sábado, 7 de novembro de 2015

domingo, 4 de outubro de 2015

Sínodo da Família: a vocação e a missão da família na Igreja e na sociedade...

O Papa Francisco explicou hoje a importância do Sínodo da Família ao presidir o ângelus da janela de seu estúdio no Palácio Apostólico. Logo depois da Missa celebrada na Basílica Vaticano com a que foi inaugurado o Sínodo da Família que leva como tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, o Pontífice saudou os fiéis na Praça de São Pedro e assinalou que os matrimônios por sua união “transmitem a vida a novos seres humanos: convertem-se em pais” e por isso “participam da potência criadora do próprio Deus”.
Os Padres Sinodais, provenientes de todas partes do mundo e reunidos em torno do Sucessor do Pedro, refletirão durante três semanas sobre a vocação e a missão da família na Igreja e na sociedade, para um atento discernimento espiritual e pastoral”, explicou ao início da alocução.
“Teremos nossos olhos fixos em Jesus para identificar, sobre a base de seu ensinamento de verdade e de misericórdia, os caminhos mais oportunos para um trabalho adequado da Igreja com as famílias e pelas famílias, para que o desenho originário do Criador sobre o homem e a mulher possa ser feito e concretizado em toda sua beleza e sua força no mundo de hoje”.
O Santo Padre comentou brevemente as leituras da liturgia do dia e sublinhou que precisamente uma delas é “o texto fundamental do Livro do Gênesis sobre a reciprocidade entre homem e mulher:
“Por isso, o homem deixa seu pai e sua mãe e se une a sua mulher e os dois são uma só carne, quer dizer, uma só vida, uma só existência”.
Mas o Papa advertiu de que isto é possível porque “Deus é amor” e “se participa de sua obra criadora quando se ama com Ele e como Ele”.
“Este é também o amor que Ele doa aos esposos no Sacramento do matrimônio”. É o amor que alimenta sua relação, através de alegrias e dores, momentos serenos e difíceis”.
“É o amor que suscita o desejo de gerar os filhos, de atendê-los, acolhê-los, criá-los e educá-los” e “o mesmo amor que, no Evangelho de hoje, Jesus manifesta às crianças”.
Por isso, “hoje pedimos ao Senhor que todos os pais e educadores do mundo, como também toda a sociedade, façam-se instrumentos daquela acolhida e aquele amor com o que Jesus abraça os mais pequeninos”, explicou o Papa aos fiéis.
“Ele olhe para os seus corações com a ternura e solicitude de um pai e ao mesmo tempo de uma mãe”, sublinhou depois.
Francisco teve também recordou das crianças doentes, abandonadas, exploradas, obrigadas à guerra, rejeitadas”.
“É doloroso ver as imagens das crianças infelizes, com o olhar perdido, que escapam da pobreza e dos conflitos, tocando nas nossas portas e nos nossos corações implorando ajuda”.
Francisco desejou que “O Senhor nos ajude a não ser sociedade-fortaleza e sim uma sociedade-família, capazes de acolher, com regras adequadas, mas acolher”.

“Convido-lhes a sustentar com a oração os trabalhos do Sínodo, para que o Espírito Santo faça os Padres Sinodais plenamente dóceis às suas aspirações”.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Virgem do Silêncio - Cantores de Deus


Em homenagem a NOSSA SENHORA DAS DORES, dedicamos a ela o video da semana!

Nossa Senhora das Dores,

Rogai por nós!



Nossa Senhora das Dores, 15 de setembro

Nossa Senhora das Dores (também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário, Nossa Senhora do Monte Calvário, Nossa Senhora da Agonia, Mãe Soberana, Virgem das Angústias, ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como Beata Maria Virgo Perdolens, ou Mater Dolorosa).
Os primeiros traços deste piedosa devoção encontram-se nos escritos de Santo Anselmo e de muitos monges beneditinos e cistercienses, tendo nascido da meditação da passagem do Evangelho que nos mostra a dulcíssima Mãe de Deus e São João aos pés da Cruz do divino Salvador.
Muitos Padres da Igreja, como Santo Efrém, Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Bernardo, fizeram comoventes considerações sobre as dores da Mãe de Deus. Esta devoção deve-se, na Igreja, sobretudo, à pregação dos Padres Servitas desde o ano 1230 e entrou na liturgia como memória por obra do Papa Bento XIII em 1724. A festa põe em destaque a participação ativa de Maria nos sofrimentos redentivos de Cristo.
Foi a compaixão da Virgem Imaculada que alimentou a piedade dos fiéis. Somente no século XIV, talvez opondo-se às cinco alegrias de Nossa Senhora, foi que apareceram as cinco dores que variariam de episódios:

1. A profecia de Simeão
2. A perda de Jesus em Jerusalém
3. A prisão de Jesus
4. A paixão
5. A morte

Logo este número passou para dez, mesmo quinze, mas o número sete foi o que prevaleceu. Assim, temos as sete horas, uma meditação das penas de Nossa Senhora, durante a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo:

Matinas - A prisão e os ultrajes
Prima - Jesus diante de Pilatos
Terça - A condenação
Sexta - A crucifixão
Nona - A morte
Vésperas - A descida da cruz
Completas - O sepultamento

As chamadas Sete Espadas desenvolvem-se por circunstâncias escolhidas dentre as da vida da Santíssima Virgem:

Primeira Espada: Outra não é que a da profecia de Simeão.
Segunda Espada: O massacre dos inocentes, a mandado de Herodes.
Terceira Espada: A perda de Jesus em Jerusalém, quando o Salvador então contava doze anos de idade, feito homem.
Quarta Espada: A prisão de Jesus e os julgamentos iníquos, pelos quais passou.
Quinta Espada: Jesus pregado na Cruz entre os dois ladrões e a morte.
Sexta Espada: A descida da Cruz.
Sétima Espada: A sepultura de Jesus

As sete tristezas de Nossa Senhora formam uma série um pouco diferente:
1. A profecia de Simeão
2. A fuga para o Egito
3. A perda de Jesus Menino, depois encontrado no Templo
4. A prisão e a condenação
5. A Crucifixão e a morte
6. A descida da Cruz
7. A tristeza de Maria, ficando na terra depois da Ascensão.

