quinta-feira, 7 de março de 2013

3º Domingo da Quaresma, ano C.


- Leituras: Ex 3,1-8.13-15; Sl 102; 1Cor10,1-6.10.12; Lc 13,1-9.
“Senhor, deixa a figueira ainda este ano...”
   No Evangelho da liturgia de hoje, vemos Jesus que alerta seus ouvintes acerca da urgência da conversão. Em seu tempo, pensava-se que quando alguém sofria algum mal era consequência de seus grandes pecados. Jesus vem de encontro a essa corrente de pensamento de sua época, e prova que as calamidades não são provas da culpabilidade de ninguém, quando afirma: "se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo" (v. 3).

   Na parábola contada por Jesus temos três personagens: o Senhor da vinha (Deus Pai), o vinhateiro (o próprio Jesus Cristo) e a figueira mencionada na parábola, inicialmente interpretada como sendo o povo de Israel. É chamada por Deus a uma, "metanóia", a mudança de vida. 
   Hoje, a figueira somos todos nós, membros da Igreja de Cristo. Somos todos pecadores e o tempo da quaresma quer nos lembrar disso. E o Senhor tem paciência conosco, torce por nós, quer nos dar o tempo necessário para que nossas decisões livres optem por Ele.

   Assim fez também como o povo de Israel, quer sua libertação total e convoca Moisés para a libertação, pois Deus desceu para libertá-los do jugo egípcio, porém a liberdade do Senhor é total, e essa paciência leva em conta nossas decisões, por isso como nos diz São Paulo, recordando que apesar de toda a libertação houve aqueles que murmuraram e morreram por causa disso.      Precisamos ainda cultivar essa humildade de jamais nos considerarmos o suficientemente bons: "quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair".
   Por isso aproveitemos o tempo favorável para irmos ao encontro de Deus que é paciente, bondoso e compassivo.

Fontes:

Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/

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