quinta-feira, 6 de novembro de 2014

LEVA ME ALÉM- Eliana Ribeiro e Fátima

PAQUISTÃO: Casal cristão é queimado vivo e a esposa estava grávida.

Uma turba de aproximadamente 100 muçulmanos queimou vivo um casal de jovens cristãos acusando-os de terem, supostamente, queimado algumas páginas do Corão no estado de Lahore no Paquistão.
O homem se chamava Shahzad e tinha 26 anos, e a sua esposa, Shama, tinha 24 anos e estava grávida. Eles foram empurrados para um forno onde se fabrica tijolos e assim foram queimados vivos.
Este acontecimento trágico foi informado à agência Fides por parte do advogado cristão Sardar Mushtaq Gill, defensor dos direitos humanos, que foi chamado por outros cristãos e presenciou a cena, no povoado “Chak 59”, perto da cidade de Kot Radha Kishan, ao sul de Lahore.
O casal cristão foi sequestrado e mantido como refém durante dois dias dentro de uma fábrica. Na manhã de hoje foram assassinados.
Gill relata que o episódio que desencadeou a acusação da suposta blasfêmia, tem relação com a morte recente do pai de Shahzad. Faz dois dias, Shama, quando estava limpando a casa do homem, pegou alguns artigos pessoais, documentos e folhas que pensou que fossem inúteis e fez um pequeno fogo.
Segundo um homem muçulmano que foi testemunha da cena e sem nenhuma confirmação, nesse fogo havia páginas do Corão. O homem espalhou a notícia nos povoados vizinhos e uma turba de 100 pessoas fez os dois jovens de reféns.
Na manhã de hoje aconteceu o final trágico. A polícia, alertada por outros cristãos, interveio e prendeu 48 pessoas, conforme assinala o jornal Pakistan Today.
Gill afirma que isso “é uma tragédia, um ato bárbaro e desumano. O mundo inteiro deve condenar energicamente este episódio que demonstra que a insegurança aumentou entre os cristãos no Paquistão. Basta só uma acusação para serem vítimas de execuções extrajudiciais. Veremos se alguém será castigado por este assassinato”.
As autoridades já constituíram um comitê de três pessoas para acelerar as investigações dos fatos originados por uma acusação, não confirmada, de uma suposta violação à lei da blasfêmia.
Uma mãe católica no Paquistão, Asia Bibi, está na prisão desde novembro de 2010, acusada injustamente de ter violado a lei da blasfêmia, algo que ela sempre negou. Neste momento, o seu caso passou para a Corte Suprema onde os juízes decidirão se ela será ou não condenada à morte.

A organização pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apresentou hoje um relatório sobre a liberdade religiosa no mundo, no qual se destaca que estas leis da blasfêmia “limitam, na prática, a liberdade de religião e expressão. Profanar o Corão ou insultar o profeta são delitos que se castigam com penas de prisão ou, inclusive, com a morte”.
“Na vida diária, entretanto, estas leis se utilizam com frequência como instrumento de perseguição contra as minorias religiosas. Apesar dos apelos realizados ao longo de muitos anos para que se derroguem estas leis, nenhum partido político, nem o Governo se atreveu tocar nelas”, indica o texto.

Fonte: ACIdigital

“É a mãe Igreja que vai e busca os seus filhos para fazer justiça” diz Papa Francisco