Nossa Senhora das Dores nos faz, também, compreender a necessidade de unir nossos sofrimentos aos de Cristo. É uma lei do Cristianismo: quanto mais um cristão se aproxima de Cristo, tanto mais ele deve, igualmente, aproximar-se da cruz. Maria soube, portanto, mais do que ninguém, participar da paixão de Cristo.

Oração da Nossa Senhora das Dores: 


Virgem Mãe tão santa e pura, vendo eu tua amargura, possa contigo chorar. Que do Cristo eu traga a morte, sua paixão me conforte, sua cruz possa abraçar! Em sangue as chagas me lavem e no meu peito se gravem, para não mais se apagar. No julgamento consegue que às chamas não seja entregue quem soube em ti se abrigar. Que a santa cruz me proteja, que eu vença a dura peleja, possa do mal triunfar! Vindo, ó Jesus, minha hora, por essas dores de agora, no céu mereça um lugar.

Amém.

domingo, 6 de setembro de 2015

Os quize ensinamentos dos santos sobre a amizade…

Pode ser que muitos de nós sejamos ricos e ainda não nos demos conta. A Palavra de Deus já nos ensinava desde o Antigo Testamento: “Amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar, terá encontrado um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão” (Eclo 6, 14-16).
Se Jesus, que é Deus, quis precisar de amigos para seguir sua caminhada neste mundo; imagine nós? O ser humano não pode viver como uma ilha. É como afirmou São João Bosco em sua famosa frase: “Deus nos colocou no mundo para os outros”. Uma grande verdade! Inclusive, podemos dizer até que a partir de Cristo, a amizade tomou um novo sentido, o amigo é aquele que descobriu o valor e a dignidade do irmão, à luz do Evangelho.
Essa sincera amizade, no verdadeiro sentido humano e cristão, se propagou entre os primeiros cristãos refugiados nas catacumbas. A história da Igreja é marcada de exemplos de profundas amizades entre os santos padres, como São Basílio e São Gregório, entre os grandes santos, como São Francisco de Assis e Santa Clara, Santo Ambrósio e Santa Mônica e muitos outros.
Em um de seus belíssimos escritos, São Gregório Nazianzeno, um dos padres da Igreja, escreveu sobre seu amigo São Basílio, e nos explicou um pouco como viviam profundamente a amizade:
“Encontramo-nos em Atenas. Como o curso de um rio, que partindo da única fonte se divide em muitos braços, Basílio e eu nos tínhamos separado para buscar a sabedoria em diferentes regiões. Mas voltamos a nos reunir como se nos tivéssemos posto de acordo, sem dúvida porque Deus assim quis.
Nesta ocasião, eu não apenas admirava meu grande amigo Basílio vendo-lhe a seriedade de costumes e a maturidade e prudência de suas palavras, mas ainda tratava de persuadir a outros que não o conheciam tão bem a fazerem o mesmo. Logo começou a ser considerado por muitos que já conheciam sua reputação.
Que aconteceu então? Ele foi quase o único entre todos os que iam estudar em Atenas a ser dispensado da lei comum; e parecia ter alcançado maior estima do que comportava sua condição de novato. Este foi o prelúdio de nossa amizade, a centelha que fez surgir nossa intimidade; assim fomos tocados pelo amor mútuo.
Com o passar do tempo, confessamos um ao outro nosso desejo: a filosofia era o que almejávamos. Desde então éramos tudo um para o outro; morávamos juntos, fazíamos as refeições à mesma mesa, estávamos sempre de acordo aspirando os mesmos ideais e cultivando cada dia mais estreita e firmemente nossa amizade.
Movia-nos igual desejo de obter o que há de mais invejável: a ciência; no entanto, não tínhamos inveja, mas valorizávamos a emulação. Ambos lutávamos, não para ver quem tirava o primeiro lugar, mas para cedê-lo ao outro. Cada um considerava como própria a glória do outro.
Parecia que tínhamos uma só alma em dois corpos. E embora não se deva dar crédito àqueles que dizem que tudo se encontra em todas as coisas, no nosso caso podia se afirmar que de fato cada um se encontrava no outro e com o outro.
A única tarefa e objetivo de ambos era alcançar a virtude e viver para as esperanças futuras, de tal forma que, mesmo antes de partirmos desta vida, tivéssemos emigrado dela. Nesta perspectiva, organizamos toda a nossa vida e maneira de agir. Deixamo-nos conduzir pelos mandamentos divinos estimulando-nos mutuamente à prática da virtude. E, se não parecer presunção minha dizê-lo, éramos um para o outro a regra e o modelo para discernir o certo e o errado.
Assim como cada pessoa tem um sobrenome recebido de seus pais ou adquirido de si próprio, isto é, por causa da atividade ou orientação de sua vida, para nós a maior atividade e o maior nome era sermos realmente cristãos e como tal reconhecidos”. (Retirado do Ofício das Leituras- 02.01.15)
A verdadeira amizade, além de ser relação entre pessoas é ajuda mútua e caminho espiritual. Podemos perceber isso claramente na vida dos santos.
Em uma de suas catequeses, o Papa Bento XVI destacou:
“Essa é uma característica dos santos: cultivam a amizade, porque é uma das manifestações mais nobres do coração humano e tem em si algo de divino, como Tomás mesmo explicou em algumas quaestiones da Summa Theologiae, na qual ele escreve: ‘A caridade é a amizade do homem com Deus em primeiro lugar, e com os seres que a Ele pertencem’.”
Conheça aqui 15 ensinamentos que os santos nos deixaram sobre a amizade:
1-“Nem sempre o que é indulgente conosco é nosso amigo, nem o que nos castiga, nosso inimigo. São melhores as feridas causadas por um amigo que os falsos beijos de um inimigo. É melhor amar com severidade a enganar com suavidade”. Santo Agostinho
2-“Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado enquanto caminhas neste mundo, e chegarás junto daquele com quem desejas permanecer para sempre.” Santo Agostinho
3-“Disse muito bem quem definiu o amigo como metade da própria alma. Eu tinha de fato a sensação de que nossas duas almas fossem uma em dois corpos.” Santo Agostinho
4-“A amizade é tão verdadeira e tão vital, que nada mais santo e vantajoso pode-se desejar no mundo.” Santo Agostinho
5-“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”. Santa Teresa D´Ávila
6-“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”. Santa Teresa D´Ávila
7-“A amizade, cuja fonte é Deus, não se esgota nunca.” Santa Catarina de Sena
8- “Qualquer amigo verdadeiro quer para seu amigo: 1) que exista e viva; 2) todos os bens; 3) fazer-lhe o bem; 4) deleitar-se com sua convivência; e 5) finalmente compartilhar com ele suas alegrias e tristezas, vivendo com ele um só coração”. São Tomás de Aquino
9-“A amizade diminui a dor e a tristeza”. Santo Tomás de Aquino
10-“Quem com palavras, conversas e ações der escândalos, não é um amigo, mas um assassino de almas.” São João Bosco
11-“Temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade”. Beata Madre Teresa de Calcutá
12-“As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável”. Beata Madre Teresa de Calcutá
13-“Ama a todos os homens com um grande amor de caridade cristã, mas não traves amizade senão com aquelas pessoas cujo convívio te pode ser proveitoso; e quanto mais perfeitas forem estas relações, tanto mais perfeita será a tua amizade”. São Francisco de Sales
14-“No mundo é necessário que aqueles que se entregam à prática da virtude se unam por uma santa amizade, para mutuamente se animarem e conservarem nesses santos exercícios”. São Francisco de Sales
15-“Faz-nos tanto bem, quando sofremos, ter corações amigos, cujo eco responde a nossa dor”. Santa Teresa de Lisieux
Que neste dia do amigo, possamos refletir: “Que tipo de amigo eu sou?”; e pedir ao Senhor que nos dê a graça de viver santas amizades.


