quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ana Paula Valadão se explica sobre a polêmica em vídeo (2010).

      Alguns anos atrás, fiquei indignado contra o vídeo da postagem intitulada: Cantora evangélica profetiza "onda de avivamento" na Ig. Católica. O que em muitos blogs se chamou: "Cantora evangélica profetiza a queda da Ig. Católica". O que não o correu de fato. Ela (Ana Paula Valadão Bessa) não menciona a palavra "queda". O que ela vem explicar no vídeo abaixo. Mas de fatoprega que nós somos praticantes de uma adoração a Maria ("mariolatria"), o que é uma inverdade. Pode haver desvios na fé autêntica, mas não podemos condenar o todo, por causa de alguns (que em sua maioria são ignorantes e sem a devida catequese). Se assim fosse, poderíamos dizer que todos os pastores evangélicos são ladrões, só porque alguns usam de má fé para com as pobres ovelhas. 

Infelizmente, são essas tolices que atrapalham o autêntico ecumenismo. 


3º Domingo do Tempo comum C.


Informações básicas:
- A Escritura se cumpre.
- Oração – frutificar em boas obras.
- Leituras: Ne 8,2-6.8-10; Sl 18b; 1 Cor 12,12-30; Lc 1,1-4;4,14-21.

"Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura..."

Neste 3º domingo comum, somos chamados a meditar sobre o cumprimento da Escritura. No Evangelho, Lucas inicialmente faz seu "prólogo". O essencial ali contido é que ele se baseia quase que inteiramente no que ouviu das "testemunhas oculares" (que estiveram com o senhor Jesus) para daí escrever sua obra.

Lucas faz uma dedicatória a "Teófilo" -> esse seria um cristão recém-convertido a fé, com o objetivo de fortalecê-lo na fé que abraçara.
TEÓFILO = amigo de Deus. Os escritos de Lucas também são destinados a todos nós que queremos a amizade de Deus!

Lucas, em sua obra, parte dos fatos da vida e da missão de Jesus. Missão essa que se deu a partir do fato que nos é narrado em seguida: Jesus na sinagoga de Nazaré.

SINAGOGA = casa de reunião, lá havia oração, cantos e ensinamentos. Situava-se em lugares longe do Templo. É o LUGAR DO CULTO DA LEI. No centro da sinagoga está a Arca da Torá (a Lei, os cinco primeiros livros da Bíblia). Essa Arca da Torá é para o judeu o lugar mais sagrado da sinagoga. E até os dias de hoje em todos os sábados eles fazem como nos foi descrito texto evangélico que lemos na liturgia de hoje.

Jesus lê o texto do profeta Isaías, isto é, "a síntese da missão do Messias (Ungido = Cristo).
Ele lê de pé = prontidão;
Ensina sentado = posição do mestre, que tem autoridade.

Jesus, ao afirmar que a Escritura se cumpre hoje, nos diz duas coisas:

·         "Sou o Ungido de Deus";
·         "Chega para vocês o 'Ano da Graça do Senhor'".

Proclamar a Boa-Notícia aos "pobres" -> não só os desprovidos materialmente, mas a todos os homens e mulheres. Pois todos somos carentes de algum modo!

 Jesus proclama que a Palavra se cumpre, todos tinham os olhos fixos nele, pois dele vem palavra e vida.
É pela Palavra de Deus, que temos vida e salvação. Portanto, sigamos a ordem de S. Tiago: sede praticantes da Palavra, e não meros ouvintes, enganando-vos a vós mesmos (Tg. 1,22).  O povo (na 1ª leitura) chora por que no Exílio que estavam se esqueceram da Lei de Deus, deixando de cumpri-la.


Assim também Esdras proclama que o povo deve ficar alegre. Pois naquele Hoje a salvação da liberdade do Exílio acontecia. Da mesma forma nós em Liturgia (que se situa no Kairos, o tempo de Deus), neste momento da História da Salvação, como Corpo de Cristo, como Igreja, segundo São Paulo (2ª leitura) queremos experimentar que a Palavra de Deus é viva e eficaz e nos traz Salvação no Hoje Litúrgico,  e assim não somente saber, mas conhecer  por experiência, que a Lei do Senhor é perfeita e o único conforto para a alma. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O rosário não é uma oração velha e inútil!


“A oração é como o amor: as palavras são abundantes a princípio, as discussões são para os primeiros tempos. Depois se silencia e passam a entender-se com poucas palavras, quase de modo monossílabo. Nas dificuldades é suficiente um gesto, um olhar, um nada: se basta amar.

Logo, vem o tempo em que a palavra e muito e a meditação é cansativa, quase impossível. É o tempo da oração da simplicidade, tempo no qual a alma se entretém com Deus num olhar simples, amoroso, mesmo que as vezes é acompanhado de aridez e sofrimentos.

Neste período se floresce a considerada “oração litânica” (ou jaculatória) isto é, repetições de modo infinito de idênticas expressões pobre de palavras, mas ricas, muitíssimo ricas de conteúdo.
‘Ave-Maria... Ave-Maria...!’ ‘Jesus Vos amo... ’ ‘Senhor tende piedade de mim...!’.