Eu não preparei nenhum discurso, só quero dizer Olá", disse com toda a espontaneidade o Papa Francisco na manhã de hoje, recebendo em audiência na Sala Paulo VI os participantes do Curso de prática canônica ‘super rato’ promovido pelo Tribunal da Rota Romana. E apesar de não ter preparado nada para dizer o Santo Padre com certeza queria dizer algo.
Começou exortando a Igreja a não prender os casais por anos e anos em um limbo de incerteza sobre a validade ou não do seu matrimônio. Não está certo isso, e nem é caridoso, destacou o Santo Padre.
Não é por acaso que o argumento foi colocado entre os principais temas do Sínodo Extraordinário sobre a família, durante o qual - disse o Papa - "foi falado sobre os procedimentos, processos, e há uma preocupação por agilizar os procedimentos, por questão de justiça”. Justiça “para que sejam justas”, destacou Bergoglio, mas também porque existem pessoas que “esperam por anos uma sentença”.
No fundo este é o motivo por que, em setembro, um mês antes do Sínodo, o Bispo de Roma quis criar uma comissão especial para a reforma do processo matrimonial canônico, com o objetivo de simplificar o processo, tornando-o mais rápido, salvaguardando o princípio da indissolubilidade do casamento. Também durante a audiência de hoje, o Papa recordou a natureza e a finalidade da organização: a sua principal tarefa - disse - é ajudar a "preparar diferentes possibilidades nesta linha: uma linha de justiça, assim como de caridade, porque há muita gente que precisa de uma palavra da Igreja sobre a sua situação matrimonial, pelo sim e pelo não, mas que seja justa”.
"Alguns procedimentos são tão longos ou tão pesados que não favorecem, e as pessoas abandonam", disse o Papa. Citou, por exemplo, um Tribunal inter-diocesano de Buenos Aires, que, em primeira instância, tem cerca de 15 dioceses, a mai distante a 240 km. “Não é possível – disse Bergoglio – é impossível imaginar que pessoas simples, comuns, recorram ao Tribunal: precisam viajar, perder dias de trabalho, também o prêmio... tantas coisas... Dizem: ‘Deus me entende, e sigo adiante assim, com este peso na alma’”.
Portanto, a "mãe Igreja deve fazer justiça e dizer: 'Sim, é verdade, o casamento é nulo - Não, o seu casamento é válido’”. Porque a justiça está justamente no dizer, para que estas pessoas possam “seguir em frente sem esta dúvida, este vazio na alma”.
Portanto, "sempre em frente", exortou o Papa Francisco. “É a mãe Igreja que vai e busca os seus filhos para fazer justiça”. Isso não significa que não se tenha que ter “muito cuidado”, que os procedimentos “não entrem no âmbito dos negócios". "Não falo de coisas estranhas", disse o Papa, "também houve escândalos públicos. Já tive que demitir do Tribunal uma pessoa, há muito tempo, que dizia: ‘10, 000 dólares e te faço os dois processos, o civil e o eclesiástico'".
"Por favor, isso não!", exclamou, "no Sínodo algumas propostas falaram de gratuidade, temos que ver... Mas, quando o interesse espiritual está ligado ao econômico, isso não é de Deus! A mãe Igreja tem muita generosidade para fazer justiça gratuitamente, como gratuitamente fomos justificados por Jesus Cristo”. Portanto, é importante separar as duas coisas: a justiça dos negócios, e vice-versa.

E também é importante "estudar" e "seguir em frente", sempre à procura "da salus animarum, que – concluiu o Papa – não necessariamente está fora da justiça, mas sim, com justiça”. 

fonte: Zenit

Planos "ditatoriais perfeitos" do PT após a reeleição da presidenta Dilma

Queridos irmãos,
Neste ano de 2014, por não estar no país, me mantive à margem das discussões presidenciais. Diferentemente das de 2010 onde nosso blog marcou presença através de comentos dos debates e analisando os planos de governo dos ditos "presidenciáveis". De modo particular, sempre esmiuçando os planos petistas. 

Saiu recentemente uma postagem no perfil da Comunidade CONSERVADORES UP na qual a repórter Joice Hasselman da TVeja  expõem de forma clara os planos ditatoriais já tratados como definições no documento de resoluções políticas do PT. Vale a pena per e ler tal Resolução.

Estamos todos de olho no PT


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Evangelização nova às antigas...

Levar a Deus todas as almas que seja possível”. O padre Michel Marie Zanotti Sorkine tomou esta frase a sério, e é o seu principal o objetivo como sacerdote.
 É o que está a fazer depois de ter transformado uma igreja a ponto de fechar e de ser demolida na paróquia com mais vida de Marselha. O mérito é ainda maior dado que o templo está no bairro com uma enorme presença de muçulmanos numa cidade em que menos de 1% da população é católica praticante.
 Foi um músico de sucesso.a chave para este sacerdote que antes foi músico de êxito em cabarés de Paris e Montecarlo é a “presença”, tornar Deus presente no mundo de hoje. As portas da sua igreja estão abertas de par em par o dia inteiro e veste de batina porque “todos, cristãos ou não, têm direito a ver um sacerdote fora da igreja”.
 Na Missa: de 50 a 700 assistentes O balanço é impressionante. Quando em 2004 chegou à paróquia de S. Vicente de Paulo no centro de Marselha a igreja estava fechada durante a semana e a única missa dominical era celebrada na cripta para apenas 50 pessoas. Segundo o que conta, a primeira coisa que fez foi abrir a igreja todos os dias e celebrar no altar-mor.
 Agora a igreja fica aberta quase todo o dia e é preciso ir buscar cadeiras para receber todos os fiéis. Mais de 700 todos os domingos, e mais ainda nas grandes festas. Converteu-se num fenômeno de massas não só em Marselha mas em toda a França, com reportagens nos meios de comunicação de todo o país, atraídos pela quantidade de conversões.