Papa Francisco: uma simplicidade que cativa!

Cada Romano Pontífice possui um carisma próprio e uma singularidade de caráter. Com Papa Francisco não é diferente, e ele cada vez mais vem conquistando a simpatia de muitos não-cristãos por toda a parte. Um exemplo disto, é quando ele mesmo afirma que necessita do contato interpessoal, ver ser visto pelas pessoas, tocar e ser tocado… Enfim, seguir o exemplo de Jesus, o Sumo Pontífice  -“o Grande Construtor de Pontes” – como afirma o Papa. 
A verdade é a Igreja está saturada de palavras, mas carente de testemunhos. O Santo Padre nos dá um modelo de sacerdote acessível às pessoas, de modo simples e acolhedor. Para nós, jovens sacerdotes, seguir o exemplo de Papa Francisco e algo esperado e desejado pelos nossos paroquianos. Mas também é um desafio o seu insistente convite para sairmos de nós mesmos, das nossas seguranças e apegos e nos colocarnos diretamente a serviço do próximo. Ele nos pede um Evangelho pregado e vivido com a vida e não somente com belas palavras! 

Obrigado Santo Padre!
 Oramos por vós!


Na foto acima, um “murales gigante” na faxada de um edifício - Madson Square Garden em Nova York, onde o Santo padre será recebido no próximo dia 25 de setembro.

Salmo do 23° Domingo do Tempo Comum (Salmo 145).


Salmo - Sl 145,7.8-9a.9bc-10
(R.1.2a)


O Senhor é fiel para sempre,*
faz justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos,*
é o Senhor quem liberta os cativos.R.


O Senhor abre os olhos aos cegos*

o Senhor faz erguer-se o caído;
o Senhor ama aquele que é justo*
9a É o Senhor quem protege o estrangeiro.R.
9bc Ele ampara a viúva e o órfão*
mas confunde os caminhos dos maus.
10 O Senhor reinará para sempre!
Ó Sião, o teu Deus reinará*
para sempre e por todos os séculos!R.

sábado, 29 de agosto de 2015

Crítica com pitada de ironia, através de ilustrações deslumbrantes sobre a sociedade moderna.


O artista londrino Steve Cutts é ilustrador e animador. Cutts costumava trabalhar para várias empresas e marcas, mas parou em 2012 buscando trabalhos freelance. Recentemente, as ilustrações de Cutts passaram a focar em sátiras sobre assuntos relevantes e ganharam bastante atenção. 

 “A sociedade é um lugar estranho atualmente e um dos papeis do artista sempre foi, tradicionalmente, comentar o período em que ele vive. Para mim, é meu trabalho é conectar coisas que você não associaria imediatamente, reorganizando-as em uma forma irônica para transmitir uma mensagem”.

Ele diz que seu estilo foi inspirado por cartoons dos anos 1930 e 1940, bem como por quadrinhos e graphic novels modernos. Ele leva cerca de uma semana para fazer cada peça, sendo que existem várias versões de cada uma delas. Ele pega a que mais se destaca e escolhe como o produto final.



Alguns trabalhos dele possuem títulos relacionados com o conteúdo, como esse aqui, chamado “Evolution”. Enquanto outros são mantidos como trabalhos independentes, abertos à interpretação. Cutts diz que ele tem recebido reações fortes às suas obras. “Estou absolutamente entusiasmado com as reações que meu trabalho recebeu até agora. Eu nunca sei como meu trabalho será recebido, então claro que é ótimo ter uma resposta tão fantástica!”. Ele acrescentou que o objetivo que ele tenta alcançar é simples. “Eu tento fazer um trabalho que tenha uma visão geral, enquanto, com sorte, faço algumas pessoas rirem no caminho”.

                                      

Visite o site de Steve Cutts

tradução do texto: 

TWITER: Crescem as fileiras antiLula.

No dia em que o boneco inflável do ex-presidente Lula vestido de presidiário voltou a circular, houve uma batalha em torno do líder petista no Twitter. A disputa foi entre as hashtags #LulaNuncaMais, que concentrou críticos, e #LulaForever, com apoiadores. O monitoramento feito com a ferramenta TwitterReverb, do próprio Twitter, indicou que o texto crítico foi compartilhado em maior número. Entre 3h e 17h40, foram registradas cerca de 48.000 menções carregando #LulaNuncaMais, contra 17.000 com #LulaForever (confira na imagem abaixo). 

