domingo, 16 de agosto de 2015

A Comunidade Taizé: um respiro de ar fresco de uma fé jovem.

“Se passa próximo dela como que se. aproxima de uma fonte. O viajante pára, sacia sua sede e segue o seu caminho”.


Ir. Roger, morto em 2005.
Com estas palavras, São João Paulo II saudou a Comunidade  Ecumenica Taizé (pronuncia-seTêzê), durante sua visata em 1986. Daquela fonte, em 75 anos de existencia, beberam milhares de jovens. O que jamais teria imaginado o jovem protestante suíço Roger Schutz, quando em agosto de 1940 decidiu morar em uma pequena vila francesa do mesmo nome, para formar uma Comunidade dedicada à Reconciliação entre as diferentes confissões cristãs.

Nos anos sessenta começaram chegar àquelas colinas de Borgonha rapazes do centro-Europa, todos fascinados pela singular Comunidade de monjes vestidos de branco que viviam e rezavam todos juntos: protestantes, católicos e ortodóxos. Pouco tempo depois, já eram milhares! Tanto que os prados em volta frevilhavam de barracas armadas por jovens, e os jornais locais falavam da “Woodstock católica”. Em seguida, a Taizé se tornou um grande foco de peregrinações cristãs, com encontros em que cada verão europeu assinalavam (e assinalam até hoje) uma etapa em uma diferente capital européia.

Até a queda do muro de Berlim (1989) uma enorme multidão de jovens polacos, úngaros, tchecos e eslovacos, sedentos de espiritualidade comunitária atingiram recordes de presença jamais vistos.

Momentos de oração da Comunidade com os Jovens.
E hoje? No coração da Europa secularizada e em crise de identidade, o essencial da proposta cristã aqui se respira a pulmões cheios e continua a atrair milhares de pessoas. Para tocá-lo com os dedos, basta pasar algusn dias na coliona de Taizé, onde em cada verão são hospedadas cerca de 5 mil pessoas. Em torno das  habitações do monjes se desevolveu uma “cidadela” dedicada aos peregrinos: chalés, hospedarias, resurantes , cafeterias, além das tendas (rincões) destinados aos retiros. Ao centro, a grande Igreja da Reconciliação, onde os tradicionais bancos foram abolidos e tres vezes ao dia os peregruìinos se reunem para rezar com as célebres jaculatórias melodiosas facilmente memorizáveis.

O norte-americano Ir. John è um dos irmãos que diariamente guiam os encontros para jovens. Ele explica que, depois do “BUMM” dos anos noventa, as visitas se estabilizaram no início da ultima década. No tocante à hospitalidade, a prioridade è sempre dos jovens, mas tem aumentado o número de adultos e famílias que chegam anualmente.

“Com respeito ao passado, os jovens são mais despreparados e, muitas vezes, possuem frágeis laços com suas comunidades cristãs de origem. E por isso, fazem mais esforço para perceber a vida como um caminho organico”. Exclarece o monje, “vivem a experiencia como se fossem APP’s de umsmartfone. Se passa de um para o outro, sem uma ligação e, com direções contraditórias. Também aqui fazem a mesma experiencia de sempre. Buscamkos transmitir uma experiencia de Igreja, de comunhão”. - O que de outra maneira significa “estar juntos”, rezar, ler a bíblia e comentá-la?

“Cheguei aqui com uma fé reduzida a uma minúscula chama. Mas consegui perceber que existe um Deus: na Igreja, mas também na partilha dos alimentos, nas pessoas durtante o recreio…” Diz a jovem Giulia Balconi, 19 anos vinda de Milão (Itália).

“Os irmãos nos ensinam a ler o Evangelho segundo a nossa vida: não somente dizendo ‘é assim e basta!’”. “Estar aqui nos dá perspectivas novas às próprias questões existenciais”, confirma Pietro Gallina, 23 anos – do Piemonte (Itália).

“Em Taizé todos se cumprimentam, mesmo se não se conhecem. Há uma disponibilidade para termos um encontro profundo e grande espírito de fraternidade”, assegura Mei Mei Tse, 25 anos e anglicana de Hong Kong (China).

Também as vocações da Taizé não conhecem crise. Há muito tempo que o número de irmãos se fixou pouco abaixo dos cem professos, provenientes das principais confissões critãs e, a idade média è ainda mais baixa, com ao menos uma dezena de irmãos abaixo dos 35 anos. E a Comunidade continua a internacionalizar-se: existe uma representação de 30 países de todos os continentes. 

 Nesta semana a Comunidade Taizé completou 75 anos de fundação.  Por isso, resolvi traduzir este pequeno texto extraido da Revista Famiglia Cristiana. 


A comunidade Taizé no Brasil

A presença dos irmãos de Taizé no Brasil começou em 1966. A primeira fraternidade se estabeleceu em Olinda, PE, na diocese de Dom Helder Câmara com quem Ir Roger teceu laços de amizade e colaboração durante o Concílio do Vaticano. Em 1972, os irmãos se mudaram para Vitória, ES, para conhecer outra realidade do Brasil. Em 1978, foram para Alagoinhas, BA, num bairro pobre da periferia, a convite do bispo local. Alagoinhas fica a uns 120 km de Salvador.

Site da Comunidade Taizé no Brasil, 


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