Um novo “Cura de Ars” numa Marselha agnóstica
Uma das iniciativas principais do padre Zanotti Sorkine para revitalizar a fé da paróquia e conseguir a afluência de pessoas de todas as idades e condições sociais é a confissão. Antes da abertura do templo às 8h00 da manhã já há gente à espera à porta para poder receber este sacramento ou para pedir conselho a este sacerdote francês.
 Os ‘fregueses’ contam que o padre Michel Marie está boa parte do dia no confessionário, muitas vezes até depois das onze da noite. E se não está lá, anda pelos corredores ou na sacristia consciente da necessidade de que os padres estejam sempre visíveis e próximos, para ir em ajuda de todo aquele que precisa.

 A igreja sempre aberta
 Outra das suas originalidades mais características é a ter a igreja permanentemente aberta. Isto gerou críticas de outros padres da diocese mas ele assegura que a missão da paróquia é “permitir e facilitar o encontro do homem com Deus” e o padre não pode ser um obstáculo para que isso aconteça.
 O templo deve favorecer a relação com Deus
 Numa entrevista a uma televisão disse estar convencido de que “se hoje em dia a igreja não está aberta é porque de certa maneira não temos nada a propor, que tudo o que oferecemos já acabou. No nosso caso em que a igreja está aberta todo o dia, há gente que vem, praticamente nunca tivemos roubos, há gente que reza e garanto que a igreja se transforma em instrumento extraordinário que favorece o encontro entre a alma e Deus”.

 Foi a última oportunidade para salvar a paróquia
 O bispo mandou-o para esta paróquia como último recurso para a salvar, e fê-lo de modo literal quando lhe disse que abrisse as portas. “Há cinco portas sempre abertas e todo o mundo pode ver a beleza da casa de Deus“. 90.000 carros e milhares de transeuntes passam e vêem a igreja aberta e com os padres à vista. Este é o seu método: a presença de Deus e da sua gente no mundo secularizado.

 A importância da liturgia e da limpeza
 E aqui está outro ponto chave para este sacerdote. Assim que tomou posse, com a ajuda de um grupo de leigos renovou a paróquia, limpou-a e deixou-a resplandecente. Para ele este é outro motivo que levou as pessoas a voltarem à igreja: “Como é podemos querer que as pessoas acreditem que Cristo vive num lugar se esse lugar não estiver impecável? É impossível.”
 Por isso, as toalhas do altar e do sacrário têm um branco imaculado. “É o pormenor que faz a diferença. Com o trabalho bem feito damos conta do amor que manifestamos às pessoas e às coisas”. De maneira taxativa assegura: ”Estou convicto que quando se entra numa igreja onde não está tudo impecável, é impossível acreditar na presença gloriosa de Jesus”.
 A liturgia torna-se o ponto central do seu ministério e muitas pessoas sentiram-se atraídas a esta igreja pela riqueza da Eucaristia. “Esta é a beleza que conduz a Deus“, afirma.
 As missas estão sempre cheias e incluem procissões solenes, incenso, cânticos bem cantados… Tudo ao detalhe. “Tenho um cuidado especial com a celebração da Missa para mostrar o significado do sacrifício eucarístico e a realidade da sua Presença”. “A vida espiritual não é concebível sem a adoração do Santíssimo Sacramento e sem um ardente amor a Maria”, por isso introduziu a adoração e o terço diário, rezado por estudantes e jovens.
 Os sermões são também muito aguardados e, inclusive, os paroquianos põem-nos online. Há sempre uma referência à conversão, para a salvação do homem. Na sua opinião, a falta desta mensagem na Igreja de hoje “é talvez uma das principais causas de indiferença religiosa que vivemos no mundo contemporâneo”. Acima de tudo clareza na mensagem evangélica. Por isso previne quanto à frase tão gasta de que “vamos todos para o céu”. Para ele esta é uma “música que nos pode enganar”, pois é preciso lutar, a começar pelo padre, para chegar até ao Paraíso.