É estranho como nesta oração litânica, monótona, simples, a alma  encontra seu aconchego, quase como se fosse o regaço de seu Deus. É o tempo do rosário vivido e amado como uma das mais sublimes e inspiradas orações.
Frequentemente, em minha vida de europeu, tive oportunidade de assistir ou tomar parte em discussões animadas sobre os pros e contras do rosário. Mas, ao fim, jamais estive plenamente satisfeito. Não estava em condições para compreender a fundo esta maneira de rezar.
 ‘É uma oração meditada’, alguém dizia. Bom! Então, os jovens têm razão de se lamentar pelas distrações que ocorrem na meditação desses mistérios nessas repetições inúteis de dez Ave-Marias. Anunciem o mistério e me deixem pensar.
‘Não é uma oração de louvor’, diziam outros. É necessário pensar naquilo que se diz, palavra por palavra. Mas é impossível! Quem é capaz de recitar cinquenta Ave-Marias intercaladas por cinco apresentações dos mistérios, sem perder o fio (da “meada”)? Preciso confessar que, em minha vida, mas mesmo me esforçando as vezes, jamais consegui recitar um terço sem me distrair. E então?

E então foi no deserto (na vida eremítica) que compreendi que aqueles que discutem – como eu discutia desse modo – sobre o rosário ainda não compreenderam a alma dessa oração.
O Rosário é como o eco de uma onda que atinge a costa, da praia de Deus: ‘Ave-Maria... Ave-Maria... Ave-Maria...’”.

Texto de autoria de Fratel Carlo Carretto.
 Tradução do original em italiano: Diácono Henrique Maria, sjs. 

domingo, 20 de janeiro de 2013

“Houve um casamento em Caná da Galileia...” (Homilia do 2º domingo do TC -C).

 - Leituras: Is 62, 1-5; Sl 95; 1 Cor 12, 4-11; Jo 2,1-11


“Houve um casamento em Caná da Galileia...”



O Evangelho que nos é proposto pela liturgia de hoje é muito rico de símbolos e significados. O seu contexto é esponsal, um casamentoO matrimônio é paradigma tangível de todo e qualquer amor. Ele implica um compromisso,  uma aliança.

 A Aliança entre Deus e seu povo foi muitas vezes descrita como um casamento, pois é um símbolo frequente do amor de Deus pelo seu povo eleito:
Como o jovem que se casa com uma jovem, assim teu criador se casará contigo. Mais que um recém casado, feliz com a esposa, contigo estará feliz o SENHOR (Bíblia CNBB, Is. 62,5  - 1ª leitura).

O significado do vinho:
  • Alegria: o vinho alegra o coração do homem (Sl. 104, 16);
  • Amor esponsal:  (...) exultemos e alegremo-nos contigo, celebrando teus amores, melhores que o vinho (Ct. 1, 4);
  • O Espírito Santo: Estes aqui não estão embriagados, como podeis pensar(...).  Está acontecendo o que foi anunciado pelo profeta Joel: ‘Nos últimos dias, diz o Senhor, derramarei do meu Espírito sobre toda carne... (At. 2, 15-16).


Neste contexto do casamento, vemos a união do Messias com a sua Igreja. Pois Jesus manifesta sua messianiedade ao transformar água em vinho, a Aliança é caracterizada pela transformação interior do ser humano (significado das seis talhas). Com a "abundância" de vinho, Jesus inaugura uma nova época, o seu tempo messiânico, isto é, o Reino de Deus.

É Jesus que traz esse vinho novo às nossas vidas, esse vinho é o Espírito Santo de Deus. É ele quem opera a transformação no nosso interior e se manifesta por meio dos dons da Aliança, também por ele distribuídos.

Os dons carismáticos, elencados por São Paulo na segunda leitura, são sinais da transformação ocorrida no ser humano. Paulo descreve apenas nove, mas poderiam ser muito mais. E na diversidade de dons e ministérios, esse Espírito nos une como Igreja e nos faz ser Povo/Família de Deus. Pois tudo fazermos devemos fazer em um mesmo Espírito (cf. I Cor. 12,11 - 2ª leitura).

A falta de vinho:
Antigamente as festa de casamento não eram como as  que temos hoje em dia. Isto devido as diferenças culturais e (que são enormes!). O casamento envolvia uma série de preparativos, que iam desde o contrato de casamento (entre as famílias dos nubentes), a cerimonia do noivado até a longa preparação que havia no dia do casamento. Além disso, a festa de um casamento judaico no tempo de Jesus durava até sete dias (cf. Jz. 14, 17).

O faltar o vinho era interpretado como um acontecimento trágico e vergonhoso para os noivos.

Em nossa vida espiritual, nos vem a faltar o vinho quando nós entristecemos o Espírito Santo (cf. Ef. 4, 30), por meio de uma vida de pecado e de desprezo de Deus.

