíta escolheu.
O segundo elemento é o magistério nas homilias diárias da missa na capela de Santa Marta. Breves comentários sobre a leitura do dia, que se converteram em um encontro esperado. Uma espécie de “catequese em migalhas” e ao mesmo tempo profunda e capaz de chegar diretamente ao coração das pessoas. Este magistério, definido por alguns como “fervorzinho”, é acompanhado dia após dia pelos crentes, muito mais que as grandes encíclicas ou os grandes debates culturais.
A mensagem mais importante para Francisco, como ele mesmo disse na homilia da missa na paróquia vaticana de Santa Ana, em 17 de março, é o da misericórdia. “Sem a misericórdia – disse aos bispos brasileiros em julho –, há pouco a se fazer hoje, para se inserir em um mundo de feridos que necessitam de compreensão, perdão e amor”. Necessitamos de uma Igreja, acrescentou: “capaz de fazer companhia… capaz de decifrar a noite contida na fuga de tantos irmãos e irmãs”. Necessitamos de uma Igreja “que não tenha medo de entrar na noite deles e que seja capaz de cruzar com o seu caminho”.

Que outra coisa, senão justamente esta, teria impulsionado Francisco a tomar caneta e papel para responder pessoalmente às perguntas de Eugenio Scalfari sobre a fé e sobre a figura de Cristo?
Também é compreensível que haja muita expectativa nos ambientes eclesiásticos e midiáticos em relação às anunciadas reformas estruturais: maior agilidade da Cúria, a urgente, necessária e radical cura dos órgãos financeiros vaticanos, tantas vezes ocasião de contra-testemunhos evangélicos; as nomeações nos dicastérios da Santa Sé. Todas elas reformas necessárias, que devem ter um único critério, como explicava o cardeal Bergoglio em sua intervenção durante as congregações gerais antes do Conclave: o do “bem das almas”.


No entanto, como observou o padre Federico Lombardi, este aspecto das “chamadas reformas de estrutura” (tão discutidas entre os especialistas do setor) não deve ser menosprezado. Porque, como disse Lombardi à Rádio Vaticano, “o que conta é o coração da reforma perene da vida da Igreja, e neste sentido o Papa Francisco, com o exemplo, com sua espiritualidade, com sua atitude de humildade e proximidade, quer aproximar-nos de Jesus, quer converter-nos em uma Igreja peregrina, que está perto da humanidade de hoje, em particular da humanidade que sofre e necessita mais do que ninguém da manifestação do amor de Deus”.É justamente esta atitude de “humildade e de proximidade”, esta volta ao essencial da fé cristã e à radicalidade evangélica, a marca que caracteriza estes primeiros seis meses. Uma atitude que dá a força e a credibilidade necessárias a mensagens como aquela em que pedia a paz na Síria, que deu lugar a um evento extraordinário, sem precedentes, como a vigília de 07 de setembro. Com o Papa que rezou durante quatro horas na Praça São Pedro, aos pés do ícone mariano “Salus Populi Romani” e depois na adoração eucarística.

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada no site Vatican Insider




Ex-luterano é ordenado sacerdote beneditino no Monte Sião.

Pe. Nikodemus, OSB.
Quando jovem, o pe. Nikodemus estava longe de imaginar que seria ordenado sacerdote da Abadia da Dormição. De origem alemã, ele nasceu numa família luterana. Aos 13 anos, junto com a mãe, converteu-se à Igreja Católica. O convite do Senhor a uma vocação monacal na Terra Santa ecoou desde aqueles tempos e o agora pe. Nikodemus entrou na abadia alemã do Monte Sião.

Acompanhado pela mãe, por muitos amigos alemães e por muitos religiosos da Terra Santa, Nikodemus recebeu a imposição das mãos e a unção com o santo crisma das mãos do bispo dom Shomali. Ele tinha feito a profissão solene em 2004 e fora ordenado diácono em 2009.