 O padre da batina
 Se alguma coisa distingue este sacerdote alto num bairro de maioria muçulmana é a batina, que veste sempre, e o terço nas mãos. Para ele é primordial que o padre ser descoberto pelas pessoas. “Todos os homens, a começar por aquela pessoa que entra numa igreja, tem direito de se encontrar com um sacerdote. O serviço que oferecemos é tão essencial para a salvação que o ver-nos deve ser tangível e eficaz para permitir esse encontro”.
 Deste modo, para o padre Michel o sacerdote é sacerdote 24 horas por dia. “O serviço deve ser permanente. Que pensaríamos de um marido que a caminho do escritório de manhã tirasse a aliança?”.
 Neste aspecto é muito insistente: “Quanto àqueles que dizem que o traje cria uma distância, é porque não conhecem o coração dos pobres para quem o que se vê diz mais do que o que se diz”.

 Por último, lembra um pormenor relevante.
 Os regimes comunistas a primeira coisa que faziam era eliminar o traje eclesiástico sabendo a importância que tem para a comunicação da fé. “Isto deve fazer pensar a Igreja de França”, acrescenta.
 No entanto, a sua missão não se realiza apenas no interior do templo. É uma personalidade conhecida em todo o bairro, também pelos muçulmanos. Toma o café da manhã nos cafés do bairro, aí conversa e com os fiéis e com pessoas que não praticam. Ele chama a isso a sua pequena capela. Assim conseguiu já que muitos vizinhos sejam agora assíduos da paróquia, e tenham convertido esta igreja de São Vicente de Paula numa paróquia totalmente ressuscitada.

 Uma vida peculiar:
cantor em cabarésA vida do padre Michel Marie foi agitada. Nasceu em 1959 e tem origem russa, italiana e da Córsega. Aos 13 anos perdeu a mãe, o que lhe causou uma “fractura devastadora” que o levou a unir-se ainda mais a Nossa Senhora.
 Com um grande talento musical, apagou a perda da mãe com a música. Em 1977 depois de ter sido convidado a tocar no café Paris, de Montecarlo, mudou-se para a capital onde começou a sua carreira de compositor e cantor em cabarés. No entanto, o apelo de Deus foi mais forte e em 1988 entrou na ordem dominicana por devoção a S. Domingos. Esteve com eles quatro anos, e perante o fascínio por S. Maximiliano Kolbe passou pela ordem franciscana, onde permaneceu quatro anos.
 Foi em 1999 quando foi ordenado sacerdote para a diocese de Marselha com quase quarenta anos. Além da música, que agora dedica a Deus, também é escritor de êxito, tendo publicado já seis livros, e ainda poeta.

 Fonte: Site Comunidade Corpus Christi


Mensagem para o dia de oração pela santificação dos sacerdotes

A santidade deve ser também um projeto pastoral


No dia 27 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é celebrado o Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. Em preparação para a data, o arcebispo de Palmas (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom Pedro Brito Guimarães, publicou uma mensagem a todos os sacerdotes. Leia, na íntegra, o texto: 

Caríssimos irmãos sacerdotes,
Tenho Sede!