Um sábio conselho para que jamais nos venha faltar o vinho do Espírito nos é dado pela Virgem Maria: Fazei o que ele vos disser (Jo. 2, 5). E Jesus não nos pede nada além de AMAR: ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo! (cf. Mt. 22, 34-40).

Assim, continuaremos sempre unidos no Espírito Santo, como Igreja, a Esposa do Cordeiro. Que a alegria matrimonial nunca desapareça do nosso ser e para sempre cantemos o canto novo (cf. Sl. 95), numa vida nova que louva a Deus.


Fontes:

Texto auxiliar: Bíblia da CNBB <http://www.pr.gonet.biz/biblia.php>;
Notas exegéticas de estudo: Bíblia do Peregrino;
Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/

sábado, 19 de janeiro de 2013

"Maria pode salvar alguém???" Dúvida de um leitor... (Parte 03 - final).

Ainda em resposta ao nosso leitor evangélico Gustavo:


·         O seu último questionamento: teria Jesus desrespeitado Maria fazendo pouco caso dela com aquela pergunta? (QUEM É MINHA MÃE? – Mt. 12, 48). Este texto citado por nosso leitor questionador evangélico e um dos mais controversos da Exegese bíblica. Atualmente vigoram duas posições (que não são rígidas ou fixas!). A primeira seria a interpretação protestante de que Jesus estaria desmerecendo a sua Mãe, em detrimento do atendimento do povo. Estaria ele, sendo Deus e autor dos Dez Mandamentos desrespeitando o quarto mandamento que diz: Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias terra que o Senhor, teu Deus, te dá (Ex. 20,12)? Evidentemente que não! Nós católicos não aceitamos esta interpretação escriturística. Ao invés disso, podemos interpretar o citado texto de outro modo: Jesus estaria exortando e orientando à multidão de como proceder para agradar a Deus, como a sua Mãe. Como? Fazendo a vontade de Deus. Pensamos que Jesus exaltava diretamente os seus discípulos (que estavam presentes na ocasião) e indiretamente exaltava a sua Mãe (que estava fora do local).

Como podemos notar, é bastante complexa e controversa a interpretação destes textos. Qualquer um que leia a bíblia e saia tirando interpretações subjetivistas pode acabar realmente confuso.

CONCLUSÃO: O católico que pratica a sua fé deve ser movido pelo Espírito Santo de Deus pra que se aprofunde cada vez mais em sua fé. Lembremo-nos da parábola do semeador (Mt. 13, 1-23), e deixemos que nossa fé aprofunde suas “raízes” em “terra boa” do nosso coração! O mau católico aceita tudo o que lhe é dito, se questionar e depois, percebe que sua fé não cresceu. Já o bom católico é aquele que vive um questionamento sadio daquilo que lhe é apresentado; não é “vaquinha de presépio!” Neste ano que já vivenciamos o Ano da Fé, somos convidados pelo Santo Padre a aprofundar a nossa fé e aprender a vivê-la de modo que se torne um testemunho público: (...) também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. E ainda acrescenta: a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. (Porta Fidei, 07).

 Queridos irmãos, no mundo de hoje, não dá mais pra vivermos uma fé infantil. Lembremo-nos das palavras da Cartas aos Hebreus: Não vos deixeis extraviar por qualquer espécie de doutrina estranha! (Hb. 13,8). Há muitos por aí que pregam em nome de deus, mas esse não é o nosso Deus. O que foi anunciado pelo seu Filho Jesus, o Cristo.

Ao leitor Gustavo, eu só tenho a lamentar por você não ter encontrado a Verdade plena na Igreja Católica. E lamento por você ter a mente não fechada a ponto de realmente julgar e criticar a Virgem Maria e condenar a nós católicos (que você disse que não faria!). Você está longe de ser um verdadeiro evangelizador! Tente evangelizar os que não conhecem a Jesus e o seu Evangelho, o que é diferente de tentar confundir os que já estão no Caminho! Saiba que Maria não é e nunca foi “uma mulher qualquer”, como você se refere a ela. Ela é portadora do título maior e mais excelso que uma mulher poderia receber: é a Mãe de Deus! Pois Jesus não é simplesmente o Verbo travestido de carne. Mas o Verbo feito homem. Se você perdeu o seu respeito por ela, ao menos respeite o seu divino Filho que a tanto amou e a honrou, como um bom judeu que era. Maria realmente não pode salvar ninguém, mas ela sempre, como boa Mãe, nos aponta para a salvação. Ela afirma sempre: Fazei tudo o que ele vos disser! (Jo. 2,5).

"Maria pode salvar alguém???" Dúvida de um leitor... (Parte 02).

