sábado, 6 de abril de 2013

Domingo da Páscoa, ano C.


Domingo da Páscoa, C.
Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 10,34a.37-43)
Salmo (Salmos 117)
Segunda leitura (Colossenses 3,1-4)
Evangelho (João 20,1-9)

"O outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro".

A Ressurreição do Senhor Jesus é, para toda a Humanidade, um fato histórico. Porém, não testemunhado por homem: só a Trindade o presencia.  Da mesma forma como na criação não houve testemunhas, na "recriação" do homem que, celebramos hoje no homem-Deus Jesus Cristo, isto é, em sua ressurreição também não houve testemunhas.  É em si mesmo, um fato de fé da nossa parte.
Segundo São João, o primeiro a crer na ressurreição foi o discípulo amado (nosso modelo no discipulado, ideal). Vemos no Evangelho que nos é narrado hoje, que Maria Madalena foi a primeira a propagar a novidade do sepulcro vazio. Isto por razões que desconhecemos, pois em seu tempo a mulher não era tida como testemunha fidedigna em qualquer situação.
João descreve ainda como que uma "corrida" entre os dois discípulos. Pedro é o chefe dos apóstolos, instituído por Jesus, mas o discípulo predileto é impulsionado pelo amor, por isso, chega primeiro.
Ele olha pra dentro, mas não entra, pois o primado é de Pedro! Por isso, é Pedro a entrar primeiro no sepulcro.
O interessante é que ambos veem os sinais, as pistas deixadas para trás por Jesus. Mas somente aquele que possui o coração tomado pelo amor é quem chega a fé: ele ressuscitou!
O amor é a força motora que deve reger o coração de todo discípulo!
O mesmo Pedro que teve dificuldades para crer na ressurreição na passagem evangélica, é quem nos apresenta a fé cristã na ressurreição na primeira leitura: "Deus o ressuscitou no terceiro dia!..." Precisamos assumir nosso lugar no discipulado e também nós necessitamos de ter uma adesão de fé mais viva e autêntica, a ponto de testemunhar que Jesus Cristo vive! Esta verdade de fé tem poder de mudar muitas vidas. Basta que abramos o nosso coração para acolhê-la. O cristão não vive se não, para dar esse testemunho ao mundo. Nós testemunharemos Jesus Cristo, morto e ressuscitado até o Dia em que nossa vida se revestir de glória e proclamarmos na presença do Senhor ressuscitado, como o salmista cantou: “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos”.




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