Todo ano, a Igreja promove a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus que, neste ano, será no dia 27 de junho. Neste dia, ela convida todo o povo de Deus de nossas comunidades eclesiais, bem como as pessoas de boa vontade, para rezarem pelos seus sacerdotes para que, fiéis aos compromissos assumidos no dia da ordenação presbiteral, tenhamos uma vida íntegra e santa, de íntima e profunda comunhão com Jesus. Pois somente assim poderemos amar verdadeiramente o rebanho do Senhor que nos foi confiado.
A santidade, além de ser um projeto pessoal de vida, deve ser também um projeto pastoral. São João Paulo II, no ano 2000, assim se expressou: “em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para onde deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (NMI 30). E o apóstolo Paulo: “A vontade de Deus é que sejais santos” (1 Ts 4,3). Tudo na vida e na missão de um sacerdote deve ter a marca da santidade. Sem santidade, estamos sem horizonte, não somos nada, não valemos nada e não fazemos nada de bom.
No Cenáculo, durante a Última Ceia, ao instituir a Eucaristia, o mandamento do amor fraterno e o sacerdócio ministerial, Jesus, o Santo e a fonte de toda santidade, revelou aos seus discípulos um dos seus desejos mais profundos: “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanece na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, e vós, os ramos” (cf. Jo 15,4-5). Permanecer em Jesus é a alegria verdadeira de nossa vida. Sem Ele, tudo em nossa vida emudece e perde sentido. Pois, foi Ele mesmo quem disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5). Decorrem desta íntima união com Jesus Cristo a conversão pessoal e pastoral, a solicitude pastoral pelos pobres e sofredores e o ardor missionário. Em outras palavras, a santidade.
Hoje, mais do que em tempos passados, o sacerdote deve ser o homem de Deus. Aquele que não se mantiver firme na fé, alegre na esperança, perseverante na oração e firme nas tribulações (cf. Rm 12,12), terá vida breve e estéril.Na realidade atual, perdemos muito daqueles papéis sociais de destaque que, em tempo de cristandade, os nossos antepassados tinham. Além do mais, com o advento dos potentes meios de comunicação, as nossas fragilidades e feridas aparecem com maior clareza, exigindo de nós mais coerência de vida e testemunho de santidade. Precisamos sempre ser pastores identificados com Jesus e com sua Igreja, pobre e para os pobres. Precisamos ser sacerdotes acolhedores, solidários, fraternos com os irmãos, encantados e apaixonados pela missão. Enfim, precisamos de sacerdotes santos. Sem a lógica da santidade, o ministério sacerdotal vale muito pouco e não passa de uma simples função social.
Neste sentido, é mister recordar o que o papa Bento XVI disse certa vez: "existem algumas condições para que haja uma crescente harmonia com Cristo na vida do sacerdote: o desejo de colaborar com Jesus para propagar o Reino de Deus, a gratuidade no serviço pastoral e a atitude de servir".O encontro com Jesus deixa o sacerdote fascinado, encantado e apaixonado por sua pessoa, suas palavras e seus gestos. É como ser atingido pela irradiação de bondade e de amor que emanam d’Ele, a ponto de querer ficar com Ele como os dois discípulos de Emaús. Cada sacerdote deveria diariamente pedir a Jesus: “Fica conosco, pois já é tarde e à noite vem chegando” (Lc 24,29). Quem se encanta por Jesus, entra em sintonia e em amizade íntima com Ele, e tudo passa a ser feito como agrada a Deus. Ser sacerdote não é mérito nosso. É um dom a ser vivido na companhia de Jesus com gratidão e generosidade.
E acrescenta o papa Bento XVI: "o convite do Senhor para o ministério ordenado não é fruto de mérito especial, mas é um dom a ser acolhido a que se corresponde dedicando-se não apenas a um projeto individual, mas ao de Deus, totalmente generoso e desinteressado. Nunca nos devemos esquecer, como sacerdotes, que a única subida legítima rumo ao ministério do pastor não é aquela do sucesso, mas a da cruz”.
Cai bem aqui o que disse o papa Francisco: “Conscientes de terem sido escolhidos entre os homens e constituídos em seu favor para esperar nas coisas de Deus, exercitem com alegria e com caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, unicamente com a intenção de agradar a Deus e não a si mesmos. Sejam pastores, não funcionários. Sejam mediadores, não intermediários”.
O coração do sacerdote é um coração sempre aberto para amar, acolher, celebrar e agradecer. Permitam-me, amados de Deus, concluir esta mensagem reportando, mais uma vez, ao que disse recentemente o papa Francisco sobre a necessidade de amar e santificar a nossa vocação sacerdotal. Diz ele: “Os sacerdotes, mais do que estudiosos, são pastores. Não podem nunca se esquecer de Cristo, seu primeiro amor, e devem permanecer sempre do seu lado.Como está hoje o meu primeiro amor? Estou enamorado como no primeiro dia? Estou feliz contigo ou te ignoro? São perguntas que temos que fazer com frequência diante de Jesus. Porque Ele pergunta isso todos os dias, como perguntou a Pedro: Simão, filho de João, tu me amas? Continuo enamorado de Jesus como no primeiro dia ou o trabalho e as preocupações me fazem olhar para outras coisas e esquecer um pouco o amor”?
Caríssimos, tenhamos sempre diante dos nossos olhos o exemplo e Jesus, o Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para procurar a ovelha, a moeda e filho perdidos e salvá-los (cf. Lc 15,4ss). Prometo, no dia do Sagrado Coração de Jesus, rezar de modo especial por todos vocês, sacerdotes do Senhor, a fim de que a vida e o ministério de vocês sejam vividos na alegria do Evangelho que nos liberta do pecado, da tristeza, do vazio interior e do isolamento. Peço também que todos os cristãos católicos façam momentos de oração, de adoração e súplica, pessoalmente ou reunidos em comunidade, implorando a Deus pela santificação dos nossos sacerdotes, tesouro precioso saído do Coração de Jesus. Que Maria, mãe dos sacerdotes, nos ajude a ter um coração manso e humilde como o Coração do seu Filho.
E todos, em uníssono, num só coração e numa só alma, possamos dizer: Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em vós! Amém!

Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas
Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada
(Fonte: CNBB)


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Vida de Padre (parte 2).

Em 2009 postei aqui em nosso blog um artigo com este seguinte título: "Vida de Padre..." Porém, não sabia que o mesmo poema intitulado "Oração do Sacerdote no domingo à tarde", de autoria do padre Michel Quoist, possui uma continuação. Acabo de encontrar o poema na íntegra aqui nos arquivos de nossa Paróquia (na Itália). Vale à pena fazer uma tradução do trecho que falta: 

[Diz o Senhor:]

Filhinho, não estás só, Eu estou contigo, sou contigo.
Eu havia uma necessidade excessiva de humanidade para continuar a Minha Encarnação e a minha Redenção.
Eu te escolhi desde toda a eternidade.
Eu preciso de ti.

Eu preciso de tuas mãos para continuar a abençoar;
Eu preciso de teus lábios para continuar a falar;
Eu preciso do teu corpo para continuar a sofrer;
Eu preciso do teu coração para continuar a amar;
Eu preciso de ti para continuar a salvar, permaneces comigo, meu filho.

***

Eis me aqui, Senhor;
Eis o meu corpo,
Eis meu coração,
Eis a minh’alma.
Tornai-me maior o quanto possível, para que eu alcance o mundo.
Tornai-me tão forte o quanto necessário para poder sustentá-lo.
Tão puro quanto possível para poder abraça-lo, se desejar retê-lo.
Concedei-me de me tornar terra de encontro, estrada que não conduza a si mesma,
Pois não há nada de humano à ultrapassar que não conduza a Vós.

Minha ordenação, 01-06-2013.
Senhor, nesta tarde, enquanto tudo silencia em meu coração, sinto duramente esta mordida da solidão,
Enquanto meu corpo grita longamente devido à sua fome de prazer,
Enquanto os homens me devoram a alma e eu me sinto incapaz de saciá-los,
Enquanto sobre meus ombros o mundo inteiro pesa com todo o seu peso de miséria e de pecado,
Eu Vos repito o meu “sim”, não em uma risada, mas lentamente, claramente e simplesmente.
Sozinho, ó Senhor, diante de Vós,
Na paz da tarde.  

Padre Michel Quoist

Do livro intitulado: Prières (em italiano: Preghiere), 1954.   

domingo, 27 de abril de 2014

Comemoramos cem mil acessos...



Com a graça de Deus, chegamos aos cem mil acessos de cinco anos de blog. Obrigado a todos os nossos leitores!

sábado, 26 de abril de 2014

Um pouco de política: "O PT começou a morrer. Que bom!" diz FOLHA.