Ainda em resposta ao nosso leitor evangélico Gustavo:

Agora, passemos aos aspectos doutrinais (teológicos) que nosso leitor menciona em seu depoimento:

·         “Como ela poderia ser ‘mãe de Deus?’”
Crer na maternidade divina de Maria é algo muito antigo no Cristianismo. É o dogma que encontra mais consenso entre as Igrejas cristãs, pois tem base bíblica e foi formulado no Concílio de Éfeso, no ano 431 d.C. Para a Igreja ortodoxa, “Theotókos (Mãe de Deus) não é um título opcional de devoção, mas a pedra de toque da verdadeira fé na encarnação. Negá-lo é colocar em questão a unidade da pessoa de Cristo como Deus encarnado” (K. Ware). A pessoa e a vocação de Maria só podem ser compreendidos no contexto cristológico. E porque se reverencia a Cristo como O Senhor, no mistério da criação, redenção e recapitulação, considera-se Maria a Mãe de Cristo Nosso Deus, como também a mãe universal, de toda a humanidade, doadora de vida para toda a criação. Ou seja, se você duvida que Maria seja Mãe de Deus, você também duvida que Jesus seja realmente Deus!

A posição dos “reformadores” protestantes: Lutero aceitava atribuir a Maria o título de “Theotokos” (literalmente: “parturiente de Deus”. E a “fórmula da concórdia” da Igreja luterana, em 1557, diz: “nós cremos, ensinamos e confessamos que Maria é justamente chamada Mãe de Deus e que o é verdadeiramente”. Posição semelhante assume Zwinglio: “Maria é justamente chamada, ao meu ver, genitora de Deus, Theotókos”. Já Calvino prefere falar de “Mãe de Nosso Senhor” (Cristotókos).
 Hoje, os teólogos reformados que aceitam o título Theotókos insistem que a maternidade divina de Maria deve ser que ser compreendida exclusivamente em relação a Jesus; não como privilégio humano, mas sim fruto da Graça de Deus. E que não se considere Maria como uma deusa.
Você, caro Gustavo, se for membro de uma igreja evangélica (que é diferente das protestantes tradicionais) deve ter realmente muitas dúvidas quanto à doutrina comum às Igrejas cristãs. Pois cada vez mais os ditos “evangélicos” têm se distanciado do Cristianismo. Muitos até possuem práticas semelhantes às judaicas (como guardar o sábado, ao invés do domingo, Dia do Senhor, etc...). Tudo isso, porque querem reinventar o que já existe.
A parte da Ave Maria que você passou a ter tanto receio de pronunciar, por ser algo “polêmico”, é fruto da devoção popular. Aconselho-lhe a dar uma olhada em nossa última postagem: Como surgiu a oração da Ave-Maria...

·         “Como ela (Maria) poderia rogar por alguém?”
Lhe conto algo muito importante: no Credo que professamos todos os domingos nas Celebrações litúrgicas possui um artigo: “Creio na Comunhão dos Santos”. Na terminologia paulina encontramos a expressão CORPO DE CRISTO (cf. I Cor. 12, 12-14;  Rm. 12,5;  Ef.  3,6; 5,23, e Cl.  1,18 e 1,24). E mais tarde, foi acrescentado o adjetivo: MÍSTICO. Assim, chamamos a Igreja com Corpo Místico de Cristo. Como um corpo possui muitos membros, assim também é a Igreja de Cristo.

Cremos por este dogma da comunhão dos santos que os fiéis, através da fé em Cristo e do sacramento do Batismo, são partes da Igreja e membros deste Corpo único, místico, inquebrável e divino, cuja cabeça invisível e divina é o próprio Cristo e a cabeça visível ou terrena é o Papa. Este nome é assente também na crença de que os fiéis são unidos intimamente a Cristo, por meio do Espírito Santo, sobretudo na Eucaristia. Assim, no altar de Deus, toda a Igreja é beneficiada: A Igreja militante (que somos nós aqui na terra, que estamos a caminho), a Igreja padecente (que expia suas penas no purgatório para que possam entrar devidamente preparados no Reino de Jesus) e a Igreja triunfante (que já se encontra na presença sublime do Santo dos santos, o próprio Deus). Afirmo que há uma ligação entre terra e céu, graças a esta comunhão dos santos. Pois o Corpo está unido, graças a vontade de Deus.

E na comunhão podemos dizer que exista a intercessão dos santos. O Catecismo da Igreja Católica afirma no nº. 2635: Interceder, pedir em favor de outro, desde Abraão, é próprio de um coração que está em consonância com a misericórdia de Deus. No tempo da Igreja, a intercessão cristã participa da de Cristo; é a expressão da comunhão dos santos. Na intercessão, aquele que ora "não procura seus próprios interesses, mas pensa, sobretudo nos dos outros" (Fl 2,4) e reza por aqueles que lhe fazem mal. Logo, nós católicos não renunciamos a única mediação válida na Escritura, como você mesmo citou: I Jo. 2, 1.



Continua. Parte 3.

"Maria pode salvar alguém???" Dúvida de um leitor... (Parte 01).


Caríssimos leitores de nosso blog,

Recentemente recebi este longo comentário em uma de minhas postagens que faço questão de reproduzir e, depois abaixo, faremos uma reflexão, a pedido deste nosso leitor evangélico:

"POR FAVOR, PEÇO A TODOS OS CATÓLICOS QUE LEIAM COM BASTANTE ATENÇÃO A MENSAGEM ABAIXO, E ENTENDAM COM CARINHO A PALAVRA, NÃO ESTOU AQUI PARA JULGAR NEM PARA CRITICAR. MAS SIM, PARA PREGAR O EVANGELHO DE CRISTO!

