segunda-feira, 17 de agosto de 2015

FALSA IDOLATRIA: Os Iconoclástas (“quebradores de imagens”) de hoje - parte 2

Diante de tal matéria (citada anteriormente), qual dos lados estaria com a razão? Estaria a Igreja Católica infringindo o Mandamento de Ex 20,4 ou estaria a Igreja aplicando-o conforme a vontade de Deus? 

Qual a diferença entre IMAGEM E ÍDOLO?


A imagem é muito mais do que uma simples escultura: na verdade é qualquer coisa que permite excitar a nossa vista, pouco importando se é uma escultura, um desenho, uma pintura, um objeto. Até mesmo os dicionários não religiosos são unânimes em afirmar que a imagem é a representação de um objeto pelo desenho, pintura, escultura, etc. Logo, uma pintura de Michelangelo é uma imagem da mesma forma que o desenho do tio Patinhas e o busto do Duque de Caxias também o são, de modo que não importa se a imagem está em “segunda dimensão” (podendo ser representada num plano x-y) ou em “terceira dimensão” (representada no plano x-y-z), mas que ela excite a vista e, por consequência, a imaginação, que é a capacidade de conceber abstratamente aquilo que é concreto, real.

Desta forma, uma imagem – principalmente a imagem religiosa – encerra um sentido muito mais profundo do que o próprio objeto. Ela, sem precisar – necessariamente – fazer uso da palavra, consegue falar e sensibilizar as pessoas com muito mais facilidade que ótimos oradores, pois carrega uma linguagem própria que nem sempre precisa excitar nossos ouvidos. É inegável o poder de persuasão da imagem: a TV (imagem) não suplantou o rádio (palavra)? São Paulo não se converteu ao Evangelho graças à visão resplandescente de Cristo no caminho de Damasco? Quantos homens também não se converteram por um simples olhar para uma imagem ou crucifixo mudos no interior de uma igreja? Até mesmo a Bíblia afirma que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26-27). Vemos, assim, que o velho ditado “uma imagem vale mais do que mil palavras” é mais do que verdadeiro: é uma realidade.

Já o Ídolo não é – e jamais foi! – sinônimo de imagem. Ambos são distintos e inconfundíveis…
Ao contrário da imagem, que excita a vista, o ídolo é aquilo que substitui o único e verdadeiro Deus. Um bom exemplo, que confirma a nossa tese, é o episódio do bezerro de ouro narrado em Ex 32: como Moisés demorava para descer do Monte Sinai, os hebreus fugitivos do Egito não tardaram a confeccionar um bezerro em ouro, a quem cultuaram como se fosse o verdadeiro Deus.

Elementos que caracterizam o ídolo(segundo Ex 32,1b-2.4.6a) :
Confunde-se com o verdadeiro e único Deus.
São-lhe atribuídos poderes exclusivamente divinos.
São-lhe oferecidos sacrifícios devidos ao verdadeiro Deus.


A resposta da Igreja sobre a questão das imagens sacras já no séc. VIII

Com a eclosãoda iconoclastia nos séculos VIII e IX, o Segundo Concílio de Nicéia, em 787, reafirmou solenemente a validade da veneração das imagens, não pelo valor do material em si, mas pelo valor das figuras que representam; seu culto, assim, é relativo, explicando-se pelo oferecimento indireto das orações àqueles que as imagens representam. Assim se definiram os padres conciliares na Sessão de 13 de outubro de 787:

“Definimos […] que, como as representações da Cruz, […] assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas casas e nas estradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e de Jesus Cristo Salvador, com as da […] Santa Mãe de Deus, com as dos Santos anjos e as de todos os Santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a se recordar dos modelos originais, a se voltar para eles, a lhes testemunhar… uma veneração respeitosa, sem que isso seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus”.

Inesquecivel: pastor da "IURD" chutando imagem (1994). 
Portanto, se a História é realmente mestra da vida, como afirmava o filósofo Cícero, por que não aprendemos com os erros do passado e não abraçamos a Caridade verdadeira que nos ensina Nosso Senhor? Se sabemos que tantos cristãos foram torturados e mortos no período da perseguição iconoclasta, por que ainda alimentar a discórdia?
O que lemos em artigos como os que encontramos em blogues e sites que se dizem “apologéticos” (e não o são de fato!) só contrinuem para um proselitismo purtitano que nos escravisam e tiram nossa libertdade que temos em Cristo Jesus (cf. Gl. 2,4). Estranhamante, eles afimam respeitar “todas as pessoas de todas as religiões”, mas não se dão ao respeito. Artigo condenável e totalmente desrespeitoso.  

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