O PT ensaiou uma reação quando veio a público a avalanche de malfeitorias óbvias na Petrobras: convocou o coração verde-amarelo da nação. Tudo não passaria de uma conspiração dos defensores da “privataria”, interessados em doar mais essa riqueza nacional ao “sagaz brichote”, para lembrar o poeta baiano Gregório de Matos, no século 17, referindo-se, em tom de censura, aos ingleses e a seu espírito mercantil. Não colou! A campanha não pegou. 
Desta vez, parece, os larápios não vão usar o relincho ideológico como biombo. Até porque, e todo mundo sabe disto, ninguém quer nem vai vender a Petrobras. Infelizmente, ela continuará a ser nossa, como a pororoca, o amarelão e o hábito de prosear de cócoras e ver o tempo passar –para lembrar o grande Monteiro Lobato, o pai da campanha “O petróleo é nosso”. A intenção era certamente boa. Ele não tinha como imaginar o tamanho do monstro que nasceria em Botocúndia.
Há nas ruas, nas redes sociais, em todo canto, sinais claros de enfraquecimento da metafísica petista. Percebe-se certo cansaço dessa estridência permanente contra os adversários, tratados como inimigos a serem eliminados. Se, em algum momento, setores da sociedade alheios à militância política profissional chegaram a confundir esse espírito guerreiro com retidão, vai-se percebendo, de maneira inequívoca, que aquilo que se apresentava como uma ética superior era e é apenas uma ferramenta para chegar ao poder e nele se manter.
A arte de demonizar o outro, de tentar silenciá-lo, de submetê-lo a um paredão moral seduz cada vez menos gente. Ao contrário: há uma crescente irritação com os estafetas dedicados a tal tarefa. Se, antes, nas redes sociais, as críticas ao petismo eram tímidas, porque se temia a polícia do pensamento, hoje, elas já são desassombradas. E se multiplicam. Os blogs sujos viraram caricatura. A cultura antipetista está em expansão. E isso, obviamente, é bom.
Notem: não estou a fazer previsões eleitorais. Não sei se Dilma será ou não reeleita; não me importa se o PT fará mais parlamentares ou menos; mais governos de Estado ou menos. Quem me lê deve supor o meu gosto para cada uma dessas possibilidades. Ainda que o partido venha a ter o melhor desempenho de sua história, terá começado a morrer mesmo assim. Refiro-me, à falta de expressão mais precisa, a uma “agitação das mentalidades” que costuma anunciar as mudanças realmente relevantes.
Pegue-se o caso do PT: não nasceu em 1980. Surgiu alguns anos antes, de demandas geradas por valores a que a política institucional, as esquerdas tradicionais e o nacionalismo pré-64, que remanescia, já não conseguiam responder. À diferença do que ele próprio deve pensar, Lula não inventou o PT. O espírito do tempo é que inventou Lula.
“Ah, mas a oposição não tem projeto!” A cada dia, fica mais evidente que essa história de “projeto” é conversa para embalar idiotas. Não é preciso parir a novidade a cada eleição. Ao contrário: o espírito novidadeiro costuma traduzir um vazio de ideias. Estancar a ladroagem nas estatais é uma boa proposta. Parar de flertar com a inflação é uma boa proposta. Desmontar o aparelhamento do estado é uma boa proposta. Estabelecer parcerias com o setor privado, em vez de comprar a sua adesão com subsídios e renúncia fiscal, é uma boa proposta. E nada disso compõe, exatamente, um “projeto”. A propósito: qual é o do PT?

Se querem, para o bem do país, tirar Dilma do trono, seus adversários devem se ocupar menos de encontrar a “pedra filosofal da oposição” do que de lembrar que estão a falar com um povo, na média, decente, a cada dia menos tolerante com bandidos que prometem a nossa salvação. Espero que Aécio Neves e Eduardo Campos descubram, finalmente, a força dos indivíduos e de seu senso de moralidade. São eles que criam o espírito do tempo. E que formam o povo.

Reinaldo Azevedo, Jornalista.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldoazevedo/2014/04/1445129-o-pt-comecou-a-morrer-que-bom.shtml

A recordação que o ex-arcebispo de Buenos Aires (Papa Francisco) escreveu depois da morte de João Paulo II

Se não me engano, era 1985. Em uma tarde, fui recitar o Terço do Rosário que o Santo Padre conduzia. Ele estava diante de todos de joelhos. O grupo era numeroso; eu via o Santo padre de costas e, pouco a pouco me deixei envolver pela oração. Não estava sozinho, mas rezava em meio ao povo de Deus ao qual pertencíamos eu e todos aqueles que estavam ali, guiados pelo nosso Pastor.

No meio da oração, me distraí, admirando a figura do Papa: a sua piedade, sua devoção era um testemunho. E o tempo desvaneceu, e comecei a imaginar o jovem sacerdote, o seminarista, o poeta, o operário, o menino de Wadowicie...  Na mesma posição a qual se encontrava naquele momento rezando as Ave-marias uma após a outra. Seu testemunho me comoveu.  Senti que aquele homem, escolhido para guiar a Igreja, havia percorrido um caminho até à sua Mãe do céu, um caminho iniciado em sua infância. E me dei conta da densidade que tinham  as palavras da Mãe de Guadalupe a São Juan Diego:  “Não temas, acaso não sou eu tua Mãe?” Incluindo a presença de Maria na vida do Papa.
O testemunho não se perdeu. Desde aquela época eu recito diariamente todos os mistérios do Rosário.

* Esta recordação foi escrita pelo então Cardeal Arcebispo de Buenos Aires Mons. JORGE MARIO BERGOGLIO (atual Papa Francisco) para a Revista mensal “30Dias” dedicada à morte do Papa João Paulo II (n. 4, abril 2005, p. 43). 