A divisão reflete fielmente rejeição e apoio ao ex-presidente? Em termos. Por um lado, cada uma das hashtags de fato atraiu simpatizantes a suas posições - colocadas de forma muito clara. Mas um retrato mais preciso das conversas ocorridas no serviço de mensagens de 140 caracteres demanda uma análise mais profunda, que leve em conta, por exemplo, casos em que os usuários citaram uma hashtag para criticá-la. De qualquer forma, a adesão dos usuários do Twitter (cerca de 30 milhões de brasileiros, estima-se) às fileiras antiLula e Lula serve de reflexão. Inclusive para o próprio.
fonte: Veja



Nosso comentário…

Os altos ídices de rejeição do ex-presidente Lula, apenas refletem o descontentamento da nossa população brasileira com o atual governo Dilma e petista.  Muito triste é perceber que o nosso “gigante adormecido” é lento em seu reciocínio e lento também na sua ação. NOSSO BLOGUE APOIA HASHTAG #LulaNuncaMais!

A “judaízação” da IURD, como isso acontece…

Estava refletindo sobre este estranho processo de “judaízação” da igreja dita “universal” (que ironicamente em grego quer dizer:  katholike - “católica”). Achei muito pertinente compartilhar este artigo da Revista Veja do ano passado, intitulado: RABINO EDIR? QUASE. VALE A PENA RESSALTAR QUE O ARTIGO PERTENCE A UMA FONTE LAICA:

De quipá, xale de orações, barba de profeta e chamado por alguns de seus pastores de “sumo sacerdote”, o nome dado ao religioso supremo do antigo povo de Israel. Edir Macedo fez uma mudança surpreendente na narrativa da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), a maior confissão neopentecostal do país, criada por ele.
Os elementos da religião judaica que o líder evangélico passou a incorporar imprimem um novo significado à sua obra magna, o gigantesco Templo de Salomão do Brás, em São Paulo, inaugurado na semana passada.
Uma vez que Macedo não ficou louco, não rasga dinheiro nem pretende deixar de arrecadá-lo, a virada judaicizante é analisada fora da Iurd à luz da carreira excepcionalmente bem-sucedida do homem que partiu de zero para 1,9 milhão de fiéis em menos de quatro décadas – com um pequeno encolhimento nos últimos anos, produto da concorrência.
“É uma estratégia de marketing. Ele quer recuperar o que já teve e, fantasiado assim, dar uma nova guinada em sua teologia. Edir é conhecido por não ter nenhuma coerência bíblica”, diz um dos maiores líderes evangélicos do país, e concorrente de Macedo.

O Templo de Salomão, aberto com a presença da presidente Dilma Rousseff e do governador paulista Geraldo Alckmin, é um sinal de que Macedo pensa mais do que grande. O templo original, descrito na Bíblia, foi erguido em Jerusalém no reino de Salomão, quase 1 000 anos antes de Cristo, como a primeira construção permanente de louvor a YHWH, Deus de Israel. Foi destruído por Nabucodonosor, rei da Babilônia, e reconstruído em 516 a.C., sob a designação conhecida como Segundo Templo.
Na catástrofe seguinte, foram as tropas do Império Romano que puniram uma rebelião não só arrasando o templo como levando o povo judeu à diáspora. Um Terceiro Templo, místico ou real, é esperado por judeus e cristãos que acreditam nas profecias sobre o fim dos tempos.

Enquanto isso não acontece, mórmons, maçons e agora a Universal fazem suas versões. Não é coisa pouca. No ano passado, Macedo falou da grandiosidade de sua construção e aproveitou para passar o solidéu: “Pensem em doar 10% – não é o dízimo – ao templo. Só a iluminação dele custou 22 milhões de reais. Vai somando. As 10 000 cadeiras, mais 22 milhões. As pedras, que vieram de Israel, 30 milhões. O som saiu por 10 milhões. Estamos fazendo tudo do melhor. Amém, pessoal?”.

O que Macedo quer é superar a Igreja Católica. Esse templo tem quatro vezes o tamanho do Santuário de Aparecida e é agora a maior construção religiosa do país”, acredita Ricardo Mariano, professor de sociologia da USP e especialista em igrejas neopentecostais.

Ele dá exemplos do impulso expansionista da Universal: “Em 37 anos de existência, ela abriu quase 200 igrejas, dentro e fora do país, tem a segunda maior rede de TV, um partido político e parte dos 50 milhões de evangélicos, um quarto da população brasileira”.
Mariano também aponta a conexão teológica das igrejas evangélicas com o judaísmo, através da ênfase no Antigo Testamento. Robson Rodovalho, bispo fundador da igreja Sara Nossa Terra, diz que os judeus são “queridos e protegidos pelos evangélicos; em orações e em posicionamentos pró-Israel”.
Templos da Universal há anos exibem menorás, candelabros de sete velas, um dos principais símbolos do judaísmo, mas os paramentos litúrgicos portados por Macedo e outros pastores em cultos recentes – quipá, o pequeno chapéu, e talit, o xale branco com listas azuis, que rabinos e judeus religiosos usam para fazer preces e em cerimônias nas sinagogas – trazem praticamente uma revolução teológica.

Os obreiros passaram a ser chamados de levitas, como os sacerdotes bíblicos originais – que deixaram de existir com a destruição do Segundo Templo -, usando trajes brancos com faixas douradas na cintura. Macedo e sua família já estão morando no maior dos cinquenta apartamentos construídos dentro do gigantesco templo.

Ao todo, a obra, inaugurada ainda sem alvará dos bombeiros, custou 685 milhões de reais e inclui detalhes realistas, como oliveiras no paisagismo e um altar no formato da Arca da Aliança, onde na Antiguidade se acreditava que estavam guardadas as tábuas com os Dez Mandamentos.
A religião judaica não busca converter novos
fiéis e costuma receber mal a apropriação de seus símbolos. De um ponto de vista neutro, porém, será muito interessante acompanhar para onde Edir Macedo pretende conduzir seu povo.



