domingo, 3 de fevereiro de 2013

4º Domingo do Tempo Comum, C.


Informações básicas:
- Vocação.
- Oração – adorar-vos com todo o coração; amar com verdadeira caridade.
- Leituras: Jr 1,4-5.17-19; Sl 70; 1 Cor. 12,31-13,13; Lc 4,21-30.

"Não é este o filho de José?..."

Temos no evangelho da liturgia de hoje a continuação do que foi lido na semana passada. Em Jesus se cumpre a promessa de Deus feita a Moisés:
"Suscitarei para eles, do meio dos irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei as minhas palavras em sua boca e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe ordenar" (Dt. 18, 18-19). Jesus não é mais um profeta, mas é o Profeta prometido por Deus. Pois não exerce a profecia como os profetas do AT, mas de um modo todo especial, como o Messias, o Ungido de Deus.

A Palavra de Isaías se cumpre no hoje da liturgia, porém, seus conterrâneos não conseguem transpor as muralhas da humanidade de Jesus e prendem-se às aparências, não conseguem ver além do filho do carpinteiro, nessa medida não tem fé, não conseguem crer que Deus age em Jesus. Pois os seus corações estavam fechados pela desconfiança e falta de fé.

O mesmo sofrimento teve Jeremias, como apresentado no relato de sua vocação, Deus já avisa que o seu povo faria guerra contra ele, mas no final o profeta venceria.

Ser cristão é ser profeta! Nós somos chamados pelo Senhor a sermos profetas neste mundo caótico. Vemos hoje as dificuldades encontradas por Jesus em seu ministério profético. Nossa vida cristã, quando autêntica, não será diferente da vida de Jesus.

Aparentemente a segunda leitura de hoje parece estar desconexa do contexto litúrgico. Contudo, reafirmo que isso é apenas aparente. Como sabemos, a Comunidade de Corinto foi no período Apostólico uma das Igrejas mais fervorosas e entusiasmadas com o Evangelho de Jesus. Os seus membros possuíam muitos dons e talentos ordinários e extraordinários. Por ser uma comunidade mista, haviam ricos e pobres. Nesse contexto, a Comunidade pecava no que tange a caridade. Por isso, São Paulo é tão enérgico ao falar desta virtude muito necessária à vida cristã. Por isso, ele compõe este belíssimo hino à Caridade.
Em seu início, ele afirma: "aspirai aos dons mais elevados". Dentre eles, o mais sublime de todos os dons que podemos possuir é a caridade (agape). Porque nosso Deus é Caridade - Deus é amor" (I Jo. 4, 8). 

"A caridade é um doar-se ou fazer de sua vida um dom para o outro. A CARIDADE CRISTÃ É O AMOR TRADUZIDO EM ATOS CONCRETOS" - Pe. Raniero Cantalamessa.

O Sucesso ou fracasso de nossa vida cristã depende disso: da medida com a qual nós amamos ou deixamos de amar. Pois o nosso chamado é ser profetas do amor e trabalhar pela caridade cristã, caridade benigna, pacífica, sem interesse, mas sabendo que perseguições virão, mas no final o amor prevalecerá. Por esse motivo, como profetas do amor nossa boca anuncie sempre as graças incontáveis do Senhor.

Fontes:

Texto auxiliar: Bíblia da CNBB <http://www.pr.gonet.biz/biblia.php>;
Notas exegéticas de estudo: Bíblia do Peregrino;
Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/
Livro: GETTATE LE RETI - riflessioni sui Vangeli, Anno C. CANTALAMESSA, Padre Raniero.

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