Momento da ordenação.
Na homilia, dom Shomali pediu do jovem padre muita atenção à tarefa que estava prestes a receber. É uma tarefa dupla: "santificar o povo cristão" e fazê-lo "em conformidade com o mistério da cruz do Senhor".

O pe. Nikodemus celebrou a primeira missa e assistiu ao concerto de canto gregoriano oferecido pelo Consortium Vocale Oslo na igreja de Santa Ana, em 16 setembro. Os oito coristas, sob a direção de Alexander Schweitzer, já tinham cantado para o pe. Nikodemus na sua ordenação e primeira missa.
O novo sacerdote permanece no mosteiro da Dormição, onde uma das suas missões é concluir o doutorado em teologia.

Sua primeira missa.




(Fonte: Patriarcado Latino de Jerusalém, 18/09/2013/ Tradução: ZENIT)

Retornando...

Depois de alguns meses parado (devido a uma série de eventos que exigiram muito de mim, como ordenação e mudança para a Itália...) Estamos de volta com nosso blog! 
Com a graça de Deus, organizaremos novas mudanças em nosso blog. Aguardem!!!



domingo, 14 de julho de 2013

Oração Oficial da JMJ Rio 2013.


Há 10 dias para o início da nossa JMJ, necessitamos intensificar nossas orações por este nosso evento: 


Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.


Amém!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

15º Domingo do Tempo Comum C.

Informações básicas:
- O Bom Samaritano.
- Oração – a luz da verdade para ser cristão.
- 1ª Leitura Dt 30, 10-14; Sl 68; Cl 1, 15-20; Lc 10, 25-37.

“Quem é o meu próximo?”


                EXPLICAR O SENTIDO DOS TRÊS SINAIS DA CRUZ E O SIGNIFICADO COM A 1ª LEITURA.
Ø  Pedimos a Deus que a força da mensagem de Cristo penetre a nossa mente, a nossa palavra e a nossa vida. Que Ele ilumine a nossa inteligência para compreendermos bem a sua mensagem; que possamos professar a nossa fé, por nossas palavras e agir de acordo com ela.

Todo mandamento da Lei de Deus é embasado no Amor. E tem como sua plenitude o Amor. Percebemos que cumprir os mandamentos de Deus está ao alcance de todo homem, se assim o desejar (1ª. Leitura). Pois, todos somos capazes de amar.
Hoje, um mestre da Lei faz uma pergunta a Jesus.  A resposta é óbvia: para alcançar a vida eterna é preciso amar a Deus e amar o próximo. Assim, o Evangelho sugere que essa vida plena não está no cumprimento de determinados ritos. O mestre da lei queria restringir o conceito de próximo, amar somente os seus, Jesus alarga a sua visão mostrando que o próximo é aquele que ama e é amado, amor efetivo e afetivo, que é ir ao encontro da necessidade do próximo. O “próximo” é qualquer um que necessita de nós, seja amigo ou inimigo, conhecido ou desconhecido, compatriota ou de outra nacionalidade qualquer. Como exemplo, apresenta-se a figura de um samaritano – um herege, um infiel, segundo os padrões judaicos, mas que é capaz de deixar tudo para estender a mão a um irmão caído na beira da estrada. “Vai e faz o mesmo” – diz Jesus a cada um dos que o querem seguir no caminho da vida plena.
Neste gesto do samaritano, a Igreja de todos os tempos (a comunidade dos que caminham ao encontro da vida plena, da salvação) reconhece um aspecto fundamental da sua missão: a de levantar todos os homens e mulheres caídos nos caminhos da vida. Quando amamos verdadeiramente, nos identificamos  com os outros, pois somos todos iguais, e vemos no outro o Cristo, pois é o primogênito de toda a Criação, a imagem de Deus que se faz carne, assim cumprimos toda a lei, pois amando o próximo aprendemos a amar a Deus a quem não vemos, essa é a humildade que nos ajuda a buscar verdadeiramente a Deus.



Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/

Comentários da Conferência  Episcopal Portuguesa: http://www.ecclesia.pt/cgi-bin/comentario.pl?id=698


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Conheça o Papa Francisco (em 4 minutos).



Este é um pequeno vídeo de um desenho animado (de 4:00 minutos). É um um projeto que alguns artistas gráficos  de Roma,  feito com o intuito de divulgar, de maneira criativa, a história do Papa Francisco. I vídeo foi feito em 15 línguas. Vale à pena assistir! 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Papa Francisco superou os sete milhões de seguidores em sua conta do Twitter.


O papa Francisco superou os sete milhões de seguidores em sua conta do Twitter (@pontifex), informou nesta terça-feira o Vaticano. Desses, mais de 2,7 milhões seguem a página em espanhol, idioma nativo do pontífice e que tem o maior número de seguidores.

A conta @pontifex foi aberta por Bento XVI no dia 12 de dezembro de 2012, para tratar principalmente dos conteúdos dos discursos do pontífice nas missas dominicais, das homílias e de suas reações a temas de projeção internacional. Durante o conclave que elegeu Bergoglio o novo papa, o perfil ficou desativado, sendo retomado posteriormente por Francisco. A página pode ser acompanhada em nove idiomas: inglês, português, alemão, árabe, espanhol, francês, italiano e polonês, além do latim.


Atualmente, o número de seguidores do pontífice que falam espanhol ultrapassa os 2 736 800. O inglês é o segundo idioma com maior número de usuários, 2 637 600, seguido do italiano (859 000), do português (424 400), do francês (153 400), do latim (119 000), do alemão (115 100), do polonês (96 700) e do árabe (68 200). O papa Francisco se comunica quase diariamente com os fiéis através da rede social.

Carta Aberta do Comitê Organizador Local da JMJ Rio – 2013.


Prezadas irmãs, Prezados irmãos, Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Em nome de todos os que diretamente estão envolvidos na preparação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), em nome dos que, genericamente, somos conhecidos como COL, Comitê Organizador Local, venho agradecer as participações fraternas que temos recebido em virtude de algumas escolhas feitas em relação a pontos específicos do grande conjunto que é a Jornada.
Ficamos alegres com o testemunho de zelo pelo Evangelho, com o decidido amor pela Igreja e com a preocupação com o risco de se profanar o que é sagrado. Partilhamos destas preocupações. Quem está diretamente envolvido nos planejamentos e nas opções, nem sempre consegue distanciamento necessário.
Graças a Deus, não estamos sozinhos. Temos nossos bispos. Temos o diálogo sincero, fraterno e eclesial com o Pontifício Conselho para os Leigos, organismo responsável, por parte da Santa Sé, na organização da Jornada. Temos os amigos que caminham conosco desde o início da preparação da Jornada. Temos assessorias não apenas técnicas, mas também pastorais. Temos, enfim e em meio a tudo isso, a graça de Deus a nos guiar.
Sabemos que, o atual momento da história humana é marcado por forte pluralismo, onde a variedade de modos de pensar e existir é fator, ao mesmo tempo, instigante e assustador. Sabemos também que, exatamente por ser um contexto profundamente plural, todos nós corremos o risco de considerar que nosso ponto de vista é o único. Isto vale para qualquer um que esteja vivo nestes dias em que tudo é tão diversificado, em que as posturas, opções e ações podem seguir Deus sabe lá quantos rumos.
O fato é que, a cada momento, somos chamados a fazer escolhas. E, ao preparar a Jornada, temos feito muitas escolhas. Estamos cientes de que outras pessoas fariam opções diferentes e que as nossas não são capazes de agradar a todos. Na verdade, nenhuma escolha o é.
Ao escolher, buscamos equilibrar, por um lado, o cuidado pela fidelidade ao Evangelho, e, por outro, a responsabilidade missionária. Na humana dificuldade por atingir o perfeito equilíbrio, seguimos o lema da JMJ Rio 2013, na direção da responsabilidade missionária, pois estamos certos de que os que já encontraram o Senhor são chamados a humildemente se curvar na direção dos que ainda não O encontraram. Os servos são chamados a seguir seu Senhor, que, “sendo rico, se fez pobre para a todos enriquecer.” (cf 2 Cor 8,9). À semelhança de seu Senhor, os servos não temem sair em busca de todos. Eles sabem que não podem se fechar em si mesmos (cf Filip 2,5ss). Quando nos fechamos em nossas particularidades, esquecemo-nos de que um dos nossos maiores testemunhos é exatamente a unidade. A intolerância ofusca o fascínio do Evangelho.
Quando olhamos para os patronos e intercessores da Jornada, lembramo-nos de que eles foram escolhidos porque, no seu tempo, encontraram grandes desafios para levar o Evangelho aos que ainda o desconheciam. Estes jovens santos mostraram, com suas vidas, o amor e a compaixão para com os que ainda precisam acordar para verdadeira felicidade.
A Jornada não exaure o conjunto de ações da Igreja com os jovens. Ela desperta os jovens para Jesus Cristo e desperta a Igreja, ainda mais, para os jovens. A Jornada Mundial da Juventude não se resume aos atos centrais, embora estes sejam o que mais se conhece e, por isso mesmo, os mais focalizados. Viver a Jornada exige participar de todo o seu conjunto na certeza de que um evento só será bem compreendido se vivido no conjunto dos demais.
Não julgamos quem quer que seja, pois nós mesmos nos consideramos pecadores, os primeiros a suplicar a misericórdia divina. Neste sentido, reiteramos o agradecimento pela preocupação com a Jornada e convidamos a estar conosco.