GRIFO NOSSO. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Pedidos de oração.

“A oração é o melhor presente que podemos receber, pois aqueles que oram por nós estão pedindo a Deus pelas nossas necessidades.

É de graça e está ao nosso dispor, a qualquer momento…

Na alegria, na tormenta, no louvor, na súplica… 
Deus sempre estará lá para nos ouvir e atender, segundo a Sua vontade!”

Como diz a Sagrada Escritura: 

“A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá” (Tiago 5, 15).

Acesse o link (aqui!)
Nós rezaremos em sua intenção.







quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Comprovada a fraude em enquete sobre a ‘definição de família’ no site do Senado: “Mais de 1,6 milhão de votos vieram de um único IP”.

O Poder Legislativo cumpre papel imprescindível perante a sociedade do País, visto que desempenha três funções primordiais para a consolidação da democracia: representar o povo brasileiro, legislar sobre os assuntos de interesse nacional e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.
Nesse contexto, a Câmara dos Deputados, autêntica representante do povo brasileiro, exerce atividades que viabilizam a realização dos anseios da população, mediante discussão e aprovação de propostas referentes às áreas econômicas e sociais, como educação, saúde, transporte, habitação, entre outras, sem descuidar do correto emprego, pelos Poderes da União, dos recursos arrecadados da população com o pagamento de tributos.
Assim, a Câmara dos Deputados compõe-se de representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, o que resulta em um Parlamento com diversidade de idéias, revelando-se uma Casa legislativa plural, a serviço da sociedade brasileira.

As sessões da Câmara pode ser acompanhadas por meio do seu próprio http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/aoVivo.html

Porém, a maior parte de nós cidadãos brasileiros comuns não tem a mínima ideia do que fazem, das decisões que tomam e de como estes nos afetam pessoalmente.
Recentemente, o resultado de uma enquete infame acerca do “conceio de núcleo familiar” estava disponível no site da Câmara. Tal resultado, que seria a resposta do povo, foi-se verificado uma grande fraude.
A enquete on-line que questiona o cidadão se ele concorda que a definição de família é o núcleo formado a partir da união de um homem e uma mulher. A votação foi encerrada com 51,62% de votos pelo não e 48,09% pelo sim (0,29% escolheram a opção “não tenho opinião formada”).
O deputado Diego Garcia (PHS-PR), relator do projeto de lei 6583/2013 conhecido como Estatuto da Família, denunciou que a maioria dos votos que não concordam em definir família como união heterossexual partiram de apenas alguns computadores.
O parlamentar foi a fundo e solicitou ao departamento responsável pela enquete na Câmara Federal que fornecesse os IPs das máquinas que votaram.
O resultado desse levantamento mostrou que mais de 3 milhões de votos são votos que vieram de apenas 66 computadores. “Mais de 3 milhões de votos foram manipulados para a resposta não”, denuncia Garcia.
“Mais de 1,6 milhão de votos vieram de um único IP, ou seja, de um único computador. 122 mil votos em um único dia, para uma única opção da cidade de Garanhuns (PE), mas uma coisa interessante, presidente, a cidade tem apenas 112 mil habitantes. Outro detalhe: 60 mil votos em um único dia para uma única opção em uma cidade nos Estados Unidos com uma população de 8.500 pessoas”, afirmou.

Diego Garcia pedia que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tome providências para refazer a contagem dos votos e publicar o verdadeiro resultado da enquete que pelas contas do parlamentar seria de 67% para sim e 33% para não. Cunha se comprometeu a tomar as devidas providências.

Precisamos estar atentos a estes fatos. Caso contrário, a coisa só tende a piorar. #acordabrasil!


26 de Agosto: Nossa Senhora do Monte Claro ou Nossa Senhora de Częstochowa. Padroeira da Polônia.

Abrindo uma nova "tag" em nosso blogue: "COM MARIA TODOS OS MESES", iniciamos com a Padroeira da Polônia. 

O quadro de Nossa Senhora de Monte Claro não é somente venerado em Częstochowa, mas em toda a Polônia e em diversos lugares do mundo. Os poloneses que por tantos motivos eram obrigados a deixar a pátria e migraram, levavam consigo o quadro de Nossa Senhora de Monte Claro. Os imigrantes construiram igrejas, capelas que dedicaram à Nossa Senhora de Monte Claro. No Brasil temos também alguns templos, paróquias que levam o nome de Nossa Senhora de Monte Claro ou Częstochowa.
O centro espiritual da Polônia é a cidade de Częstochowa. Caminhando pela Avenida de Nossa Senhora (Aleje Najświetszej Maryi Panny) em Częstochowa, o peregrino avista-se com uma colina chamada JASNA GÓRA (Monte Claro). Em cima dela ergue-se um complexo de edificações: a igreja-basílica e o convento dos padres paulinos. No centro deste complexo encontra-se um tesouro todo especial que possui Jasna Góra (Monte Claro), tesouro que influi decisivamente na vida e caráter da colina: o quadro da Mãe de Deus, Maria Santíssima, chamada NOSSA SENHORA DE MONTE CLARO (ou: Nossa Senhora de Częstochowa). O quadro é conhecido também como VIRGEM NEGRA. Ele mede 112x82 cm.