Ex-porta-voz do Vaticano destaca que os três traços da santidade do Papa Wojtyla...

O porta-voz, durante 22 dos 26 anos que durou o pontificado de João Paulo II, o espanhol Joaquín Navarro Valls, sublinhou hoje que uma pessoa que rezava como o pontífice polonês "estava em contato direto com Deus e, portanto, já era um santo". "Desde os primeiros tempos, quando eu estava perto dele, quando trabalhava com ele, e desde as primeiras vezes que o vi simplesmente orar; nesses momentos tive rapidamente a certeza de que este homem era um santo”, assegurou.
A Sala de Imprensa da Santa Sé convidou na manhã de hoje o Dr. Navarro Valls para oferecer uma coletiva de imprensa por ser uma das pessoas mais próximas do beato João Paulo II, frente à sua canonização, juntamente com o Papa João XXIII, no próximo domingo.
Durante o seu discurso, o ex-porta-voz do Vaticano destacou que os três traços da santidade do Papa Wojtyla foram: "rezar, trabalhar e sorrir”, mas principalmente valorizou a sua maneira de rezar. "A oração era para ele como respirar, era constante, necessária e intensa", disse Navarro Valls, que recordou entre as várias anedotas, vividas pessoalmente, esta característica do Papa Polonês, que às vezes se esquecia de quem estivesse do seu lado e perdia a noção do tempo que passava, devido à sua concentração na oração.
Neste mesmo sentido, relatou que João Paulo II ia à capela perto do seu refeitório para rezar três minutos antes e depois de jantar, e revelou que Karol Wojtyla rezava “levando na mão pequenos pedaços de papel”. “Certa vez, perguntei ao seu secretário: ‘Que diabo são esses papeizinhos?’”, revelou. Nesses pedacinhos de papel, que ficavam no genuflexório da sua capela particular, os seus colaboradores tinham escrito, por petição do Papa Polonês, o nome e a causa pela qual pediam para rezar nas várias cartas que recebia a cada dia. “O papa rezava pelas necessidades dos outros, jamais por si mesmo”, observou.
Em alguns dias das suas férias no Vale d' Aosta, localidade italiana da cordilheira dos Alpes, a luz da capela da casa onde se hospedava permanecia acesa desde as três da manhã até o amanhecer, disse. “Não sabia perder um minuto sem dedicar à oração. Ele nunca tinha pressa”, insistiu.
Navarro Valls também destacou o "grande senso de humor do Papa" e seu sorriso sempre presente. "Uma das coisas mais tristes para mim foi como, devido à doença de Parkinson, desapareceu o sorriso no rosto", assegurou e sublinhou que "um santo nunca pode ser triste" e João Paulo II estava sempre sorrindo. "Apesar de seus problemas de saúde, da quantidade de problemas que chegavam à sua mesa... nunca perdeu o bom humor”, acrescentou.
Além disso, o colaborador próximo do Papa polonês explicou que "a santidade não existe em abstrato, no testemunho bíblico diz que só Deus é santo, a Igreja não faz santos, confirma a vida de santidade que a pessoa levou nesta terra”. Neste sentido, observou que "se alguém quiser ser santo deverá começar o quanto antes porque quando morrer, nunca mais terá essa oportunidade”.

Por fim, o ex- porta-voz do Vaticano afirmou que “João Paulo II tinha uma enorme capacidade de trabalho. Um trabalho que era intenso e surpreendente. Era o trabalho de um santo". "Posso dizer-lhes que em toda a minha vida nunca vi alguém que trabalhasse como ele. João Paulo II não sabia fisicamente como perder um só minuto, porém nunca tinha ansiedade”, continuou. E concluiu reconhecendo que “os seus colaboradores tiveram que aprender a levar esse estilo de vida e ele tinha uma capacidade muito grande conectar as menores coisas com os maiores valores”.

Fonte: Zenit.

De volta ao blog em 2014...

Depois de um longo período de adaptação em nossa nova missão aqui na Itália, decidimos por bem, retornar com nosso blog. Confesso que estava com saudades de minhas postagens aqui e de tudo que partilhamos em matéria de fé, liturgia curiosidades (e politica também!). 
O ato de "blogar", para um blogueiro, deve ser sempre divertido! A pesar de que muitos dos temas que abordamos são tidos como "pesados" e incômodos. Enfim, é sempre algo necessário. 
Bem vindos de volta!




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