Monsenhor Joel
secretário executivo da JMJ Rio2013.


Solenidade de São Pedro e São Paulo

Formações básicas:
- O Martírio de São Pedro e São Paulo
- Oração –  Seguir os ensinamentos de São Pedro e São Paulo
- Leituras: At 12, 1-11; Sl 33; 2 Tm 4, 6-8.17-18; Mt 16, 13-19.


"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja!"

Na Solenidade de hoje, temos um texto evangélico similar ao que foi meditado no ultimo domingo (23-06). Porém, diferentemente, hoje somos chamados a meditar na profissão de fé do apóstolo Pedro.  Ele é Pedra pela proclamação de sua fé! Mas como podemos separar a fé da pessoa que a proclama? Por isso, Pedro se torna a Pedra da Igreja de Cristo, porque dá testemunho público de Jesus é Deus e homem.
Pedro foi o primeiro a proclamar a fé, e juntamente com Paulo que completa a corrida e guarda a fé, tornam-se esteio (coluna de sustentação) da Igreja de Cristo. Esse esteio não é somente pela proclamação, mas, pela vida: um pela cruz e o outro pela espada, testemunham (martyria) que Jesus é Deus.
Contudo, em nossa religião, o que consiste este termo: martírio? Segundo Santo Agostinho: “Não é a morte que, por si só, faz o mártir, mas a causa pela qual a pessoa for morta”. “Martírio” é a ação de quem sofre e dá testemunho da verdade cristã, marcada com o sangue, que alcança o sacrifício da própria vida. Qualquer homem ou mulher, e mesmo as crianças, podem ser mártires, diante de um sofrimento em que são triturados e são identificados com o Cristo, que é o “Mártir dos mártires”. O martírio cristão é uma experiência mística, a primeira atestada na história da Igreja e a primeira forma de santidade a ser venerada nela. 
A exemplo de Cristo, todo cristão é chamado a vivenciar o martírio. Seja ele cruento (derramando o sangue) ou branco (abraçando o sofrimento na vida). Entretanto, devido a nossa falta de fé que nos impede de resistirmos até o sangue na luta contra o pecado (cf. Hb. 12,4) nós o tememos em demasia. Necessitamos ter uma fé como a de Pedro e Paulo, e fazer de nossa vida um contínuo testemunho de que Jesus é Senhor.
Que esse martírio desses dois apóstolos nos seja hoje fecundo e possa levar a Igreja Católica hoje a testemunhar Jesus como o Filho de Deus, e todos possam bendizer verdadeiramente o nome de Deus. 