Na segunda metade do século XV, o eminente historiador polonês Jan Długosz escreveu em “Liber beneficiorum diocesis cracoviensis”, que em Częstochowa “mostram a imagem de Maria preclara, Virgem muito venerável, soberana do mundo e nossa, imagem feita com uma rara e maravilhosa arte. A expressão do seu rosto é muito doce, independente do lado que se olha. Dizem que foi São Lucas Evangelista que pintou esta imagem (...). Aqueles que contemplam esta imagem sentem-se invalidos por uma particular devoção: sentem-se como se olhassem para uma pessoa viva”. Essa descrição poética de Długosz não corresponde exatamente a verdadeira história do quadro. Nem a análise artística, e nem a análise histórica chegam às concluções definitivas.
Pode se constatar que o original do quadro era um ícone bizantino inspirado numa imagem venerada em Constantinopla a partir do século V, num bairro de pilotos e guias do porto. Esse tipo representação da Virgem com Menino no braço esquerdo, que nas suas versões mais antigas tinha numa das mãos um rolo de pergamino, mais tarde um livro, chamava-se “Hedegedria”. O original de Constantinopla foi destruido durante a invasão da cidade pelos turcos no ano de 1453. Na época já existiam várias cópias e versões, famosas no mundo cristão. Uma delas é a chamada Virgem de Neves, ou Salus Populi Romani, que se encontra na capela paulina da basílica romana Santa Maria Maggiore e outra é justamente a Virgem de Czêstochowa. É difícil determinar a data de origem desta última. Poderia ser pintada no período de V até XIV século. Quando ao lugar, também não se chegou a uma definição.
O que se sabe, é que o quadro chegou a Jasna Góra (Monte Claro) no dia 31 de agosto de 1382, trazido por Ladislau de Opole (Władysław Opolczyk), Governador de Rutênia, que residiu na cidade de Bałz nos anos de 1372 até 1387. A imagem então devia ser trazida à Jasna Góra de Rutênia. Encontramos a descrição de seu translado num manuscrito do século XV. Este manuscrito confirma também o culto ao quadro. Refere-se também aos donativos e valiosas oferendas trazidas pelos peregrinos não só da Polônia, mas também do estrangeiro. “... de toda a Polônia e dos países vizinhos como Silésia, Morávia, Hungria, Prússia”.
 Os paulinos levaram o quadro ultrajado à Cracóvia para mostrá-lo ao rei Ladislau Jagiełło. O rei mandou restaurar o quadro. Primeiro a restauração foi confiada aos artistas da corte, que favoreciam a pintura bizantino-russa. Não conseguindo uma restauração desejada, o rei entregou o quadro aos artistas da Europa Ocidental. Foram estes artistas que deram o toque final ao quadro.

Os monjes e fiéis haviam se acostumado às cicatrizes no rosto da Virgem. Seguindoos cortes nas tábuas do quadro, os artistas pintores, ao restaurá-lo, colocaram dois raios vermelhos na face direita de Nossa Senhora. Desta maneira, nasceu uma imagem sacra mais característica da cultura polonesa: bizantino oriental no seu conteúdo e européia ocidental na sua forma.
 Um dos fatos que marcou a história do mosteiro e do santuário do Monte Claro, foi a invasão dos suecos, em 1655. Após esta vitória, em 1656 o rei João Casimiro reuniu sua corte e solenemente consagrou o seu reino a Nossa Senhora.
Mais tarde, instituiu-se no dia 3 de Maio a festa da Rainha da Polônia. A festa de Nossa Senhora de Monte Claro celebra-se no dia 26 de agosto.
Desde o século XV, o fundo do quadro foi coberto de placas de prata que representam as cenas da vida de Jesus e Maria e de Santa Bárbara. As coroas de ouro da Virgem e do Menino foram doadas pelo Papa Pio X por ocasião da nova coroação.
Nos últimos tempos, expões-se o quadro com mais freqüência sem os mencionados adornos. Por isso, o colorido autêntico do quadro aparece mais expressivo. A severidade bizantina do modelo com a suavidade e lirismo da pintura européia da primeira metade do século XV, determinam o encanto único do gênero com que a Virgem de Częstochowa sub-juga os peregrinos e os visitantes. É o maior tesouro de Jasna Góra (Monte Claro), não só de ponto de vista do culto, mas também do ponto de vista artístico, sem falar do seu incomparável valor histórico.

Autoria do texto:  
 Pe. Zdzislaw MALCZEWSKI SChr

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

FALSA IDOLATRIA: Os Iconoclástas (“quebradores de imagens”) de hoje - parte 2

Diante de tal matéria (citada anteriormente), qual dos lados estaria com a razão? Estaria a Igreja Católica infringindo o Mandamento de Ex 20,4 ou estaria a Igreja aplicando-o conforme a vontade de Deus? 

Qual a diferença entre IMAGEM E ÍDOLO?


A imagem é muito mais do que uma simples escultura: na verdade é qualquer coisa que permite excitar a nossa vista, pouco importando se é uma escultura, um desenho, uma pintura, um objeto. Até mesmo os dicionários não religiosos são unânimes em afirmar que a imagem é a representação de um objeto pelo desenho, pintura, escultura, etc. Logo, uma pintura de Michelangelo é uma imagem da mesma forma que o desenho do tio Patinhas e o busto do Duque de Caxias também o são, de modo que não importa se a imagem está em “segunda dimensão” (podendo ser representada num plano x-y) ou em “terceira dimensão” (representada no plano x-y-z), mas que ela excite a vista e, por consequência, a imaginação, que é a capacidade de conceber abstratamente aquilo que é concreto, real.

Desta forma, uma imagem – principalmente a imagem religiosa – encerra um sentido muito mais profundo do que o próprio objeto. Ela, sem precisar – necessariamente – fazer uso da palavra, consegue falar e sensibilizar as pessoas com muito mais facilidade que ótimos oradores, pois carrega uma linguagem própria que nem sempre precisa excitar nossos ouvidos. É inegável o poder de persuasão da imagem: a TV (imagem) não suplantou o rádio (palavra)? São Paulo não se converteu ao Evangelho graças à visão resplandescente de Cristo no caminho de Damasco? Quantos homens também não se converteram por um simples olhar para uma imagem ou crucifixo mudos no interior de uma igreja? Até mesmo a Bíblia afirma que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26-27). Vemos, assim, que o velho ditado “uma imagem vale mais do que mil palavras” é mais do que verdadeiro: é uma realidade.

Já o Ídolo não é – e jamais foi! – sinônimo de imagem. Ambos são distintos e inconfundíveis…
Ao contrário da imagem, que excita a vista, o ídolo é aquilo que substitui o único e verdadeiro Deus. Um bom exemplo, que confirma a nossa tese, é o episódio do bezerro de ouro narrado em Ex 32: como Moisés demorava para descer do Monte Sinai, os hebreus fugitivos do Egito não tardaram a confeccionar um bezerro em ouro, a quem cultuaram como se fosse o verdadeiro Deus.