Antes de mais nada, gostaria de dizer que eu tenho 31 anos de idade, fui criado na igreja católica induzido pelos meus pais desde criancinha, ia as missas, fiz vários anos de catequese ou catecismo, mas quando eu tinha a idade de 20 anos a palavra de Cristo se concretizou na minha vida, sabem qual é essa palavra? João 8:32 “e conhecereis a verdade, e verdade vos libertará”.
…Passado um tempo caminhando verdadeiramente na presença de Cristo e aprendendo através do evangelho eu parei para refletir em uma coisa que no passado (como católico) eu repetia muito um trecho polêmico de uma reza, vou descrever entre aspas ” santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte Amém ”.

Bom agora eu vou falar a verdade através da palavra de Deus, como ela poderia ser mãe de Deus se está escrito em Ap.  22:13 “Eu sou o Alfa e o Ômega,o Principio e o fim,o Primeiro e o Derradeiro.??? 
Também como ela (Maria) poderia rogar por alguém se está escrito em 1João 2:1 “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.” Ahhh!
E tem também outro detalhe importante, está escrito em Mateus 12:47-50 “E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora sua mãe e seus irmãos, que querem falar-te. Porém ele, respondendo, disse ao que lhe falara: QUEM É MINHA MÃE? E quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus, este é meu irmão, e irmã, e mãe. CONCLUSÃO: teria Jesus desrespeitado Maria fazendo pouco caso dela com aquela pergunta? (QUEM É MINHA MÃE?)
Na verdade ela foi uma pessoa como outra qualquer, falha, pecadora e que foi usada como um instrumento por Deus em um momento em que ela ainda era virgem, para concluir o propósito divino para que o Verbo se fizesse carne, e ela não pode salvar ninguém. Pois SÓ JESUS SALVA, e ela não pode interceder por ninguém, pois, SÓ JESUS INTERCEDE, e ela não tem poder e nem autoridade nem nos céus e nem na terra, mas somente Jesus somente Jesus tem esse poder e essa autoridade. REFLITAM SOBRE ISSO.
E peço ao moderador, por favor, publique esta mensagem, lembre-se do que eu escrevi nas primeiras linhas com letra maiúscula! 
Gustavo Tavares.
NOSSA REFLEXÃO:

Caro Gustavo,
Percebi pelo seu discurso, até inflamado, o zelo e amor que você deseja defender a todo custo a honra, a soberania e a glória do Senhor Jesus.

Entretanto, no mesmo discurso acima, percebi alguns equívocos, elencados por você mesmo e que fiz questão de destacar (com negrito e sublinhado):

·         Você disse que não vem julgar nem criticar. Pois bem, acaba de julgar e criticar a fé que você recebeu de seus pais e renegou, sem conhecê-la verdadeiramente!

·         Sua afirmação: “fui criado na igreja católica, induzido pelos meus pais desde criancinha.” Pois bem, quando os pais educam os filhos na que praticam, não “induzem” os mesmos a algo. Isto é a herança ou legado que eles lhe transmitiram. Infelizmente você não soube acolher e viver. O que prova que você é livre, como para aceitar ou renunciar a fé e a salvação. Quero parabenizar esses seus pais, pois diante de Deus eles fizeram o melhor por você. Além do mais, se hoje você se diz cristão, deve isso a eles, pois “desde criancinha” você já ouvia falar de Jesus.
É uma graça ter crianças na s. Missa!

Continua. Parte 2.

Compêndio de Mariologia


Foi lançado por Ed. Paulinas e Ed. Santuário o livro “Maria, toda de Deus e tão humana. Compêndio de Mariologia”. Cujo intento do autor “é partilhar de forma clara, simples e sintética os principais elementos da mariologia contemporânea, nos seus três grandes blocos: Maria na bíblia, nos dogmas e no culto cristão”. 

Para maiores informações, acessem o blog de Mariologia do autor: Maria Mãe nossa e companheira na fé, de Afonso Murad. 


Como surgiu a oração da Ave-Maria?


Encontrei este texto e achei muito útil reproduzi-lo aqui:

A Ave Maria é a prece mariana por antonomásia. Para se chegar à formulação da Ave Maria atual, foi necessário percorrer um caminho de muitos séculos.

Essa oração é composta de duas partes. A primeira consta de uma dupla saudação extraída do Evangelho:

1 – A saudação do Arcanjo Gabriel, enviado por Deus a fim de anunciar a divina maternidade de Maria: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28);

2 – A saudação de Santa Isabel, prima de Nossa Senhora, que, inspirada pelo Espírito Santo, proclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre” (Lc 1, 42). A essas duas saudações foram acrescidas duas palavras para que elas fossem mais distintamente enunciadas (Maria, Ave-Maria...) e Jesus (de teu ventre, Jesus).

