terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Os crentes consomem menos drogas comparados aos ateus.

Os jovens Suíços que afirmam acreditar em Deus são menos susceptíveis de fumar cigarros, tomar drogas ou ingerir pílulas de ecstasy do que os homens Suíços da mesma idade que se descrevem como ateus. A crença [no Deus da Bíblia] é um fator protector contra comportamentos viciantes. Esta foi a conclusão apurada após um estudo financiado pelo “Swiss National Science Foundation.”

Karl Marx disse que a religião era o ópio do povo, mas os novos dados sugerem que a religião têm um papel na prevenção do consumo de substâncias. Um equipa de pesquisa liderada por Gerhard Gmel (Lausanne University Hospital) demonstrou na revista “Substance Use & Misuse” que, na Suíça, menos homens religiosos consomem substâncias viciantes que os homens da mesma faixa etária que são agnósticos ou ateus.Para o seu estudo em torno do uso de substâncias na Suíça, Gmel e os seus colegas entrevistaram homens com quase 20 anos no centro de recrutamento militar em Lausanne, Windisch e Mels entre Agosto de 2010 e Novembro de 2011. Os pesquisadores finalizaram a avaliação os 5387 questionários completados pelos jovens homens.Com base nas suas repostas, os cientistas dividiram os homens em cinco grupos:

1. O “religioso”, que acredita em Deus e frequenta os cultos;
2. O “espiritual”, que acredita numa Força Superior mas que não practica qualquer tipo de religião;
3. O “incerto”, que não sabe o que acreditar em relação a Deus;
4. O “agnóstico”, que assume que ninguém pode saber se Deus existe ou não;
5. O “ateu”, que não acredita em Deus.

Os pesquisadores apuraram que estes grupos lidam de maneira diferente com as substâncias viciantes.
Entre os 543 homens religiosos, 30% fumava cigarros diariamente, 20% fumava maconha mais do que uma vez por semana, e menos de 1% tinha consumido ecstasy ou cocaína no ano anterior.
Entre os 1650 ateus, 51% fumava cigarros, 36% fumava maconha mais do que uma vez por semana, e 6% tinha consumido ecstasy ou cocaína no ano anterior.
Os três grupos restantes ficaram numa área intermédia no que toca a sua devoção religiosa e o seu consumo de substâncias viciantes.
Para Gmel, estes números indicam que as pesquisas em torno do comportamento viciante não se devem limitar ao estudo dos factores de risco, mas também aos factores protectores. Os resultados demonstram que a crença [em Deus] é um factor protector quando se fala do consumo de substâncias viciantes.
O que ainda fica por responder é se as diferenças registadas são o efeito dos seus valores morais ou do controle social existente nos ambientes onde vivem.



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