quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Papa Francisco é eleito a "personalidade do ano" de 2013 pela revista americana "Time".

A "Time" disse que Francisco "tirou o papado do palácio para levá-lo às ruas" e se colocou no     centro das discussões chaves da época.
Francisco, o primeiro latino-americano a comandar a Igreja Católica, 'mudou o tom, a percepção e o enfoque de uma das maiores instituições do mundo com um extraordinário peso', disse Nancy Gibbs, editora da revista Time, ao fazer o anúncio no canal NBC.
A prestigiosa revista americana destacou o papel do ex-arcebispo de Buenos Aires Jorge Mario Bergoglio para "comprometer" uma Igreja que tem 1,2 bilhão de fiéis no mundo a "enfrentar as necessidades mais profundas e equilibrar seu julgamento com piedade". 
"Raramente um novo personagem no cenário internacional capturou tanta atenção tão rápido - jovem ou velho, crente ou cínico - como o Papa Francisco", em menos de um ano, o papa Francisco "fez algo notável: não mudou as palavras, mas mudou a música”. Ela enfatizou que ele ataca “a idolatria do dinheiro” e propõe alterações concretas: ordena uma investigação às finanças internas do Vaticano, recusa viver no palácio, optando por um “hotel poupado”, substitui “o Mercedes papal por um Ford Focus usado”, deixa de lado os sapatos vermelhos e a cruz dourada em volta do pescoço, escreveu Gibbs a respeito de Jorge Bergoglio, de 76 anos.
Bergoglio foi escolhido no dia 13 de março, em um conclave, como sucessor do Papa Bento XVI – que renunciou em fevereiro, em um movimento inédito na história moderna da Igreja Católica.
Primeiro latino-americano e primeiro jesuíta a ser eleito Papa, Francisco mostrou, desde o início do pontificado, um estilo próprio, de humildade e sem pompas, em uma tentativa de reaproximar a Igreja de seus fiéis.
O Vaticano reagiu à escolha com a afirmação de que o anúncio "não é surpreendente, levando em consideração a ressonância e a ampla atenção dada ao Papa Francisco e ao início do novo papado", e destacou o "sinal positivo" de que tenha recebido "um dos reconhecimentos mais prestigiosos da imprensa internacional".


"O Papa não busca a fama ou o sucesso porque está a serviço do Evangelho de Deus, de amor para todos. Se a escolha como personalidade do ano significa que as pessoas entenderam, ao menos implicitamente, esta mensagem, então o deixará definitivamente feliz", afirmou o porta-voz da Santa Sé, o padre Francisco Lombardi.

Grifo nosso.

É PERTINENTE RESSALTAR:

Tal escolha, por parte de uma revista secular, não é algo tão surpreendente, como qualificou o Pe. Lombardi. Todos os papas anteriores deram a sua contribuição para o bem a da Igreja e da Humanidade.  O que se percebe que o nosso Papa atual vem contribuir no tocante à renovação que nossa Igreja necessita. Renovação esta, que não diz respeito à doutrina em si, mas no modo que a Igreja se apresenta ao mundo.
 A partir da sua “Teologia da Ternura” vivida na prática, o Papa Francisco tem nos mostrado como é possível viver nossa fé, em um âmbito de um humanismo cristão. Penso que o nosso tempo tem cada vez mais sede de testemunhos como o de nosso Papa. Não adianta somente falar de amor, mas temos que demonstrá-lo através da práxis, vivida dia-a-dia. É a partir da acolhida humana do próximo conseguimos mostrar a face do Deus-Amor, a qual adoramos e servimos. Esta ternura “é a força do amor humilde. A ternura de Jesus revela o que de mais humano existe em Deus e o que de mais divino existe no homem” (Carlo Rocchetta).
Com relação à afirmação de que o Papa tem tirado o papado do palácio para levá-lo às ruas, penso ser um tremendo exagero. Simplesmente isso prova a autenticidade do nosso Papa. Não demonstra que seus antecessores tenham errado em manter certas tradições e costumes. Pois uma coisa não implica outra. Não podemos olhar o exemplo do Papa Francisco e compará-lo com os demais papas de outros tempos. Mas precisamos ver seu exemplo como um apelo divino e urgente para os dias atuais. Pois considero uma tremenda prova de imaturidade se permanecermos à distancia vendo o Papa abraçar um doente que nos é aparentemente repulsivo e dizermos: “oh, que bonito!” E não ouvimos a voz de Cristo que nos diz: «Vai e faz tu também o mesmo!» (Lc 10,37). Pois entender a mensagem do Papa, significa andar sobre suas pegadas, que nada mais são do que as pegadas de nosso divino Mestre, Jesus Cristo. 

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