Fontes:
Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Importância do Óbolo de São Pedro.

No próximo domingo, 30 de junho, dia dedicado à Solenidade de São Pedro e São Paulo, será recolhida a coleta do Óbolo de São Pedro. Será que temos clareza da magnitude de tal coleta?
Em seu primeiro ano de pontificado, o Papa Bento XVI houve por bem pôr em relevo o significado particular do Óbolo com estas palavras:
«O “Óbolo de S. Pedro” é a expressão mais emblemática da participação de todos os fiéis nas iniciativas de caridade do Bispo de Roma a bem da Igreja universal. Trata-se de um gesto que se reveste de valor não apenas prático, mas também profundamente simbólico enquanto sinal de comunhão com o Papa e de atenção às necessidades dos irmãos; por isso, o vosso serviço possui um valor retintamente eclesial» (Discurso aos Sócios do Círculo de São Pedro, 25 de Fevereiro de 2006).
O valor eclesial do referido gesto resulta claro quando se pensa que estas iniciativas de caridade são conaturais à Igreja, como o Papa acenou na sua primeira Encíclica Deus caritas est (25 de Dezembro de 2005):
«A Igreja nunca poderá ser dispensada da prática da caridade enquanto atividade organizada dos crentes, como aliás nunca haverá uma situação onde não seja precisa a caridade de cada um dos indivíduos cristãos, porque o homem, além da justiça, tem e terá sempre necessidade do amor» (n.º 29).
Trata-se de uma ajuda que é sempre animada pelo amor que vem de Deus:
«Por isso, é muito importante que a atividade caritativa da Igreja mantenha todo o seu esplendor e não se dissolva na organização assistencial comum, tornando-se uma simples variante da mesma. (…) O programa do cristão – o programa do bom Samaritano, o programa de Jesus – é “um coração que vê”. Este coração vê onde há necessidade de amor, e actua em consequência» (Ibidem, n.º 31).
As ofertas que os fiéis dão ao Santo Padre destinam-se a obras eclesiais, a iniciativas humanitárias e de promoção social, e também para a sustentação das atividades da Santa Sé. E o Papa, enquanto Pastor da Igreja inteira, preocupa-se também com as necessidades materiais de dioceses pobres, institutos religiosos e fiéis em graves dificuldades (pobres, crianças, idosos, marginalizados, vítimas de guerras e desastres naturais; ajudas particulares a Bispos ou Dioceses em necessidade, educação católica, ajuda a refugiados e migrantes, etc.).
O critério geral, que inspira a prática do Óbolo, remonta à Igreja primitiva:
«A base primeira para a manutenção da Sé Apostólica deve ser constituída pelas ofertas dadas espontaneamente pelos católicos de todo o mundo, e eventualmente também por outras pessoas de boa vontade. Isto corresponde à tradição que tem origem no Evangelho (Lc 10,7) e nos ensinamentos dos Apóstolos (1 Cor 11,14)» (Carta de João Paulo II ao Cardeal Secretário de Estado, 20 de Novembro de 1982). 

Fonte: Website da Santa Sé.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Declarada morta, mulher dá à luz e revive...

            Erica Nigrelli, uma jovem professora norte-americana, colapsou em uma sala de aula às 36 semanas de gravidez, e seu coração deixou de bater. Um rápido atendimento médico conseguiu que seu bebê nascesse embora ela estivesse tecnicamente morta… até que minutos depois do parto voltou à vida.
Os fatos ocorreram em Missouri City, Texas, onde Erica trabalha na escola secundária Elkins. Conforme informa a rede Fox News, que esta semana difundiu a história, tudo ocorreu faz três meses quando a mulher de 32 anos estava com um colega de trabalho em uma sala de aula e perdeu o conhecimento.

