domingo, 26 de maio de 2013

Solenidade da Ssma. Trindade, C.

Informações básicas:
- Deus Uno e Trino
- Oração – a verdadeira fé: reconhecer a glória da Trindade e adorar a Unidade
- Leituras: Pv. 8, 22-31; Sl. 8; Rm. 5,1-5; Jo 16, 12-15.

"Tudo o que o Pai possui é meu".

A liturgia de hoje nos faz refletir sobre o dogma de fé na Trindade. Pai, Filho e Espírito Santo: Único Deus, mas não solitário. Uma única divindade em Três Pessoas distintas. Lembremos da frase de santo Atanásio (séc. IV):
"Ora, a nossa fé é esta: cremos na Trindade santa e perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; nela não há mistura alguma de elemento estranho; não se compõe de Criador e criatura; mas toda ela é potência e força operativa; uma só é a sua natureza, uma só é a sua eficiência e ação. O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo; e deste modo, se afirma a unidade da Santíssima Trindade. Por isso, proclama-se na Igreja um só Deus, que reina sobre tudo, age em tudo e permanece em todas as coisas (cf. Ef. 4,6)".
Contemporaneamente a santo Atanásio, santo Agostinho afirmava que se poderia dizer que o Pai é o Amante, o Filho é o Amado, e o Espírito Santo o Amor.

O Filho, também conhecido como a Sabedoria Encarnada, como lemos na primeira leitura de hoje, é o grande Arquiteto do universo. Tudo fez em harmonia (comunhão) com o Pai no Amor (ES). Assim, como santo Atanásio nos transmite acima: Deus é Unidade indivisível. Essa Unidade é algo tão profundo, que Jesus chega a declarar: "tudo o que o Pai possui é meu", pois ele, Jesus, está inteiramente no Pai.
Assim, como Jesus diz no Evangelho de hoje, Deus quer revelar à Humanidade seu grandioso plano/projeto de amor. É através de Jesus (da sua humanidade) Deus quer abrir para nós a sua vida divina. Esta novidade/Boa Nova da salvação nos deixa boquiaberta, e nos faz exclamar como o salmista: "Senhor, que é o homem,  para dele assim vos lembrardes  e o tratardes com tanto carinho?” (sl. 8). Assim, compreendemos a profundidade da segunda leitura, onde são Paulo afirma aos Romanos que é por meio de Jesus que o Amor de Deus foi derramado sobre nós. Logo, o nosso futuro, nossa felicidade é participar da vida divina, é estar com o Pai por meio de Jesus no Espírito Santo!

Pensamos que possuímos o Amor de Deus em nós, o Espírito Santo já a partir de nosso batismo. Amor esse que precisa transbordar de nós e alcançar nossos semelhantes e irmãos na fé. Pois Deus é Unidade, Comunhão, e Fraternidade!

Pergunta: Se possuímos de fato o Amor de Deus em nós, o que temos feito com Ele? Temos nos deixado guiar por esse Amor (ES)?


Fontes:
Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/

Ofício de Leituras-Solenidade da Ssma. Trindade:  <http://liturgiadashoras.org/oficiodasleituras/santissimatrindade.html

sábado, 11 de maio de 2013

Ascensão do Senhor, ano C.


Informações básicas:
- Jesus está à Direita do Pai e nos envia o Espírito Santo.
- Oração –  A ascensão do vosso Filho já é nossa vitória.
- Leituras: At 1, 1-11; Sl 46; Ef 1, 17-23; Lc 24, 46-53.

A ascensão do Senhor já é nossa vitória...

A liturgia de hoje nos propõe, não um saudosismo de adeus, mas sim, a alegria do louvor e exaltação. Hoje nos alegramos porque somos convidados pelo próprio Deus a participar da sua glória. A obra nova de Deus na Humanidade se cumpre em seu Filho Jesus, como o Novo Adão. Jesus, quando sobe aos céus e se assenta a direita de Deus, é nossa natureza humana que é dignificada e exaltada juntamente com Ele. Jesus é homem como nós! Apesar de ser também Deus-Filho, igual na divindade com o Pai e o Espírito Santo. 
Na segunda leitura, São Paulo nos diz que Deus-Pai o exaltou soberanamente sobre a autoridade, poder, potência, soberania, que segundo a antiga concepção, seriam os poderes angélicos (Paulo está preocupado com a perigosa tendência de alguns cristãos em dar uma importância exagerada aos anjos, colocando-os, até, acima de Cristo – cf. Cl. 1,6). Essa soberania estende-se, inclusive, à Igreja – o “corpo” do qual Cristo é a “Cabeça”. Jesus agora é reconhecido por um nome que antes era destinado somente ao Pai: o Kyrios: o Senhor! São Paulo nos exorta a termos consciência da esperança a que fomos chamados (a vida plena de comunhão com Deus).
Para isso, é preciso caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside nesse “corpo”. Neste contexto, lembremos as palavras do papa São Leão Magno: "tudo o que havia de visível em nosso Redentor, com a sua Ascensão, passou aos ritos sacramentais (sacramentos) e ao Magistério (ensinamentos dos bispos) cuja autoridade substituiu a observação e escuta direta Dele". Logo, percebemos que o Senhor não nos abandona, mas permanece junto a nós de um modo diferente!
Já na primeira leitura, Lucas recapitula o fato da Ascensão de Jesus. Depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho de Jesus. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projeto de Jesus. O mesmo projeto que nos é apresentado no Evangelho: em seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, para que todos tenham a vida plena em comunhão com Ele! Cada um de nós deve viver como ressuscitados buscando as coisas do alto onde Cristo está até o dia em que as trombetas tocarem e Ele voltar glorioso para julgar vivos e mortos.




 Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/
Comentários da Conferência Episcopal Portuguesa: http://www.ecclesia.pt/cgi-bin/comentario.pl?id=680
Fei Raniero Cantalamessa: O Verbo se fez carne, comentário sobre a Ascensão do Senhor, C.

Novena em honra ao Espírito Santo – Composta pela Beata Elena Guerra


ARTIGO MIGRADO PARA O NOSSO NOVO BLOG:








Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...