            A segunda parte da oração contém uma súplica.
Os teólogos apresentam diversas razões de conveniência para que a Anunciação a Maria Santíssima tenha sido feita por um anjo. Dentre elas, duas podem ser aduzidas:

1 – Como a virgindade é conatural aos anjos, foi conveniente que um deles recebesse a missão de fazer esse anúncio a Maria, a qual, vivendo em carne, levava uma vida verdadeiramente angélica (cfr. Santo Tomás de Aquino, Suma teológica, III, q. 30, a, 2, c.);  

2 – O anjo — e não o homem, maculado pelo pecado original — era o legado mais apto e conveniente para ser enviado à puríssima Virgem, isenta, como os anjos, de toda a culpa.

Quando começaram os primeiros cristãos a saudar a Santíssima Virgem com as palavras do anjo ou de Santa Isabel? Provavelmente, quando tiveram em mãos o Evangelho de São Lucas.

O primeiro documento escrito em que aparece o uso da saudação do anjo é a Homilia de um certo Theodoto Ancyrani, falecido antes do ano 446. Nela é explicitamente afirmado que, impelidos pelas palavras do anjo, dizemos: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.

Quanto à saudação de Santa Isabel, aparece ela unida à do anjo por volta do século V. As duas saudações conjugadas já se encontram nas liturgias orientais de São Tiago (em uso na Igreja de Jerusalém), de São Marcos (na Igreja Copta) e de São João Crisóstomo (na Igreja de Constantinopla).

Na Igreja latina, entretanto, as referidas saudações aparecem pela primeira vez unidas aproximadamente no século VI, em obras de São Gregório Magno.

O nome Maria foi acrescentado às palavras do anjo, no Oriente, por volta do século V, segundo parece, na liturgia de São Basílio; no Ocidente, porém, parece que isto ocorreu aproximadamente no século VI, figurando numa das obras de São Gregório Magno, o Sacramentário Gregoriano.

O nome Jesus foi acrescido às palavras de Santa Isabel provavelmente um século depois, no Oriente, figurando pela primeira vez em certo Manual dos Coptas, talvez no século VII; no Ocidente, todavia, o primeiro documento que registra o nome do Redentor é a Homilia III sobre Maria, mãe virginal, de Santo Amedeo, Bispo de Lausanne (Suíça) (aproximadamente em 1150), discípulo de São Bernardo. Nos mencionados documentos, ao nome Jesus encontra-se adicionada a palavra Christus.

A segunda parte da prece (Santa Maria, etc.), a súplica, já era empregada na Ladainha dos Santos. Em determinado código do século XIII, da Biblioteca Nacional Florentina, que já pertencera aos Servos de Maria do Convento da Beata Maria Virgem Saudada pelo Anjo, em Florença, lê-se esta oração: “Ave dulcíssima e imaculada Virgem Maria, cheia de Graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, mãe da graça e da misericórdia, rogai por nós agora e na hora da morte. Amém.


Nesta fórmula, faltam somente dois vocábulos: [nós] pecadores e nossa [morte].

A fórmula precisa da Ave Maria, como é rezada hoje, encontra-se pela primeira vez no século XV, no poema acróstico do Venerável Gasparini Borro, O.S.M. (+ 1498).

        A segunda parte da Ave Maria foi sempre rezada em caráter privado pelos fiéis até o ano de 1568, quando o Papa São Pio V promulgou o novo Breviário Romano, no qual figura a fórmula do referido Venerável Gasparini Borro, sendo estabelecida solenemente sua recitação no início do Ofício Divino, após a recitação do Pai Nosso e prescrita para todos os sacerdotes. Depois de um século a mencionada fórmula, sancionada pelo Sumo Pontífice, difundiu-se, de fato, em toda a Igreja universal.
Encontrei este texto e achei muito útil reproduzi-lo aqui: 

A Ave Maria é a prece mariana por antonomásia. Para se chegar à formulação da Ave Maria atual, foi necessário percorrer um caminho de muitos séculos.

Essa oração é composta de duas partes. A primeira consta de uma dupla saudação extraída do Evangelho:

1 – A saudação do Arcanjo Gabriel, enviado por Deus a fim de anunciar a divina maternidade de Maria: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28);

2 – A saudação de Santa Isabel, prima de Nossa Senhora, que, inspirada pelo Espírito Santo, proclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre” (Lc 1, 42). A essas duas saudações foram acrescidas duas palavras para que elas fossem mais distintamente enunciadas (Maria, Ave-Maria...) e Jesus (de teu ventre, Jesus).

            A segunda parte da oração contém uma súplica.
Os teólogos apresentam diversas razões de conveniência para que a Anunciação a Maria Santíssima tenha sido feita por um anjo. Dentre elas, duas podem ser aduzidas:

1 – Como a virgindade é conatural aos anjos, foi conveniente que um deles recebesse a missão de fazer esse anúncio a Maria, a qual, vivendo em carne, levava uma vida verdadeiramente angélica (cfr. Santo Tomás de Aquino, Suma teológica, III, q. 30, a, 2, c.);  

2 – O anjo — e não o homem, maculado pelo pecado original — era o legado mais apto e conveniente para ser enviado à puríssima Virgem, isenta, como os anjos, de toda a culpa.

