quinta-feira, 27 de junho de 2013

Importância do Óbolo de São Pedro.

No próximo domingo, 30 de junho, dia dedicado à Solenidade de São Pedro e São Paulo, será recolhida a coleta do Óbolo de São Pedro. Será que temos clareza da magnitude de tal coleta?
Em seu primeiro ano de pontificado, o Papa Bento XVI houve por bem pôr em relevo o significado particular do Óbolo com estas palavras:
«O “Óbolo de S. Pedro” é a expressão mais emblemática da participação de todos os fiéis nas iniciativas de caridade do Bispo de Roma a bem da Igreja universal. Trata-se de um gesto que se reveste de valor não apenas prático, mas também profundamente simbólico enquanto sinal de comunhão com o Papa e de atenção às necessidades dos irmãos; por isso, o vosso serviço possui um valor retintamente eclesial» (Discurso aos Sócios do Círculo de São Pedro, 25 de Fevereiro de 2006).
O valor eclesial do referido gesto resulta claro quando se pensa que estas iniciativas de caridade são conaturais à Igreja, como o Papa acenou na sua primeira Encíclica Deus caritas est (25 de Dezembro de 2005):
«A Igreja nunca poderá ser dispensada da prática da caridade enquanto atividade organizada dos crentes, como aliás nunca haverá uma situação onde não seja precisa a caridade de cada um dos indivíduos cristãos, porque o homem, além da justiça, tem e terá sempre necessidade do amor» (n.º 29).
Trata-se de uma ajuda que é sempre animada pelo amor que vem de Deus:
«Por isso, é muito importante que a atividade caritativa da Igreja mantenha todo o seu esplendor e não se dissolva na organização assistencial comum, tornando-se uma simples variante da mesma. (…) O programa do cristão – o programa do bom Samaritano, o programa de Jesus – é “um coração que vê”. Este coração vê onde há necessidade de amor, e actua em consequência» (Ibidem, n.º 31).
As ofertas que os fiéis dão ao Santo Padre destinam-se a obras eclesiais, a iniciativas humanitárias e de promoção social, e também para a sustentação das atividades da Santa Sé. E o Papa, enquanto Pastor da Igreja inteira, preocupa-se também com as necessidades materiais de dioceses pobres, institutos religiosos e fiéis em graves dificuldades (pobres, crianças, idosos, marginalizados, vítimas de guerras e desastres naturais; ajudas particulares a Bispos ou Dioceses em necessidade, educação católica, ajuda a refugiados e migrantes, etc.).
O critério geral, que inspira a prática do Óbolo, remonta à Igreja primitiva:
«A base primeira para a manutenção da Sé Apostólica deve ser constituída pelas ofertas dadas espontaneamente pelos católicos de todo o mundo, e eventualmente também por outras pessoas de boa vontade. Isto corresponde à tradição que tem origem no Evangelho (Lc 10,7) e nos ensinamentos dos Apóstolos (1 Cor 11,14)» (Carta de João Paulo II ao Cardeal Secretário de Estado, 20 de Novembro de 1982). 

Fonte: Website da Santa Sé.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Declarada morta, mulher dá à luz e revive...

            Erica Nigrelli, uma jovem professora norte-americana, colapsou em uma sala de aula às 36 semanas de gravidez, e seu coração deixou de bater. Um rápido atendimento médico conseguiu que seu bebê nascesse embora ela estivesse tecnicamente morta… até que minutos depois do parto voltou à vida.
Os fatos ocorreram em Missouri City, Texas, onde Erica trabalha na escola secundária Elkins. Conforme informa a rede Fox News, que esta semana difundiu a história, tudo ocorreu faz três meses quando a mulher de 32 anos estava com um colega de trabalho em uma sala de aula e perdeu o conhecimento.

"Aparentemente eu disse ‘me sinto muito frágil’ e abaixei a minha cabeça e essencialmente desmaiei", recordou Nigrelli. Seu marido, que também é professor no Elkins disse que se dirigiu à sala, abriu a porta "e Erica estava deitada no chão".

