sábado, 2 de março de 2013

2º Domingo da Quaresma, ano C.


Informações básicas:

- A Palavra se manifesta no Deserto Quaresmal
- Oração –  A Palavra purifica o olhar da nossa fé para ver a Glória.
- Leituras: Gn 15,5-12.17-18;Sl26; Fl3,17-4,1; Lc9,28-36.

"Jesus subiu a montanha para rezar"

     Na narração evangélica deste domingo possui uma grande riqueza de elementos:

* A montanha: lugar teológico do encontro, da intimidade com Deus;

* Moisés e Elias: as testemunhas celestes representam o AT (a Lei e os Profetas); eles participam da glória de Jesus e testemunham que a morte do Messias será como um grande "êxodo" da Humanidade redimida;

* Os apóstolos dormiam e não viram o momento da transformação, apenas despertam e veem o resultado (como ocorrerá na ressurreição, a qual ninguém viu) Jesus mostra sua divindade, sua forma humana fica translúcida para demonstrar sua divindade;

* Frase de Pedro: "É bom estarmos aqui": ao despertar e permanecendo extasiado com a visão, Pedro pretende perpetuar o fato. Quando experimentamos o consolo de Deus (no deserto quaresmal da vida), muitas vezes queremos nos apegar a esse consolo, como quis fazer Pedro. O curioso do fato é que ele sugere a confecção de tendas. Outrora Deus se manifestava na Tenda da Reunião (cf. Ex. 33, 7-11), e Pedro não sabe o que diz, pois tal manifestação é grandiosa e fugaz que não se pode conter em  tendas: é um indicador que nos aponta para a ressurreição;

* A nuvem: É sinal da presença velada de Deus, onde se ouve a voz do Pai. Ele dá o testemunho supremo diante das três testemunhas terrenas: Pedro, Tiago e João, as colunas da Igreja.

     Ainda percebemos certo dinamismo na Liturgia de hoje: na primeira leitura vemos que a fé de Abraão foi tamanha que foi considerada como Justiça. Hoje o conceito de Justiça em Deus é, para muitos, equivocado. Pensa-se num rigorismo exagerado que se opõe à sua Misericórdia. Em Deus, a Justiça e a Misericórdia se confundem: ele é justo quando é misericordioso e vice-versa. E justiça é colocar as coisas em seu respectivo lugar, dando a cada um a sua devida paga (cf. Gl. 5). São Paulo também nos alerta quanto a isso, quando nos alerta "chorando" sobre o fim dos que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. Como cidadãos do céu, o nosso destino é outro: nós também queremos ser transformados, como nos diz São Paulo, que esse corpo humilhado se torne corpo glorioso, para isso temos que ter a fé de Abrão, fé na promessa de Deus e isso vai nos ser levado em conta de justiça, pois o Senhor cumpre a promessa. Confiar que um dia veremos a bondade do Senhor na terra dos viventes.

 Fontes:

 Notas exegéticas de estudo: Bíblia do Peregrino;

Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/

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