sábado, 19 de janeiro de 2013

"Maria pode salvar alguém???" Dúvida de um leitor... (Parte 03 - final).

Ainda em resposta ao nosso leitor evangélico Gustavo:


·         O seu último questionamento: teria Jesus desrespeitado Maria fazendo pouco caso dela com aquela pergunta? (QUEM É MINHA MÃE? – Mt. 12, 48). Este texto citado por nosso leitor questionador evangélico e um dos mais controversos da Exegese bíblica. Atualmente vigoram duas posições (que não são rígidas ou fixas!). A primeira seria a interpretação protestante de que Jesus estaria desmerecendo a sua Mãe, em detrimento do atendimento do povo. Estaria ele, sendo Deus e autor dos Dez Mandamentos desrespeitando o quarto mandamento que diz: Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias terra que o Senhor, teu Deus, te dá (Ex. 20,12)? Evidentemente que não! Nós católicos não aceitamos esta interpretação escriturística. Ao invés disso, podemos interpretar o citado texto de outro modo: Jesus estaria exortando e orientando à multidão de como proceder para agradar a Deus, como a sua Mãe. Como? Fazendo a vontade de Deus. Pensamos que Jesus exaltava diretamente os seus discípulos (que estavam presentes na ocasião) e indiretamente exaltava a sua Mãe (que estava fora do local).

Como podemos notar, é bastante complexa e controversa a interpretação destes textos. Qualquer um que leia a bíblia e saia tirando interpretações subjetivistas pode acabar realmente confuso.

CONCLUSÃO: O católico que pratica a sua fé deve ser movido pelo Espírito Santo de Deus pra que se aprofunde cada vez mais em sua fé. Lembremo-nos da parábola do semeador (Mt. 13, 1-23), e deixemos que nossa fé aprofunde suas “raízes” em “terra boa” do nosso coração! O mau católico aceita tudo o que lhe é dito, se questionar e depois, percebe que sua fé não cresceu. Já o bom católico é aquele que vive um questionamento sadio daquilo que lhe é apresentado; não é “vaquinha de presépio!” Neste ano que já vivenciamos o Ano da Fé, somos convidados pelo Santo Padre a aprofundar a nossa fé e aprender a vivê-la de modo que se torne um testemunho público: (...) também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. E ainda acrescenta: a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. (Porta Fidei, 07).

 Queridos irmãos, no mundo de hoje, não dá mais pra vivermos uma fé infantil. Lembremo-nos das palavras da Cartas aos Hebreus: Não vos deixeis extraviar por qualquer espécie de doutrina estranha! (Hb. 13,8). Há muitos por aí que pregam em nome de deus, mas esse não é o nosso Deus. O que foi anunciado pelo seu Filho Jesus, o Cristo.

Ao leitor Gustavo, eu só tenho a lamentar por você não ter encontrado a Verdade plena na Igreja Católica. E lamento por você ter a mente não fechada a ponto de realmente julgar e criticar a Virgem Maria e condenar a nós católicos (que você disse que não faria!). Você está longe de ser um verdadeiro evangelizador! Tente evangelizar os que não conhecem a Jesus e o seu Evangelho, o que é diferente de tentar confundir os que já estão no Caminho! Saiba que Maria não é e nunca foi “uma mulher qualquer”, como você se refere a ela. Ela é portadora do título maior e mais excelso que uma mulher poderia receber: é a Mãe de Deus! Pois Jesus não é simplesmente o Verbo travestido de carne. Mas o Verbo feito homem. Se você perdeu o seu respeito por ela, ao menos respeite o seu divino Filho que a tanto amou e a honrou, como um bom judeu que era. Maria realmente não pode salvar ninguém, mas ela sempre, como boa Mãe, nos aponta para a salvação. Ela afirma sempre: Fazei tudo o que ele vos disser! (Jo. 2,5).

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