Os colegas de trabalho da Erica a socorreram com ressuscitação cardiopulmonar e um desfibrilador, conseguiram que ela resistisse até a chegada dos paramédicos que a levaram a toda pressa ao hospital.

A cesárea de emergência foi praticamente post-mortem, pois o coração de Erica não estava batendo. Depois de voltar para a vida, os médicos detectaram que Erica tinha um defeito cardíaco, por isso apesar de ter somente 32 anos lhe implantaram um marca-passo.

Sua filha, Elayna, tem atualmente três meses, pesa 4 quilogramas e em pouco tempo deixaria as ajudas respiratórias devido às sequelas de ter nascido nestas extremas circunstâncias.
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Acorda, gigante adormecido chamado BRASIL!

Sendo um blogue de cunho religioso, sempre evito abordar assuntos que envolvam a política de nosso país. Isto, a menos que seja algo que envolva a fé e a moral! Pois ainda somos a maior nação católica de todo o mundo e, neste sentido, não adianta baterem o pé e afirmarem que o “Estado é laico”. Porque a nossa Nação Brasileira não é.
Nos últimos dias, temos sido surpreendidos com esta “avalanche” de protestos... O que me faz
Caras-Pintadas, 1992.
recordar o Movimento dos Caras-Pintadas de 21 anos atrás (1992). Na época, era apenas um menino de 09 anos, mas me recordo perfeitamente do acontecido. Encontro semelhanças por dois motivos: primeiro, é um movimento de matiz estudantil (em sua maioria); naquele tempo, os estudantes faziam questão de rechaçar a participação de partidos políticos num sinal claro de que os partidos não davam conta das reivindicações (o quem acontecido hoje). Além disso, nossos jovens não lutam apenas contra um aumento de R$ 0,20 na passagem urbana (no caso de São Paulo), mas é algo bem mais profundo: a luta é contra a grande corrupção que existe entre nós desde a época do Presidente Fernando Collor de Melo (e quiçá já bem antes!).
Protesta-se contra um governo hipócrita e corrupto, que segue antigas táticas políticas de governo do Império Romano: Panem et circensis [ludos]  - Pão e circo (diversão)! Vemos que isso é tão real que posso até nominá-los: o “pão” dado se pode chama-lo de bolsa família, bolsa escola, vale gás, e tantos outros paliativos distribuídos “gratuitamente” pelo nosso governo. Já o “circo” é cada uma das megaestruturas bilionárias montadas para Copa do Mundo (apesar de que esses estádios ficarão inutilizados após o fim da Copa). Tudo isso, enquanto nosso povo sofre. Onde cada brasileiro é obrigado a trabalhar quatro meses ao ano somente para pagar impostos e, jamais verá tais tarifas revertidas em benefício da população.
Por isso, há quem diga que “o Gigante (chamado BRASIL) acordou!” Nosso Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer disse*, nesta terça-feira (18-06), ver de maneira muito positiva as
manifestações que têm ocorrido nos últimos dias em diversas cidades do país, classificadas por ele como “o despertar de uma nova consciência política, sobretudo dos jovens”. Disse ainda: “se estas manifestações tiveram início no protesto contra o aumento dos bilhetes de transporte urbano, em seguida elas tomaram orientações várias, e trouxeram à pauta a questão da saúde, da educação, da segurança, a questão das despesas com a Copa do Mundo, as Olimpíadas, das despesas também com o custo da corrupção no Brasil. Elas estão se tornando o momento de dar voz a muitas preocupações latentes no meio da população, muitos anseios e muitas necessidades que não estão sendo devidamente atendidos”.  

Lembremos as palavras do Profeta Malaquias: os lábios do sacerdote guardam a sabedoria (Ml. 2,7). Que as palavras deste nosso Cardeal possuam em si essa sabedoria que vem do Altíssimo. Rogo a Deus que todos esses protestos realizados nestas semanas tragam a tão sonhada renovação e mudança política que tanto precisamos em nossa querida nação brasileira!