Elementos que caracterizam o ídolo(segundo Ex 32,1b-2.4.6a) :
Confunde-se com o verdadeiro e único Deus.
São-lhe atribuídos poderes exclusivamente divinos.
São-lhe oferecidos sacrifícios devidos ao verdadeiro Deus.


A resposta da Igreja sobre a questão das imagens sacras já no séc. VIII

Com a eclosãoda iconoclastia nos séculos VIII e IX, o Segundo Concílio de Nicéia, em 787, reafirmou solenemente a validade da veneração das imagens, não pelo valor do material em si, mas pelo valor das figuras que representam; seu culto, assim, é relativo, explicando-se pelo oferecimento indireto das orações àqueles que as imagens representam. Assim se definiram os padres conciliares na Sessão de 13 de outubro de 787:

“Definimos […] que, como as representações da Cruz, […] assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas casas e nas estradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e de Jesus Cristo Salvador, com as da […] Santa Mãe de Deus, com as dos Santos anjos e as de todos os Santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a se recordar dos modelos originais, a se voltar para eles, a lhes testemunhar… uma veneração respeitosa, sem que isso seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus”.

Inesquecivel: pastor da "IURD" chutando imagem (1994). 
Portanto, se a História é realmente mestra da vida, como afirmava o filósofo Cícero, por que não aprendemos com os erros do passado e não abraçamos a Caridade verdadeira que nos ensina Nosso Senhor? Se sabemos que tantos cristãos foram torturados e mortos no período da perseguição iconoclasta, por que ainda alimentar a discórdia?
O que lemos em artigos como os que encontramos em blogues e sites que se dizem “apologéticos” (e não o são de fato!) só contrinuem para um proselitismo purtitano que nos escravisam e tiram nossa libertdade que temos em Cristo Jesus (cf. Gl. 2,4). Estranhamante, eles afimam respeitar “todas as pessoas de todas as religiões”, mas não se dão ao respeito. Artigo condenável e totalmente desrespeitoso.  

FALSA IDOLATRIA: Os Iconoclástas (“quebradores de imagens”) de hoje…

Recentemente, enquando fazia uma busca sobre o Círio de Nazaré (PA), me deparei com um infame site chamado: Centro Apologético Cristão de Pesquisas” (CACP), com um artigo intitulado “O pecado da idolatria”. Em tal artigo, trazia uma foto do Círio em Belém.
Iso foi o que me motivou a escrever algumas notas sobre o tema. É triste ver que muitas pessoas ao se depararem com tal artigo o tomam como verdade absoluta, sem criticidade alguma e , nem mesmo se dão ao trabalho de observar as suas fontes.

O ser humano, como ser dotado de razão, deve aprender com a sua História. A Igreja, como Instituição divino-humana, tem também a sua História.  E o que ela diz a este respeito?

Iconoclastia ou Iconoclasmo (do grego εικών, transl. eikon, "ícone", imagem, e κλαστειν, transl. klastein, "quebrar", portando "quebrador de imagem") foi um movimento político-religioso contra a veneração de ícones e imagens religiosas no Império Bizantino que começou no início do século VIII e perdurou até ao século IX. [1] Os iconoclastas acreditavam que as imagens sacras seriamídolos, e a veneração e o culto de ícones por conseqüência, - idolatria.
Em oposição a iconoclastia existe a iconodulia ou iconofilia (do grego que significa "venerador de imagem"), ao qual defende o uso de imagens religiosas, "não por crer que lhes seja inerente alguma divindade ou poder que justifique tal culto, ou porque se deva pedir alguma coisa a essas imagens ou depositar confiança nelas como antigamente faziam os pagãos, que punham sua esperança nos ídolos [cf. Sl 135, 15-17], mas porque a honra prestada a elas se refere aos protótipos que representam, de modo que, por meio das imagens que beijamos e diante das quais nos descobrimos e prostamos, adoramos a Cristo e veneramos os santos cuja semelhança apresentam. [2]

____________
[1] Иконоборчество. http://slovari.yandex.ru/dict/bse/article/00029/11700.htm?text=иконоборчество. Большая Советская Энциклопедия. издательство = Советская энциклопедия. 1969 — 1978
[2] Denzinger, Henrici; Hünermann, Petrus, Enchiridion symbolorum, definitionum et declarationum de rebus fidei et morum (Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral), Paulinas (publicado em versão portuguesa brasileira em 2007), pp. 460 (Denzinger-Hünermann [*1823).

Um pouco mais da Comunidade de Taizé (França)


A comunidade ecumenica é constituída por mais de cem homens de várias nacionalidades, representando ramos Protestantes  Católicos e Ortodoxos. A vida na comunidade foca a oração e a meditação cristã. Jovens de todo o mundo visitam Taizé todas as semanas para integrar na vida da comunidade.

domingo, 16 de agosto de 2015

A Comunidade Taizé: um respiro de ar fresco de uma fé jovem.

“Se passa próximo dela como que se. aproxima de uma fonte. O viajante pára, sacia sua sede e segue o seu caminho”.


Ir. Roger, morto em 2005.
Com estas palavras, São João Paulo II saudou a Comunidade  Ecumenica Taizé (pronuncia-seTêzê), durante sua visata em 1986. Daquela fonte, em 75 anos de existencia, beberam milhares de jovens. O que jamais teria imaginado o jovem protestante suíço Roger Schutz, quando em agosto de 1940 decidiu morar em uma pequena vila francesa do mesmo nome, para formar uma Comunidade dedicada à Reconciliação entre as diferentes confissões cristãs.

Nos anos sessenta começaram chegar àquelas colinas de Borgonha rapazes do centro-Europa, todos fascinados pela singular Comunidade de monjes vestidos de branco que viviam e rezavam todos juntos: protestantes, católicos e ortodóxos. Pouco tempo depois, já eram milhares! Tanto que os prados em volta frevilhavam de barracas armadas por jovens, e os jornais locais falavam da “Woodstock católica”. Em seguida, a Taizé se tornou um grande foco de peregrinações cristãs, com encontros em que cada verão europeu assinalavam (e assinalam até hoje) uma etapa em uma diferente capital européia.