"Aparentemente eu disse ‘me sinto muito frágil’ e abaixei a minha cabeça e essencialmente desmaiei", recordou Nigrelli. Seu marido, que também é professor no Elkins disse que se dirigiu à sala, abriu a porta "e Erica estava deitada no chão".

Os colegas de trabalho da Erica a socorreram com ressuscitação cardiopulmonar e um desfibrilador, conseguiram que ela resistisse até a chegada dos paramédicos que a levaram a toda pressa ao hospital.

A cesárea de emergência foi praticamente post-mortem, pois o coração de Erica não estava batendo. Depois de voltar para a vida, os médicos detectaram que Erica tinha um defeito cardíaco, por isso apesar de ter somente 32 anos lhe implantaram um marca-passo.

Sua filha, Elayna, tem atualmente três meses, pesa 4 quilogramas e em pouco tempo deixaria as ajudas respiratórias devido às sequelas de ter nascido nestas extremas circunstâncias.
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Acorda, gigante adormecido chamado BRASIL!

Sendo um blogue de cunho religioso, sempre evito abordar assuntos que envolvam a política de nosso país. Isto, a menos que seja algo que envolva a fé e a moral! Pois ainda somos a maior nação católica de todo o mundo e, neste sentido, não adianta baterem o pé e afirmarem que o “Estado é laico”. Porque a nossa Nação Brasileira não é.
Nos últimos dias, temos sido surpreendidos com esta “avalanche” de protestos... O que me faz
Caras-Pintadas, 1992.
recordar o Movimento dos Caras-Pintadas de 21 anos atrás (1992). Na época, era apenas um menino de 09 anos, mas me recordo perfeitamente do acontecido. Encontro semelhanças por dois motivos: primeiro, é um movimento de matiz estudantil (em sua maioria); naquele tempo, os estudantes faziam questão de rechaçar a participação de partidos políticos num sinal claro de que os partidos não davam conta das reivindicações (o quem acontecido hoje). Além disso, nossos jovens não lutam apenas contra um aumento de R$ 0,20 na passagem urbana (no caso de São Paulo), mas é algo bem mais profundo: a luta é contra a grande corrupção que existe entre nós desde a época do Presidente Fernando Collor de Melo (e quiçá já bem antes!).
Protesta-se contra um governo hipócrita e corrupto, que segue antigas táticas políticas de governo do Império Romano: Panem et circensis [ludos]  - Pão e circo (diversão)! Vemos que isso é tão real que posso até nominá-los: o “pão” dado se pode chama-lo de bolsa família, bolsa escola, vale gás, e tantos outros paliativos distribuídos “gratuitamente” pelo nosso governo. Já o “circo” é cada uma das megaestruturas bilionárias montadas para Copa do Mundo (apesar de que esses estádios ficarão inutilizados após o fim da Copa). Tudo isso, enquanto nosso povo sofre. Onde cada brasileiro é obrigado a trabalhar quatro meses ao ano somente para pagar impostos e, jamais verá tais tarifas revertidas em benefício da população.
Por isso, há quem diga que “o Gigante (chamado BRASIL) acordou!” Nosso Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer disse*, nesta terça-feira (18-06), ver de maneira muito positiva as
manifestações que têm ocorrido nos últimos dias em diversas cidades do país, classificadas por ele como “o despertar de uma nova consciência política, sobretudo dos jovens”. Disse ainda: “se estas manifestações tiveram início no protesto contra o aumento dos bilhetes de transporte urbano, em seguida elas tomaram orientações várias, e trouxeram à pauta a questão da saúde, da educação, da segurança, a questão das despesas com a Copa do Mundo, as Olimpíadas, das despesas também com o custo da corrupção no Brasil. Elas estão se tornando o momento de dar voz a muitas preocupações latentes no meio da população, muitos anseios e muitas necessidades que não estão sendo devidamente atendidos”.  