* Fonte: G1 Notícias


domingo, 16 de junho de 2013

Homilia do 11º Domingo do TC, C.

Informações básicas:
- Perdoada porque amou muito
- Oração –  Dai-nos vossa graça para poder agir conforme a vossa vontade.
- Leituras: 2 Sam 12, 7-10.13; Sl 31; Gl 2, 16.19-21; Lc 7, 36-8,3.
“Porque o amor apaga uma multidão de pecados” (1 Pd 4, 8).

“Àquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”.

O texto evangélico proposto para a liturgia de hoje é situado na primeira parte do Evangelho de S. Lucas. Onde Jesus coloca me prática seu "programa de vida", isto é,  a sua missão como “anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e mandar em liberdade os oprimidos” (cf. Lc 4,16-30). 
Este episódio, onde temos a pecadora perdoada, põe em evidência um tema caro a Lucas: a misericórdia de Jesus frente àqueles que necessitam de libertação. A ação da mulher (o choro, as lágrimas derramadas sobre os pés de Jesus, o enxugar os pés com os cabelos, o beijar os pés e ungi-los com perfume) é descrita como uma resposta de gratidão, como consequência do perdão recebido (v. 47). A parábola que Jesus conta, a este propósito (vv. 41-42), parece significar não que o perdão resulta do muito amor manifestado pela mulher, mas que o muito amor da mulher é o resultado da atitude de misericórdia de Jesus: o amor manifestado pela mulher nasce de um coração agradecido de alguém que não se sentiu excluído nem marginalizado, mas que, nos gestos de Jesus, tomou consciência da bondade e da misericórdia de Deus. Por isso, diante da abertura amorosa da mulher, o perdão é dado e assim ela é reabilitada em seu amar e em sua vida.
A outra figura central deste episódio é Simão, o fariseu (hipócrita).  Jesus procura fazê-lo entender que só a lógica de Deus – uma lógica de amor e de misericórdia – pode gerar o amor e, portanto, a conversão e a vida nova. Jesus empenha-se em mostrar a Simão que não é marginalizando e segregando que se pode obter uma nova atitude do pecador; mas que é amando e acolhendo que se pode transformar os corações e despertar neles o amor: essa é a perspectiva de Deus. O perdão não se dá a troco de amor, mas dá-se, simplesmente, sem esperar nada em troca. 
Na primeira leitura, Davi instrumentaliza uma vida (uma mulher) para seu bel-prazer e ainda, entrega à morte um inocente. E Depois age com hipocrisia diante de Deus. O hipócrita usa uma "máscara" constantemente e, por fim, acaba crendo no seu próprio fingimento (fato este, que nem sempre é consciente!). A hipocrisia é um veneno para nossa alma. É diante do Senhor que todas as nossas máscaras devem cair! Foi exatamente o que Davi fez e obteve o perdão. E com o perdão de Deus experimentou verdadeiramente o Seu amor. Nós todos somos convidados a nos abrir à obra salvadora de Cristo e abrir-nos à sua entrega na Cruz para que Ele viva em nós, e como ícones de seu amor, com Ele pregados na Cruz, demonstrar por nossos atos e nossas palavras a sua presença amorosa. Pois seremos julgados, não a partir do que fazemos (esforço pessoal), mas seremos julgados a partir da medida com que amamos. E com este olhar de misericórdia, somos convidados a aderir à “lógica” de Deus: Ele não pactua com o pecado, mas manifesta uma misericórdia infinita para com o pecador. É esta a nossa “lógica” quando alguém nos magoa ou ofende? (nos questionemos quanto a isso!).
Quando agimos com misericórdia, à semelhança do Senhor, ele também usa de misericórdia para conosco (cf. Tg. 2,13). E obtendo o perdão de Deus é que encontraremos nossa felicidade, como o salmista nos diz: é feliz o homem que foi perdoado.


Dicas de homilia: Padre Micael de Moraes http://esquemasdehomilias.blogspot.com.br/
Comentários da Conferência  Episcopal Portuguesa:  http://www.ecclesia.pt/cgi-bin/comentario.pl?id=690


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