Até a queda do muro de Berlim (1989) uma enorme multidão de jovens polacos, úngaros, tchecos e eslovacos, sedentos de espiritualidade comunitária atingiram recordes de presença jamais vistos.

Momentos de oração da Comunidade com os Jovens.
E hoje? No coração da Europa secularizada e em crise de identidade, o essencial da proposta cristã aqui se respira a pulmões cheios e continua a atrair milhares de pessoas. Para tocá-lo com os dedos, basta pasar algusn dias na coliona de Taizé, onde em cada verão são hospedadas cerca de 5 mil pessoas. Em torno das  habitações do monjes se desevolveu uma “cidadela” dedicada aos peregrinos: chalés, hospedarias, resurantes , cafeterias, além das tendas (rincões) destinados aos retiros. Ao centro, a grande Igreja da Reconciliação, onde os tradicionais bancos foram abolidos e tres vezes ao dia os peregruìinos se reunem para rezar com as célebres jaculatórias melodiosas facilmente memorizáveis.

O norte-americano Ir. John è um dos irmãos que diariamente guiam os encontros para jovens. Ele explica que, depois do “BUMM” dos anos noventa, as visitas se estabilizaram no início da ultima década. No tocante à hospitalidade, a prioridade è sempre dos jovens, mas tem aumentado o número de adultos e famílias que chegam anualmente.

“Com respeito ao passado, os jovens são mais despreparados e, muitas vezes, possuem frágeis laços com suas comunidades cristãs de origem. E por isso, fazem mais esforço para perceber a vida como um caminho organico”. Exclarece o monje, “vivem a experiencia como se fossem APP’s de umsmartfone. Se passa de um para o outro, sem uma ligação e, com direções contraditórias. Também aqui fazem a mesma experiencia de sempre. Buscamkos transmitir uma experiencia de Igreja, de comunhão”. - O que de outra maneira significa “estar juntos”, rezar, ler a bíblia e comentá-la?

“Cheguei aqui com uma fé reduzida a uma minúscula chama. Mas consegui perceber que existe um Deus: na Igreja, mas também na partilha dos alimentos, nas pessoas durtante o recreio…” Diz a jovem Giulia Balconi, 19 anos vinda de Milão (Itália).

“Os irmãos nos ensinam a ler o Evangelho segundo a nossa vida: não somente dizendo ‘é assim e basta!’”. “Estar aqui nos dá perspectivas novas às próprias questões existenciais”, confirma Pietro Gallina, 23 anos – do Piemonte (Itália).

“Em Taizé todos se cumprimentam, mesmo se não se conhecem. Há uma disponibilidade para termos um encontro profundo e grande espírito de fraternidade”, assegura Mei Mei Tse, 25 anos e anglicana de Hong Kong (China).

Também as vocações da Taizé não conhecem crise. Há muito tempo que o número de irmãos se fixou pouco abaixo dos cem professos, provenientes das principais confissões critãs e, a idade média è ainda mais baixa, com ao menos uma dezena de irmãos abaixo dos 35 anos. E a Comunidade continua a internacionalizar-se: existe uma representação de 30 países de todos os continentes. 

 Nesta semana a Comunidade Taizé completou 75 anos de fundação.  Por isso, resolvi traduzir este pequeno texto extraido da Revista Famiglia Cristiana. 


A comunidade Taizé no Brasil

A presença dos irmãos de Taizé no Brasil começou em 1966. A primeira fraternidade se estabeleceu em Olinda, PE, na diocese de Dom Helder Câmara com quem Ir Roger teceu laços de amizade e colaboração durante o Concílio do Vaticano. Em 1972, os irmãos se mudaram para Vitória, ES, para conhecer outra realidade do Brasil. Em 1978, foram para Alagoinhas, BA, num bairro pobre da periferia, a convite do bispo local. Alagoinhas fica a uns 120 km de Salvador.

Site da Comunidade Taizé no Brasil, 


Salmo do 19° e 20° Domingos Comum (Salmo 33)

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A fé da Igreja na Assunção de Maria

"Gaudent Angeli! Gaudete, quia cum Christo regnat!"

"Se alegram os Anjos! Alegrai-vos também vós para que reineis com Cristo!"


A Igreja no céu e na terra, unam-se à felicidade infinita de Deus, coroando sua Mãe e cantam com amor a alegria virginal Daquela, que se introduz por toda a eternidade na alegria do seu Filho e os Anjos e os Santos se apressam em  aclamá-la Rainha, enquanto a terra se rejubila, por ter dado aos céus sua Jóia mais preciosa.

A origem desta fé não tem uma data exata, mas por muitos séculos, a Igreja afirma que o corpo de Maria está unido com a alma no céu e seu glorioso privilégio do corpo de Maria é o elemento distintivo do mistério da Assunção . Papa Pio XII, em 1 de Novembro de 1950, fazendo juz ao o voto unânime dos bispos e fiéis, solenemente  proclama como "dogma revelado que Maria, a Imaculada Mãe de Deus, sempre Virgem, no final de sua vida terrena, foi elevada, em corpo e alma à glória celestial "(Bula dogmática Munificentissimus Deus).

A definição não diz se Maria passou  da vida terrena ao céu, ou se, como o Filho, sofreu a morte e ressuscitou, antes de entrar na glória. O grande privilégio da sua Imaculada Conceição, a virgindade e a santidade perfeita certamente poderia fazer dela  imortal, mas a Mãe do Salvador, que sempre fielmente imitou seu  Filho, quis sem dúvida, segui-lo à sepultura,  para que, como ele e como todos os nós no último dia, triunfar plenamente com a  gloriosa ressurreição, sobre o pecado e a morte.

Fé unânime da Igreja.
Por que, então, o Santo Padre  definiu como dogma de fé a Assunção? Isto foi declarado de modo claro pela Bula pontifícia : o consentimento unânime dos bispos da Igreja hoje e em comunhão com a Sé Apostólica. Esta crença universal dos pastores e os fiéis nunca teria sido possível se o objeto não foi de alguma forma contida na Revelação.
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