Lembremos as palavras do Profeta Malaquias: os lábios do sacerdote guardam a sabedoria (Ml. 2,7). Que as palavras deste nosso Cardeal possuam em si essa sabedoria que vem do Altíssimo. Rogo a Deus que todos esses protestos realizados nestas semanas tragam a tão sonhada renovação e mudança política que tanto precisamos em nossa querida nação brasileira!

* Fonte: G1 Notícias


domingo, 16 de junho de 2013

Homilia do 11º Domingo do TC, C.

Informações básicas:
- Perdoada porque amou muito
- Oração –  Dai-nos vossa graça para poder agir conforme a vossa vontade.
- Leituras: 2 Sam 12, 7-10.13; Sl 31; Gl 2, 16.19-21; Lc 7, 36-8,3.
“Porque o amor apaga uma multidão de pecados” (1 Pd 4, 8).

“Àquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”.

O texto evangélico proposto para a liturgia de hoje é situado na primeira parte do Evangelho de S. Lucas. Onde Jesus coloca me prática seu "programa de vida", isto é,  a sua missão como “anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e mandar em liberdade os oprimidos” (cf. Lc 4,16-30). 
Este episódio, onde temos a pecadora perdoada, põe em evidência um tema caro a Lucas: a misericórdia de Jesus frente àqueles que necessitam de libertação. A ação da mulher (o choro, as lágrimas derramadas sobre os pés de Jesus, o enxugar os pés com os cabelos, o beijar os pés e ungi-los com perfume) é descrita como uma resposta de gratidão, como consequência do perdão recebido (v. 47). A parábola que Jesus conta, a este propósito (vv. 41-42), parece significar não que o perdão resulta do muito amor manifestado pela mulher, mas que o muito amor da mulher é o resultado da atitude de misericórdia de Jesus: o amor manifestado pela mulher nasce de um coração agradecido de alguém que não se sentiu excluído nem marginalizado, mas que, nos gestos de Jesus, tomou consciência da bondade e da misericórdia de Deus. Por isso, diante da abertura amorosa da mulher, o perdão é dado e assim ela é reabilitada em seu amar e em sua vida.
A outra figura central deste episódio é Simão, o fariseu (hipócrita).  Jesus procura fazê-lo entender que só a lógica de Deus – uma lógica de amor e de misericórdia – pode gerar o amor e, portanto, a conversão e a vida nova. Jesus empenha-se em mostrar a Simão que não é marginalizando e segregando que se pode obter uma nova atitude do pecador; mas que é amando e acolhendo que se pode transformar os corações e despertar neles o amor: essa é a perspectiva de Deus. O perdão não se dá a troco de amor, mas dá-se, simplesmente, sem esperar nada em troca. 
Na primeira leitura, Davi instrumentaliza uma vida (uma mulher) para seu bel-prazer e ainda, entrega à morte um inocente. E Depois age com hipocrisia diante de Deus. O hipócrita usa uma "máscara" constantemente e, por fim, acaba crendo no seu próprio fingimento (fato este, que nem sempre é consciente!). A hipocrisia é um veneno para nossa alma. É diante do Senhor que todas as nossas máscaras devem cair! Foi exatamente o que Davi fez e obteve o perdão. E com o perdão de Deus experimentou verdadeiramente o Seu amor. Nós todos somos convidados a nos abrir à obra salvadora de Cristo e abrir-nos à sua entrega na Cruz para que Ele viva em nós, e como ícones de seu amor, com Ele pregados na Cruz, demonstrar por nossos atos e nossas palavras a sua presença amorosa. Pois seremos julgados, não a partir do que fazemos (esforço pessoal), mas seremos julgados a partir da medida com que amamos. E com este olhar de misericórdia, somos convidados a aderir à “lógica” de Deus: Ele não pactua com o pecado, mas manifesta uma misericórdia infinita para com o pecador. É esta a nossa “lógica” quando alguém nos magoa ou ofende? (nos questionemos quanto a isso!).
Quando agimos com misericórdia, à semelhança do Senhor, ele também usa de misericórdia para conosco (cf. Tg. 2,13). E obtendo o perdão de Deus é que encontraremos nossa felicidade, como o salmista nos diz: é feliz o homem que foi perdoado.


Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/
Comentários da Conferência  Episcopal Portuguesa:  http://www.ecclesia.pt/cgi-bin/comentario.pl?id=690


domingo, 26 de maio de 2013

Solenidade da Ssma. Trindade, C.

Informações básicas:
- Deus Uno e Trino
- Oração – a verdadeira fé: reconhecer a glória da Trindade e adorar a Unidade
- Leituras: Pv. 8, 22-31; Sl. 8; Rm. 5,1-5; Jo 16, 12-15.

"Tudo o que o Pai possui é meu".

A liturgia de hoje nos faz refletir sobre o dogma de fé na Trindade. Pai, Filho e Espírito Santo: Único Deus, mas não solitário. Uma única divindade em Três Pessoas distintas. Lembremos da frase de santo Atanásio (séc. IV):
"Ora, a nossa fé é esta: cremos na Trindade santa e perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; nela não há mistura alguma de elemento estranho; não se compõe de Criador e criatura; mas toda ela é potência e força operativa; uma só é a sua natureza, uma só é a sua eficiência e ação. O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo; e deste modo, se afirma a unidade da Santíssima Trindade. Por isso, proclama-se na Igreja um só Deus, que reina sobre tudo, age em tudo e permanece em todas as coisas (cf. Ef. 4,6)".
Contemporaneamente a santo Atanásio, santo Agostinho afirmava que se poderia dizer que o Pai é o Amante, o Filho é o Amado, e o Espírito Santo o Amor.

O Filho, também conhecido como a Sabedoria Encarnada, como lemos na primeira leitura de hoje, é o grande Arquiteto do universo. Tudo fez em harmonia (comunhão) com o Pai no Amor (ES). Assim, como santo Atanásio nos transmite acima: Deus é Unidade indivisível. Essa Unidade é algo tão profundo, que Jesus chega a declarar: "tudo o que o Pai possui é meu", pois ele, Jesus, está inteiramente no Pai.
Assim, como Jesus diz no Evangelho de hoje, Deus quer revelar à Humanidade seu grandioso plano/projeto de amor. É através de Jesus (da sua humanidade) Deus quer abrir para nós a sua vida divina. Esta novidade/Boa Nova da salvação nos deixa boquiaberta, e nos faz exclamar como o salmista: "Senhor, que é o homem,  para dele assim vos lembrardes  e o tratardes com tanto carinho?” (sl. 8). Assim, compreendemos a profundidade da segunda leitura, onde são Paulo afirma aos Romanos que é por meio de Jesus que o Amor de Deus foi derramado sobre nós. Logo, o nosso futuro, nossa felicidade é participar da vida divina, é estar com o Pai por meio de Jesus no Espírito Santo!

Pensamos que possuímos o Amor de Deus em nós, o Espírito Santo já a partir de nosso batismo. Amor esse que precisa transbordar de nós e alcançar nossos semelhantes e irmãos na fé. Pois Deus é Unidade, Comunhão, e Fraternidade!

Pergunta: Se possuímos de fato o Amor de Deus em nós, o que temos feito com Ele? Temos nos deixado guiar por esse Amor (ES)?


Fontes:
Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/

Ofício de Leituras-Solenidade da Ssma. Trindade:  <http://liturgiadashoras.org/oficiodasleituras/santissimatrindade.html
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