sábado, 26 de abril de 2014

Ex-porta-voz do Vaticano destaca que os três traços da santidade do Papa Wojtyla...

O porta-voz, durante 22 dos 26 anos que durou o pontificado de João Paulo II, o espanhol Joaquín Navarro Valls, sublinhou hoje que uma pessoa que rezava como o pontífice polonês "estava em contato direto com Deus e, portanto, já era um santo". "Desde os primeiros tempos, quando eu estava perto dele, quando trabalhava com ele, e desde as primeiras vezes que o vi simplesmente orar; nesses momentos tive rapidamente a certeza de que este homem era um santo”, assegurou.
A Sala de Imprensa da Santa Sé convidou na manhã de hoje o Dr. Navarro Valls para oferecer uma coletiva de imprensa por ser uma das pessoas mais próximas do beato João Paulo II, frente à sua canonização, juntamente com o Papa João XXIII, no próximo domingo.
Durante o seu discurso, o ex-porta-voz do Vaticano destacou que os três traços da santidade do Papa Wojtyla foram: "rezar, trabalhar e sorrir”, mas principalmente valorizou a sua maneira de rezar. "A oração era para ele como respirar, era constante, necessária e intensa", disse Navarro Valls, que recordou entre as várias anedotas, vividas pessoalmente, esta característica do Papa Polonês, que às vezes se esquecia de quem estivesse do seu lado e perdia a noção do tempo que passava, devido à sua concentração na oração.
Neste mesmo sentido, relatou que João Paulo II ia à capela perto do seu refeitório para rezar três minutos antes e depois de jantar, e revelou que Karol Wojtyla rezava “levando na mão pequenos pedaços de papel”. “Certa vez, perguntei ao seu secretário: ‘Que diabo são esses papeizinhos?’”, revelou. Nesses pedacinhos de papel, que ficavam no genuflexório da sua capela particular, os seus colaboradores tinham escrito, por petição do Papa Polonês, o nome e a causa pela qual pediam para rezar nas várias cartas que recebia a cada dia. “O papa rezava pelas necessidades dos outros, jamais por si mesmo”, observou.
Em alguns dias das suas férias no Vale d' Aosta, localidade italiana da cordilheira dos Alpes, a luz da capela da casa onde se hospedava permanecia acesa desde as três da manhã até o amanhecer, disse. “Não sabia perder um minuto sem dedicar à oração. Ele nunca tinha pressa”, insistiu.
Navarro Valls também destacou o "grande senso de humor do Papa" e seu sorriso sempre presente. "Uma das coisas mais tristes para mim foi como, devido à doença de Parkinson, desapareceu o sorriso no rosto", assegurou e sublinhou que "um santo nunca pode ser triste" e João Paulo II estava sempre sorrindo. "Apesar de seus problemas de saúde, da quantidade de problemas que chegavam à sua mesa... nunca perdeu o bom humor”, acrescentou.
Além disso, o colaborador próximo do Papa polonês explicou que "a santidade não existe em abstrato, no testemunho bíblico diz que só Deus é santo, a Igreja não faz santos, confirma a vida de santidade que a pessoa levou nesta terra”. Neste sentido, observou que "se alguém quiser ser santo deverá começar o quanto antes porque quando morrer, nunca mais terá essa oportunidade”.

Por fim, o ex- porta-voz do Vaticano afirmou que “João Paulo II tinha uma enorme capacidade de trabalho. Um trabalho que era intenso e surpreendente. Era o trabalho de um santo". "Posso dizer-lhes que em toda a minha vida nunca vi alguém que trabalhasse como ele. João Paulo II não sabia fisicamente como perder um só minuto, porém nunca tinha ansiedade”, continuou. E concluiu reconhecendo que “os seus colaboradores tiveram que aprender a levar esse estilo de vida e ele tinha uma capacidade muito grande conectar as menores coisas com os maiores valores”.

Fonte: Zenit.

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