Quando começaram os primeiros cristãos a saudar a Santíssima Virgem com as palavras do anjo ou de Santa Isabel? Provavelmente, quando tiveram em mãos o Evangelho de São Lucas.

O primeiro documento escrito em que aparece o uso da saudação do anjo é a Homilia de um certo Theodoto Ancyrani, falecido antes do ano 446. Nela é explicitamente afirmado que, impelidos pelas palavras do anjo, dizemos: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.

Quanto à saudação de Santa Isabel, aparece ela unida à do anjo por volta do século V. As duas saudações conjugadas já se encontram nas liturgias orientais de São Tiago (em uso na Igreja de Jerusalém), de São Marcos (na Igreja Copta) e de São João Crisóstomo (na Igreja de Constantinopla).

Na Igreja latina, entretanto, as referidas saudações aparecem pela primeira vez unidas aproximadamente no século VI, em obras de São Gregório Magno.

O nome Maria foi acrescentado às palavras do anjo, no Oriente, por volta do século V, segundo parece, na liturgia de São Basílio; no Ocidente, porém, parece que isto ocorreu aproximadamente no século VI, figurando numa das obras de São Gregório Magno, o Sacramentário Gregoriano.


O nome Jesus foi acrescido às palavras de Santa Isabel provavelmente um século depois, no Oriente, figurando pela primeira vez em certo Manual dos Coptas, talvez no século VII; no Ocidente, todavia, o primeiro documento que registra o nome do Redentor é a Homilia III sobre Maria, mãe virginal, de Santo Amedeo, Bispo de Lausanne (Suíça) (aproximadamente em 1150), discípulo de São Bernardo. Nos mencionados documentos, ao nome Jesus encontra-se adicionada a palavra Christus. 

A segunda parte da prece (Santa Maria, etc.), a súplica, já era empregada na Ladainha dos Santos. Em determinado código do século XIII, da Biblioteca Nacional Florentina, que já pertencera aos Servos de Maria do Convento da Beata Maria Virgem Saudada pelo Anjo, em Florença, lê-se esta oração: “Ave dulcíssima e imaculada Virgem Maria, cheia de Graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, mãe da graça e da misericórdia, rogai por nós agora e na hora da morte. Amém.


Nesta fórmula, faltam somente dois vocábulos: [nós] pecadores e nossa [morte].

A fórmula precisa da Ave Maria, como é rezada hoje, encontra-se pela primeira vez no século XV, no poema acróstico do Venerável Gasparini Borro, O.S.M. (+ 1498).

        A segunda parte da Ave Maria foi sempre rezada em caráter privado pelos fiéis até o ano de 1568, quando o Papa São Pio V promulgou o novo Breviário Romano, no qual figura a fórmula do referido Venerável Gasparini Borro, sendo estabelecida solenemente sua recitação no início do Ofício Divino, após a recitação do Pai Nosso e prescrita para todos os sacerdotes. Depois de um século a mencionada fórmula, sancionada pelo Sumo Pontífice, difundiu-se, de fato, em toda a Igreja universal.




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Biografia:
1. Pe. Gabriel M. Roschini O.S.M., Mariologia, tomus II, Summa Mariologiæ, Pars III, De singulari cultu B.M.V., secunda editio, Ângelus Belardetti Editor, Romæ, 1948.
2. D. Gregório Alastruey, Tratado de la Virgen Santíssima, Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 4ª edição, Madrid, 1956.



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"Que todos sejam um".


O termo católico vem do termo grego “katholikós”, o qual é a combinação de duas palavras: “kata” – concernente – e “holos” – totalidade; por consequência, “concernente à totalidade” ou “integral, abrangente”. De acordo com o Dicionário Oxford de Etimologia Inglesa, o termo católico surge de uma palavra grego cujo significado é “relativo à totalidade” ou mais simplesmente, “geral ou universal”.
            Universal é originado de duas palavras gregas: “uni” – um – e “vetere” – giro; por consequência, “girando ao redor de um” ou “transformado em um”. A palavra Igreja deriva do grego “Ecclesia”, a qual significa “aqueles chamados para socorrer”, como se convocados a serem sublimados e libertos do mundo para formar uma sociedade distinta. Então, a Igreja Católica é feita destes que foram convocados e reunidos numa visível e universal sociedade fundada por Cristo.
Entretanto, esta universalidade que falamos acima não é sinônimo de uniformidade. Pois, ao tomar a concepção paulina de Igreja, ao observamos como se fosse um “Corpo” e, sendo assim, formado de membros diversos. Na Igreja de Jesus há lugar para todos, sejam eles: dos tradicionalistas (“ultramontanos”) aos Carismáticos. O próprio Jesus afirma no Evangelho: Todo reino dividido contra si mesmo será destruído” (Mt. 12,25). Não dá pra entender pessoas como estas que lançam campanhas estapafúrdias em redes sociais, como o Facebook. Eles não têm senso eclesial, lhes falta internalizar aquela antiga expressão, cunhada por Santo Inácio de Loiola: “sentire cum ecclesia”. Isto é, “pensar com a Igreja”. É uma tremenda falta de respeito! Pessoas sectárias assim, não deveriam se autodenominar “católicas”. Não digo isto por não gostar do rito extraordinário, muito pelo contrário! Admiro profundamente esta riqueza da Igreja. Contudo, não dá cair no desrespeito, por isso é divisão, é diabólico.
Para nos dividir, já basta a ação do mundo. Tradicionais e carismáticos: vamos ser Igreja juntos!  Cada um respeitando o outro e unidos no amor de Cristo. Assim como o Senhor pede: Que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo. 17, 21).

Acima,  foto de uma "comunidade" do Facebook, feita por pessoas intolerantes que se dizem "católicas".

Solenidade do Batismo do Senhor, ano C.


1. Informações básicas
- Batismo e Missão
- Oração – Renascidos da água e do Espírito, perseverar no amor de Deus.
- Leituras: Is 42,1-4.6-7; Sl 28; At 10,34-38; Lc 3,15-16.21-22.

"Jesus recebeu o Batismo e enquanto rezava, o céu se abriu".


Hoje celebramos a festa do Batismo do Senhor. Todos os quatro evangelhos atestam sublime fato: Jesus Cristo foi batizado. João Batista vinha batizando com a missão de preparar o povo para a vinda do Cristo. Seu batismo era apenas para manifestar, como gesto/sinal exterior de uma conversão e abandono da vida de pecado.

Jesus, sendo Senhor e Deus, Justo e Santo,  vem e se coloca entre os demais homens pecadores para ser batizado. Fato curioso este! Lucas não nos diz de forma explícita o significado de tal fato. Já em Mateus, é o próprio Jesus que nos apresenta o motivo: "para que se cumpra toda a justiça" (Mt. 3, 15). Ele é o Servo que  de Deus Pai que veio estabelecer a justiça.

A justiça de Jesus e santificar (justificar) todas as águas, a criação é refeita/regenerada pelo mergulho nas águas. Quando Jesus se deixa batizar, ele toma o mesmo gesto/ação e coloca um sentido novo: além de conversão, representa morte e vida nova.  Pelo batismo, fomos sepultados com Cristo e temos nele vida nova!  Assim como o servo da primeira leitura, o cristão deve viver e  praticar obras de justiça e da graça.

As fontes batismais do inicio do cristianismo eram verdadeiras piscinas. Possuíam sete degraus de um lado e mais sete do outro. Simbolizando os sete vícios capitais, os quais as pessoas devem abandonar, e outros sete degraus as sete virtudes opostas aos vícios, as quais o neófito deve cultivar:

7 Vícios  Capitais
7 Virtudes Opostas
Orgulho ou soberba
Humildade
Avareza
Generosidade
Inveja
Caridade
Ira
Mansidão
Luxúria ou impureza
Castidade
Gula
Temperança
Preguiça
Diligência

Enquanto rezava, o céu se abriu: a oração é o lugar por excelência para o encontro com Deus e nosso Pai. Antes, quando estávamos no pecado, o céu estava fechado para nós. Mas em Jesus, o Filho de Deus, tudo isso é mudado! Como afirma São Paulo: "Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus" (Rm. 5,2). É Jesus quem nos abre o céu, por meio de sua Paixão-Morte-Ressurreição.

Por ele, somos chamados a perseverar no amor de Deus (oração-coleta).

Somos filhos de Deus no seu Filho! (Jesus óculos de Deus Pai).

Assim como a de Jesus, nossa missão se iniciou no batismo. Deus, que não faz distinção de pessoas (2ª. Leitura) dá o Espírito a todos os que são batizados. O Espírito, que é a força de Deus, nos anima a continuar nossa missão.

Jesus, logo que foi batizado, foi impelido pelo ao deserto para ser tentado/provado. Muitas pessoas vêm até nós e nos diz: "Nossa, depois que passei a frequentar a missas e que me tornei católico praticante, as coisas pioraram pra mim." Acham mesmo que isso é verdade? Penso que realmente é. Porque abraçamos uma luta pela nossa salvação. Mas, como Jesus, possuímos a Força do alto, o Espírito Santo de Deus em nós. Não lutamos sozinhos, mas ele é por nós!  

Precisamos ter o coração voltado para Deus, como São Paulo, que se gloriava/alegrava com as tribulações e dificuldades(cf. Rm 5, 3). Pois sabia que elas geram em nós a esperança da salvação que possuímos em Jesus. Nesta certeza, proclamamos com a vida e a palavra: Glória ao Senhor (cf. Sl. 28). 

Minhas Homilias Dominicais...

A Partir de hoje, pretendo publicar minhas homilias dominicais que tenho feito. Penso que é uma boa forma de continuar nosso trabalho evangelizador, por meio de nosso blog. 

Juntos, retomemos o nosso Caminho!

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